<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013</id><updated>2012-02-06T18:31:00.984Z</updated><title type='text'>cine7</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>729</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5850034717701384002</id><published>2008-04-08T16:56:00.002+01:00</published><updated>2008-04-09T16:57:25.742+01:00</updated><title type='text'>Cine7 - O Fim (?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R_uX-h4eTJI/AAAAAAAAAB4/9NThZKUoK1g/s1600-h/xxx.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186906496350178450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R_uX-h4eTJI/AAAAAAAAAB4/9NThZKUoK1g/s320/xxx.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Criado numa época de proliferação quase febril de blogues de todos os tipos na Internet, o Cine7 nasceu da vontade de criar um espaço para reflexão sobre uma arte, uma paixão comum entre um grupo de pessoas, que é o cinema. Cada elemento desse mesmo grupo e respectivos colaboradores conseguiu durante dois anos a proeza de publicar todos os dias uma crítica ou uma opinião, como preferirem, sobre um filme. Os diferentes gostos desses elementos resultaram na publicação de textos sobre os vários géneros de filmes, desde as primeiras décadas do século passado até a actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esquecendo que atrás de um bom filme está um bom realizador, um dos elementos do grupo criou um espaço semanal dedicado a vários realizadores, dos consagrados aos mais ousados e aos que inovaram géneros fílmicos e formas de filmar. Outro elemento escreveu alguns textos sobre épocas especiais em que o cinema teve ideologias, “fases” como a &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt;. O Cine7 esteve sempre atento aos filmes portugueses em cartaz, dispondo de um espaço próprio no blogue; criou um espaço com &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; para vários blogues também sobre cinema e realizou algumas sondagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto tudo para dizer que cada um de nós contribuiu à sua maneira e com boa vontade para a criação de um espaço de interacção entre quem escreve um texto sobre um filme e as pessoas que o lêem. Muitos comentários aos filmes deixados pelos inúmeros visitantes do Cine7 foram bons, outros foram maus. Os bons expressavam a sua opinião sobre o filme e fizeram as suas sugestões, enquanto que os maus não souberam respeitar a diferença de opiniões e demonstraram isso de forma desagradável a quem escrevia o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é que o blogue permaneceu activo durante muito tempo, até ao dia em que no passado mês de Março completou três anos de existência. A equipa que escrevia mudou quase completamente e as diversas ocupações dos membros só lhes permitiu manter o blogue a meio gás. Mas o gás foi-se acabando pouco a pouco e o blogue ficou muito distante do seu funcionamento inicial. A falta de tempo determina a nossa decisão de deixar o blogue como está, antes que se transformasse numa sombra do que era. Contudo, deixamos em aberto o final deste projecto em comum. Quiçá se um dia voltaremos a “reactivá-lo”? Para todos os que escreveram e colaboraram com o Cine7, fica um sincero agradecimento pela sua disponibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos fica um precioso e vasto arquivo de filmes que poderá continuar a ser consultado por quem aqui vier parar. Agradecemos a todos os que visitaram o Cine7 ao longo destes três anos, especialmente aos que o fizeram com frequência. Aqui ficam os cumprimentos da equipa. Bons filmes!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5850034717701384002?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5850034717701384002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5850034717701384002' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5850034717701384002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5850034717701384002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/04/cine7-o-fim.html' title='Cine7 - O Fim (?)'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R_uX-h4eTJI/AAAAAAAAAB4/9NThZKUoK1g/s72-c/xxx.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1558826121121843991</id><published>2008-03-16T22:29:00.000Z</published><updated>2008-03-16T22:49:20.615Z</updated><title type='text'>O Piano</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/adc/10048179A~The-Piano-Posters.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Piano" (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Holly Hunter - Ada McGrath&lt;br /&gt;Harvey Keitel - George Baines&lt;br /&gt;Sam Neill - Alisdair Stewart&lt;br /&gt;Anna Paquin - Flora McGrath&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Século XIX, Ada McGrath, uma mulher que não fala desde os seis anos de idade, deixa a Escócia juntamente com a sua filha Flora, para ir viver para a recém colonizada Nova Zelândia, onde oficializará um casamento arranjado. O encontro com o marido, Alisdair Stewart, o qual ela não conhecia, corre mal devido à recusa dele em transportar o piano que é a grande paixão de Ada e a sua melhor forma de se exprimir. Ter de abandonar o seu adorado piano no meio da praia faz com que Ada desde logo antipatize com Alisdair. Entre os homens deste, está George Baines, que se sente atraído por Ada. Aproveitando-se da situação, Baines leva o piano para a sua casa e promete devolvê-lo a Ada caso esta o ensine a tocar. Com o tempo as aulas vão-se transformando em encontros de grande erotismo, nos quais Baines e Ada se descobrem um ao outro e se apaixonam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado no princípio dos anos noventa, “O Piano” foi o terceiro filme da realizadora Jane Campion. Bem aceite pela crítica, o filme recolheu nomeações e prémios, como por exemplo o Óscar de Melhor Argumento Original para Jane Campion, o Óscar de Melhor Actriz Principal para Holly Hunter e o Óscar de Melhor Actriz Secundária para Anna Paquinn, na altura apenas uma criança, foi uma das mais jovens actrizes a receber um prémio de tamanha importância (pelo menos para Hollywood) na sétima arte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena que Holly Hunter tenha andado meio desaparecida ao longo destes anos, após a interpretação brilhante em “O Piano” de uma personagem muda que fez com que a actriz desenvolvesse uma grande expressividade no seu papel, há cenas em que percebemos sentimentos e reacções, sem uma única palavra. Mais pena me faz Anna Paquin, mulher feita, que o melhor que conseguiu foi o papel de Vampira (Rogue) na trilogia "X-Men". É o exemplo perfeito de que ganhar um Óscar nem sempre é sinónimo de sorte ou de carreira segura como actriz de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Piano” conta com uma inesquecível banda sonora da responsabilidade de Michael Nyman. Em algumas cenas a própria Holly Hunter tocou músicas de Nymam no piano. Uma das cenas que este filme nos deixa na memória é quando Ada toca no piano que está no meio da praia, enquanto a filha dança ao som da música à beira-mar. Uma comunhão perfeita entre a natureza e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1558826121121843991?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1558826121121843991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1558826121121843991' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1558826121121843991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1558826121121843991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/o-piano.html' title='O Piano'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2155243336713393617</id><published>2008-03-14T15:39:00.001Z</published><updated>2008-03-17T17:35:43.335Z</updated><title type='text'>Vista Pela Última Vez</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://mcqesq.files.wordpress.com/2007/10/gone_baby_gone_poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Gone Baby Gone" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ben Affleck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ben Affleck &amp; Aaron Stockard, adaptado do romance de Dennis Lehane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Casey Affleck - Patrick Kenzie &lt;br /&gt;Michelle Monaghan - Angie Gennaro &lt;br /&gt;Morgan Freeman - Capt. Jack Doyle &lt;br /&gt;Ed Harris - Det. Remy Bressant &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filme em tom policial sobre uma criança desaparecida, revela uma complexa trama de contrastes e ambiguidades, recheada de pessoas reais, palpáveis, de carne e osso. Assentando principalmente nos pormenores da investigação e nos elementos-chave da temática em questão, mexe nos nossos medos e nas nossas convicções morais, apresentando os diversos pontos de vista sem incidir demasiado em nenhum deles, deixando à nossa discrição a escolha acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ben Affleck começa finalmente a justificar o pisa-papéis que lhe foi atribuído (e a Matt Damon) por &lt;em&gt;O Bom Rebelde&lt;/em&gt; em 1998. Inebriado pelo sucesso fácil (de &lt;em&gt;Armaggedon&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;Pearl Harbor&lt;/em&gt;) e pelo romance de tablóide com Jennifer Lopez, a sua carreira foi conhecendo novos fundos, sendo até responsabilizado por desaires que nem foram culpa sua (&lt;em&gt;Demolidor&lt;/em&gt;). Ao interpretar George Reeves em &lt;em&gt;Hollywoodland&lt;/em&gt;, foi uma agradável surpresa, tendo talvez contribuído o personagem ter certas afinidades com o actor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vista Pela Última Vez&lt;/em&gt; é uma surpresa ainda maior porque, para além de ter adaptado o romance de Dennis Lehane, estar atrás das câmaras envolve o controlo de toda a produção e a responsabilidade pelo resultado. Na bagagem de realizador, Affleck trazia unicamente &lt;em&gt;Matei A Minha Esposa Lésbica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Pendurei-a Num Gancho Para Carne E Agora Tenho Um Contrato Para Três Filmes Com A Disney&lt;/em&gt;, uma curta-metragem (não escrita por si) de 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007 é também o ano de Casey Affleck, irmão mais novo de Ben, que recebeu aplausos pelas suas representações em &lt;em&gt;O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford&lt;/em&gt; e por &lt;em&gt;Vista Pela Última Vez&lt;/em&gt;. Não foi, claramente, uma questão de nepotismo que ditou o protagonismo de Casey, que realça as inseguranças indispensáveis ao papel, com o seu ar inofensivo e a sua voz de falsetto. Com apenas três anos menos do que Ben, Casey já representa desde 1988, sendo o primeiro filme em que foi notado &lt;em&gt;Disposta a Tudo&lt;/em&gt;, de Gus Van Sant, em 1995. Também para Van Sant escreveu (com Matt Damon), representou e editou &lt;em&gt;Gerry&lt;/em&gt;, em 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de Casey Affleck, marcam presença Morgan Freeman, que dispensa elogios (tanto mais que dizer que está igual a si próprio já nada significa) e Ed Harris, que os merece por inteiro, com mais uma figura marcante. Se Amy Ryan pode ser considerada uma revelação, então a prestação de Michelle Monaghan é apenas mecânica. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Suplantando-se constantemente, &lt;em&gt;Vista Pela Última Vez&lt;/em&gt; é um filme que finta a sua própria simplicidade e obriga-nos a questionar as nossas opções. Será a mãe biológica sempre a melhor escolha dos filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estreia em salas britânicas foi adiada por causa de semelhanças com o caso real do desaparecimento de Madeleine McCann, mas para além do facto de ambas as meninas serem loiras, não há nada que ligue ambas histórias, pese embora a coincidência de a actriz que representa a menina raptada se chamar Madeline O’Brien. A Inglaterra continua a ser dos países onde a Censura tem as tesouras mais afiadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2155243336713393617?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2155243336713393617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2155243336713393617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2155243336713393617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2155243336713393617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/vista-pela-ltima-vez.html' title='Vista Pela Última Vez'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4818957757589944743</id><published>2008-03-13T17:01:00.000Z</published><updated>2008-03-13T17:09:48.293Z</updated><title type='text'>Os Salteadores da Arca Perdida</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://somethingrad.files.wordpress.com/2007/10/raiders-of-the-lost-ark-c10288336.jpeg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Raiders of the Lost Ark" (1981)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steven Spielberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;George Lucas &amp; Philip Kaufman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Harrison Ford - Indiana Jones &lt;br /&gt;Karen Allen - Marion Ravenwood &lt;br /&gt;Paul Freeman - Dr. Rene Belloq &lt;br /&gt;Ronald Lacey - Major Arnold Toht &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num momento em que mais um filme do herói Indiana Jones pode estar a chegar às salas, merece a pena recordar o primeiro filme da série. Há mais de 25 anos, foi um sucesso triunfal para Steven Spielberg que já havia conhecido a consagração com “Tubarão” e “Encontros Imediatos de 3º Grau”. Este filme de aventuras teve, na verdade, um impacto tão poderoso que suscitou sequelas espaçadas no tempo. E efeitos que ainda hoje se fazem sentir de modo mais natural e virtuoso; ou de modo mais cabotino e desinspirado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula de “Raiders of the Lost Ark” reside numa acção trepidante com pausas estratégicas. Há um enorme misticismo na procura dos tesouros que tanto são sagrados como valiosos, tanto têm um valor espiritual e religioso como representam fortunas fabulosas – tanto parecem pertencer a um outro mundo como ao nosso. Como se constata num balanço generalizado da história, a moral vem provar que a ambição desmedida é destruidora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa decorre em vários pontos geográficos, numa época em que os nazis e a sua ideologia constituíam uma terrível ameaça para a Humanidade. O filme está imbuído de humor o que torna ligeiro o dramatismo de certas cenas e ajuda o espectador a tolerar pormenores completamente inverosímeis. Nada nas histórias do arqueólogo Indiana Jones busca a verosimilhança. O herói é sempre salvo de modo absolutamente inacreditável. As situações são tão emocionantes como é imaginativa a busca de soluções dos argumentistas. (A história nasce da inspiração de George Lucas e de Philip Kaufman, o argumento é desenvolvido por Lawrence Kasdan.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há neste patamar de aventuras mirabolantes, uma justaposição do natural e do sobrenatural. Os efeitos especiais do filme são notáveis. A música de John Williams começava a revelar-se verdadeiramente indissociável do universo de Spielberg. Harrison Ford estabelecia-se aqui verdadeiramente como uma estrela de primeiro plano de Hollywood depois de em “Guerra das Estrelas” de George Lucas ter sido um pouco secundarizado por Mark Hamill e Carrie Fisher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqui a clássica parceria do herói e da heroína mediante uma trama onde são perseguidos por nazis diabólicos, terroristas, serpentes e maldições de meter medo. Parece haver neste tipo de intrigas com um teor místico (sobrenatural) e simultaneamente político, algo daquilo que me deliciava nos livros do Tintim de Hergé. A fórmula do filme doseia os diferentes ingredientes de modo sábio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sucesso deste filme surgiriam obras da época como os da série de “Em Busca da Esmeralda Perdida” e “Jóia do Nilo”. Recentemente, o filme “A Múmia” desenvolveu o mesmo conceito, fazendo equilibrar sequências de acção com cenas de terror e espanto e uma dose de sentimentalismo apimentada com humor. O sucesso deste filme desencadeou também uma sequela e arrecadou bastante dinheiro para os seus produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência inicial de “Os Salteadores da Arca Perdida” tem cerca de meia dúzia de minutos e funciona como uma antecipação do que virá depois. Digamos que define com que linhas se cozem as intrigas daquele universo trepidante. Para inferirmos facilmente que tipo de emoções poderemos esperar posteriormente e também de que heroicidade (às vezes batoteira) vive o Dr. Indiana Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, encontramos um pacato Dr. Jones numa aula pacata de uma pacata rotina. Até tudo se precipitar de novo numa acção vertiginosa e frenética. Então os acontecimentos precipitam-se em catadupa e numa movimentação que se poderia tornar cansativa. Mas o realizador tem o bom senso de quebrar a agitação com cenas mais calmas, estrategicamente inseridas. (Spielberg não seria tão refinado sob este aspecto nas sequelas que vieram depois, particularmente no segundo filme da série).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um filme ligeiro mas sabiamente dirigido como “Salteadores da Arca Perdida” merece o seu local de destaque na História do Cinema. Trata-se de um produto industrial brilhantemente executado por artificies de grande talento. De resto, o filme nada tem a oferecer senão um entretenimento simpático, um divertimento que se vê (e revê) com agrado porque nada tem a ver com a nossa realidade e é exactamente isso que às vezes buscamos numa sala de cinema – uma diversão ou uma fuga aos dramas do nosso mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4818957757589944743?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4818957757589944743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4818957757589944743' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4818957757589944743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4818957757589944743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/os-salteadores-da-arca-perdida.html' title='Os Salteadores da Arca Perdida'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5209196344650654236</id><published>2008-03-12T17:23:00.000Z</published><updated>2008-03-12T17:34:50.545Z</updated><title type='text'>Estranhos Prazeres</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.dvdtimes.co.uk/protectedimage.php?image=DanielStephens/strange_days_pic01.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Strange Days" (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kathryn Bigelow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Cameron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ralph Fiennes - Lenny Nero &lt;br /&gt;Angela Bassett - Lornette 'Mace' Mason &lt;br /&gt;Juliette Lewis - Faith Justin &lt;br /&gt;Tom Sizemore - Max Peltier &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas09.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Los Angeles, 30 de Dezembro de 1999. Os festejos que celebram o final do milénio dominam toda a cidade, mas não se sobrepõem ao clima de tensão vincado pelos crescentes conflitos raciais que se intensificaram após o assassinato de um mediático rapper negro. A chave para a descoberta do incógnito homicida poderá estar, contudo, numa das gravações traficadas por Lenny, ex-polícia que se dedica ao comércio ilegal de registos de memórias que são reutilizados por quem está disposto a pagar para aceder a experiências visuais e sensoriais de terceiros. Lenny é, de resto, um dos principais utilizadores dos produtos que vende, usando-os para reviver momentos que partilhou com a sua ex-namorada Faith, agora amante de um poderoso editor musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é, em traços largos, o ponto de partida de "Estranhos Prazeres" (Strange Days), realizado por Kathryn Bigelow em 1995 e que, apesar de ter sido um flop comercial, ficou como um dos mais inspirados (e esquecidos) thrillers dos anos 90. Proposta noir de tons fim-de-milénio, o filme decorre em cenários futuristas que não diferem muito dos do mundo actual, afastando-se dos exageros inverosímeis que minam muitos títulos de ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento, da autoria de James Cameron (ex-marido da realizadora e que assume aqui o papel de produtor), investe em várias áreas sem perder coesão, indo da abordagem das fronteiras entre domínios reais e virtuais, passando pela xenofobia e paranóia e oferecendo ainda uma sólida base dramática sustentada por uma absorvente e atormentada história de amor em domínios cyberpunk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bigelow contorna com mestria lugares-comuns dos filmes de acção, desde logo pela inversão dos papéis masculinos e femininos - Lenny é fisicamente mais frágil do que a sua amiga, a guarda-costas Mace - ou pela escassez de explosões e demais utensílios de parafernália visual, apostando numa sobriedade que se revela indispensável para que surjam aqui muitas cenas de antologia - casos de uma sufocante perseguição automóvel, de sequências de fuga no meio da multidão que celebra a passagem de ano ou dos minutos iniciais, centrados no ponto de vista de um assaltante e filmados sem cortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora se encontrem aqui muitos momentos memoráveis pela forma como a realizadora constrói sequências de acção, com uma sofisticação e eficácia próximas das de Cameron ou McTiernan, "Estranhos Prazeres" vale igualmente por pequenos milagres de intensidade emocional, de que são exemplo aquele em que Faith interpreta "Hardly Wait", de PJ Harvey, enquanto é observada por um detroçado Lenny, ou muitos diálogos que o protagonista troca com Mace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dificilmente seriam conseguidos sem a notável dedicação de dois actores, Ralph Fiennes e Angela Bassett, ele equilibrando angústia e acessos espirituosos (e exibindo deliciosos tiques metrossexuais, entrando em sequências de acção de gravata e fato Armani), ela emanando determinação, coragem e lealdade na pele de Mace, a consciência de Lenny (por estas interpretações, ambos mereciam ser requisitados para interpretarem Gambit e Tempestade em "X-Men"). Destaque, ainda, para Juliette Lewis, que compõe uma apropriada femme fatale como Faith, e embora a sua personagem pudesse ser melhor explorada as situações em que brilha no palco já tornam a sua participação inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme decorre equilibrando um romantismo dilacerado e uma vibrante descarga de adrenalina, e essa difícil combinação atinge o pico na última e fulgurante meia hora, onde a sobrevivência dos protagonistas fica cada vez mais comprometida. Os festejos nocturnos nas avenidas de LA proporcionam um cenário simultaneamente magnético e tenso, e a qualquer momento a celebração pode dar origem ao caos, possibilidade que Bigelow sabe sugerir e desenvolver com elegância visual, sentido atmosférico e um ritmo certeiro. De relevância considerável é também a banda-sonora, que além de PJ Harvey inclui canções de Tricky, Lori Carson, Skunk Anansie (que actuam no filme) ou dos menos recomendáveis Deep Forest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançando bases para temas que seriam reaproveitados em "Existenz", de David Cronenberg, ou mesmo "Relatório Minoritário", de Steven Spielberg, "Estranhos Prazeres" não foi ainda superado por quaisquer sucessores mais ou menos directos, permanecendo como dos filmes mais injustamente idnorados quando se faz a triagem do melhor cinema da década de 90. Não obstante essa subestimação, é sempre um grande prazer revisitá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5209196344650654236?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5209196344650654236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5209196344650654236' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5209196344650654236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5209196344650654236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/estranhos-prazeres.html' title='Estranhos Prazeres'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4063244596489847818</id><published>2008-03-11T19:37:00.000Z</published><updated>2008-03-11T20:02:51.421Z</updated><title type='text'>Berlin Alexanderplatz</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.moviesworthseeing.com/images/bxrt/berlinalexanderplatz.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Berlin Alexanderplatz" (1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rainer Werner Fassbinder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rainer Werner Fassbinder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Günter Lamprecht – Franz Biberkopf&lt;br /&gt;Karlheinz Braun – Rechtsanwalt Löwenhund&lt;br /&gt;Hannah Schygulla – Eva&lt;br /&gt;Franz Buchrieser – Gottfried Meck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Berlin Alexanderplatz é o filme mais célebre de Rainer Werner Fassbinder. É a sua obra mais complexa, erudita e ambiciosa e um dos retratos mais admiráveis de sempre de uma cidade. Berlim não é apenas o quadro em que decorre a intriga, mas constitui, com o seu pitoresco, os seus contrastes e os seus segredos, o próprio assunto do filme. Porém, a grandiosidade do conjunto não ofusca o brilhantismo e a autonomia das suas partes integrantes. Cada um dos habitantes da cidade de Fassbinder é único e fascinante pelas suas peculiaridades e contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carácter contraditório do protagonista surge com particular evidência na segunda parte do filme. Sabemos que Franz Biberkopf não é mau e que até jurou à saída da prisão de Tegel fazer apenas o bem. Sabemos inclusivamente que ele não é anti-semita, até porque o primeiro amigo que fez após o cumprimento da sua pena foi um judeu. Porém, ele aceita vender o jornal Völkischer Beobachter nas ruas da cidade e abraça a ideologia nazi, seguindo o exemplo de muitos dos seus compatriotas, que também colocaram voluntariamente o poder nas mãos de Hitler. É um facto surpreendente e mesmo os melhores pensadores nunca contaram com a popularidade e eficácia dos nazis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam quais forem as razões de Franz Biberkopf, é indiscutível que ele não age por mero oportunismo. Ele acredita sinceramente no nazismo e a força das suas convicções surge com toda a pujança no confronto final com os comunistas. É uma sequência que vemos hoje com distanciamento e ironia, pois sabemos que os intervenientes lutam encarniçadamente por ideologias que teriam consequências igualmente desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior ironia talvez até nem seja essa. Os comunistas alemães não só não conseguiram impedir a tomada do poder pelos nazis, como poderão, ainda que involuntariamente, ter contribuído decisivamente para o sucesso de Hitler. Com os seus apelos à violência popular, os dirigentes do KPD deram o pretexto ideal ao governo nazi para tomar medidas repressivas e criaram junto da população o receio, aliás infundado, de um grande levantamento bolchevista. Biberkopf parece estar plenamente consciente desses erros de estratégia, quando adverte: &lt;em&gt;«De que vão vocês viver, espalha-brasas? Estão bêbedos de palavras! Só sabem causar confusão e tornar os outros odientos até ficarem mesmo maliciosos e acabarem com um de vocês!»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Flávio Sousa &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4063244596489847818?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4063244596489847818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4063244596489847818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4063244596489847818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4063244596489847818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/berlin-alexanderplatz.html' title='Berlin Alexanderplatz'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8159478111408322364</id><published>2008-03-09T19:23:00.000Z</published><updated>2008-03-10T19:36:00.023Z</updated><title type='text'>Duas Irmãs, um Rei</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.stuff.co.nz/images/707407.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Other Boleyn Girl" (2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Justin Chadwick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Peter Morgan, adaptação do romance homónimo de Philippa Gregory&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Natalie Portman - Ana Bolena&lt;br /&gt;Scarlett Johansson - Maria Bolena&lt;br /&gt;Eric Bana - Henrique Tudor/Henrique VIII&lt;br /&gt;David Morrissey - Duque de Norfolk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Duas irmãs, Ana e Maria Bolena, são vítimas da ambição do pai e do tio, que as usam de modo a conseguir poder e prestígio através da conquista de favores de Henrique Tudor, rei da Inglaterra. Aproveitando-se do facto da rainha Catarina de Aragão ter perdido outro filho, o tio consegue que as duas irmãs sejam inseridas na corte. O rei repara imediatamente na beleza de Maria, que se torna sua amante e pouco tempo depois dá à luz um filho ilegítimo. Mesmo sabendo que a irmã ama verdadeiramente o rei, Ana quer a todo o custo seduzi-lo e ser rainha de Inglaterra. Com uma série de artimanhas, ela consegue a confiança do rei, que a deseja ardentemente, livra-se de Maria e de Catarina de Aragão e altera drasticamente o reino e a vida do povo. Até que ponto levará Ana a sua ambição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exteriormente temos um filme com cenários bonitos e um guarda-roupa de época impecável, em termos de argumento o filme só consegue ser satisfatório. Porque é bastante fácil perceber que recria apenas os “bastidores” da corte, as traições, as pessoas que se deixam corromper e outras em que nunca se deve confiar, levando a um choque de ambições opostas. Tudo oscila perante os devaneios de um rei e da sua activa sexualidade. A personagem que Eric Bana interpreta é fraca e pouco credível, ora balançado para o lado de Maria ora para o lado de Ana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto as personagens mais marcantes no enredo de filme são mesmo as duas irmãs, embora o desempenho fantástico de Natalie Portman tenha ofuscado o de Scarlett Johansson. Duas belezas diferentes, duas promissoras actrizes da nova geração de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Duas Irmãs, um Rei” (infeliz tradução para português do título do filme) é um filme que até se vê bem, mas poderia ter sido muito melhor se não se tivesse cingido tanto à vida íntima do rei. Desse modo não creio que se possa afirmar que este seja um filme histórico. Quem conhece o período histórico conturbado que a Inglaterra vivia no tempo de Henrique VIII, não o vê retratado no filme, talvez não fosse esse o objectivo, mas ajudava a suportar a visão romântica que ficou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez quem tenha lido o livro que deu origem a “Duas Irmãs, um Rei”, possa encontrar pontos de interesse que tenham escapado à atenção, ou tenham sido postos de lado pelo argumentista do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8159478111408322364?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8159478111408322364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8159478111408322364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8159478111408322364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8159478111408322364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/duas-irms-um-rei.html' title='Duas Irmãs, um Rei'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4556576945644593248</id><published>2008-03-07T22:56:00.000Z</published><updated>2008-03-07T23:22:02.236Z</updated><title type='text'>Haverá Sangue</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/a/a5/There_will_be_blood.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"There Will Be Blood" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Thomas Anderson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Thomas Anderson, baseado no romance de Upton Sinclair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Daniel Day-Lewis - Daniel Plainview &lt;br /&gt;Dillon Freasier - H.W. Plainview &lt;br /&gt;Paul Dano - Paul Sunday / Eli Sunday &lt;br /&gt;Kevin J. O'Connor - Henry Brands &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filme sobre um período negro da História americana, em que o coração dos homens era dominado pela ganância e pela religião, as quais poderiam andar de mãos dadas ou de costas voltadas. Mais concretamente, relata a vida de um duro prospector de petróleo desde o seu primeiro poço bem sucedido até à decadência dos seus últimos dias. É uma história de esforço e crueldade, que bem poderia chamar-se Daniel Day-Lewis, porque o filme é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Day-Lewis convence integralmente, sendo que o filme respira quando ele respira. À parte isso, ficamo-nos por uma história não muito inspirada sobre um homem odioso e a forma que este escolheu para singrar, entre a lama e as chamas do ouro negro, numa luta pela sobrevivência que rapidamente se transforma numa cultura de ódios que só poderiam consumi-lo. Não impede isso uma atmosfera electrizante e momentos de deleite cinéfilo, mas é difícil aguentar duas horas e quarenta de duração com o que Paul Thomas Anderson tem a oferecer, e a película vai lentamente decrescendo de intensidade, sendo apenas capaz de fazer levantar uma sobrancelha no clímax final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Day Lewis reparte visibilidade com o excelente Kevin J. O’Connor (demasiado apagado neste filme) e com Paul Dano, que teve apenas quatro dias para preparar-se para o papel, já que tinha sido contratado para representar uma única cena (e outro personagem), mas impressionou o realizador ao ponto de este alterar o argumento para adequar-se ao novo actor. Dillon Freaser, que representa o pequeno filho do protagonista, nem sequer era actor, mas apenas um aluno de uma escola próxima das filmagens, no Texas; a mãe do menino quis saber quem era Daniel Day Lewis e ficou chocada quando alugou Gangs de Nova Iorque, pelo que desesperadamente lhe desencantaram uma cópia de A Idade da Inocência, onde ele é mais gentil e sociável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como curiosidade, o fumo provocado pela cena do incêndio de um poço de petróleo obrigou a que a produção de Este País Não É Para Velhos, dos Irmãos Cohen, a filmar em terrenos próximos, tivesse de fechar por um dia, até que o fumo se dissipasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4556576945644593248?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4556576945644593248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4556576945644593248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4556576945644593248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4556576945644593248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/haver-sangue.html' title='Haverá Sangue'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8499202626817986877</id><published>2008-03-05T15:25:00.000Z</published><updated>2008-03-05T15:36:37.319Z</updated><title type='text'>Reis e Rainhas</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://web.mit.edu/jsf/2005/web/5arr/rois_et_reine.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Rois et Reine" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Arnaud Desplechin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Arnaud Desplechin &amp; Roger Bohbot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Emmanuelle Devos - Nora Cotterelle &lt;br /&gt;Mathieu Amalric - Ismaël Vuillard &lt;br /&gt;Catherine Deneuve - Mme Vasset &lt;br /&gt;Maurice Garrel - Louis Jenssens &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Através de filmes como “Comment je me suis disputé… (ma vie sexuelle)” ou “Esther Kahn”, Arnaud Desplechin tem consolidado um elogiado percurso, impondo-se como um dos interessantes nomes do novo cinema francês.“Reis e Rainha (Rois et Reine), o seu título mais recente, confirma-o enquanto autor meritório, pois embora sendo uma película desequilibrada contém atributos suficientes que a tornam numa obra a ter em conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentando duas histórias em paralelo, o filme segue Nora, cuja rotina de trabalho passada numa galeria de arte será interrompida pelo estado de saúde cada vez mais débil do seu pai, doente em fase terminal; e Ismael, que devido a um estilo de vida desregrado é internado, a pedido de terceiros, num hospital psiquiátrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo destas duas situações, aparentemente desconexas, “Reis e Rainha” tece uma complexa teia de eventos, personagens e memórias, cujas esferas se relacionam, de forma mais ou menos demarcada, com a morte, a insanidade, a dissolução familiar, o amor ou a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desplechin proporciona aqui uma atípica experiência cinematográfica, um excessivo puzzle onde a comédia e o drama se entrelaçam mas cuja fusão nem sempre é bem conseguida, pois a lógica espartana de “Reis e Rainha” tanto proporciona estimáveis cenas de antologia como sequências de relevância duvidosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que permanece sempre seguro no filme são as competentíssimas interpretações dos actores, em especial as dos dois protagonistas: Emmanuelle Devos e Mathieu Amalric, a primeira seduzindo pelo estranho misto de vulnerabilidade e obstinação e o segundo pela irresistível irreverência que emana constantemente (percebe-se porque foi premiado com o César de Melhor Actor em 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intercalando realismo com ocasionais episódios oníricos, Desplechin gera um intenso olhar sobre peripécias do quotidiano urbano, salientando a falta de comunicação e a efemeridade das relações e atirando as suas personagens para uma espiral de dúvidas, imprevistos e inquietações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes cruel, dilacerando os protagonistas através de um considerável humor negro, noutros casos emotivo e cativante, com momentos de um forte impacto emocional (como no comovente epílogo) “Reis e Rainha” é um filme esquizofrénico e imprevisível, o que é simultaneamente uma vantagem e uma limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragicomédia com personagens à beira do limite, cortadas por uma crescente dilaceração emocional onde as situações parecem piorar a cada instante, a película descoordena o espectador, obrigando-o a reconsiderar certas características dos protagonistas e dos secundários devido à intersecção temporal (os flashbacks abundam) e narrativa (com duas histórias que, aos poucos, revelam ligações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados nem sempre estão à altura da ousadia do filme (sobretudo algumas cenas de humor, condimentadas por um burlesco e nonsense desequilibrados), mas Desplechin consegue fazer com que as duas horas e meia de filme não se tornem cansativas, mesmo com alguma palha narrativa que poderia ter sido cortada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambivalente e desigual, “Reis e Rainha” não é um filme fácil e contém contrastes abruptos que não o tornarão numa obra para todos os gostos, mas é também um vibrante e a espaços muito inventivo estudo de personagens que não tem medo de mergulhar, para o bem e para o mal, no âmago destas. Nem todos os filmes se podem orgulhar disso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8499202626817986877?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8499202626817986877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8499202626817986877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8499202626817986877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8499202626817986877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/reis-e-rainhas.html' title='Reis e Rainhas'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-842382355967166630</id><published>2008-03-02T22:22:00.000Z</published><updated>2008-03-03T22:38:19.082Z</updated><title type='text'>Hannibal - A origem do mal</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://lestrange.files.wordpress.com/2007/03/hannibal_rising1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Hannibal Rising" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Peter Webber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Thomas Harris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gaspard Ulliel – Hannibal Lecter&lt;br /&gt;Gong Li – Lady Murasaki&lt;br /&gt;Dominic West – Inspector Popil&lt;br /&gt;Rhys Ifans – Vladis Grutas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A personagem que marcou a carreira de Anthony Hopkins é uma lenda da história do cinema. O assassino canibal, teve a sua primeira aparição em “Caçada ao Amanhecer” (1986, Michael Mann, interpretado por Brian Cox), mas o momento de glória foi mesmo a interpretação de Hopkins no filme “O Silêncio dos Inocentes” (1991, Jonathan Demme). Anos mais tarde Hopkins repetiu o papel em “Hannibal” (2001, Ridley Scott) e em “Dragão Vermelho” (2002, Brett Ratner). Com tudo isto, faltava então saber as razões que levaram a que Hannibal se tornasse num assassino cruel e macabro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pedido a Thomas Harris, criador da personagem em questão, que escrevesse um guião original onde fosse contada a história da vida de Hannibal na sua juventude. Todo o mal tem a sua origem e é isso que é mostrado em “Hannibal – A Origem do Mal” realizado por Peter Webber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hannibal Lecter é apenas uma criança quando assiste aos horrores da segunda guerra mundial no leste europeu, que resultaram na morte dos seus familiares. Anos mais tarde, encontramo-lo num orfanato soviético onde é constantemente provocado pelos colegas. Um dia o jovem consegue fugir de lá e empreende uma longa jornada até aos arredores de Paris para procurar abrigo na casa de um tio. No entanto este já faleceu, e é a sua viúva, a bela Lady Murasaki, que o acolhe. É com a ajuda dela que Hannibal começa a estudar medicina, ao mesmo tempo que ganha gostos refinados na pintura, música e comida. Com o estudo do corpo humano, ao qual se dedica grande parte do seu tempo, Hannibal adquire um grande conhecimento que decide usar para se vingar dos tormentosos fantasmas do passado que afinal são criminosos de guerra bem reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a escolha de Gaspard Ulliel para interpretar o jovem Lecter foi acertada, sem prejuízo do facto de ser um desconhecido para o grande público, tendo apenas algumas participações em produções francesas. Ao encarnar a personagem Ulliel consegue uma expressão cruel no olhar e um sorriso sarcástico que nos convence que é mesmo o retrato do assassino que conhecemos dos filmes anteriores, desempenhado por Hopkins. “Hannibal – A origem do mal” é um filme escuro, violento e com algum suspense, que nos mostra um jovem sofrido que exorciza os seus demónios interiores de tal forma que perde o que há de humano em si e se transforma num monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-842382355967166630?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/842382355967166630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=842382355967166630' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/842382355967166630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/842382355967166630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/03/hannibal-origem-do-mal.html' title='Hannibal - A origem do mal'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-384839387516647575</id><published>2008-02-29T13:19:00.001Z</published><updated>2008-03-03T22:21:40.825Z</updated><title type='text'>Juno</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://laist.com/attachments/la_simone/juno.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Juno" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jason Reitman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Diablo Cody&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ellen Page - Juno MacGuff &lt;br /&gt;Michael Cera - Paulie Bleeker &lt;br /&gt;Jennifer Garner - Vanessa Loring &lt;br /&gt;Jason Bateman - Mark Loring &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando aquilo que o mundo mais precisa é de filmes sobre abortos bem sucedidos, Hollywood dá à luz mais uma comédia ligeira de uma adolescente grávida que decide dá-la para adopção em vez de abortar, apesar de claramente não querer a criança para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão hipócrita que se reveste este filme descaradamente pró-vida, nunca se viu um quadro tão cor de rosa de gravidez não planeada: os pais aceitam a situação sem dramas e uma família perfeita cai do céu para adoptar o bebé, a futura mamã continua a ter aproveitamento escolar, revela ausência de dores ou mal estar físico e o próprio parto é quase “O quê, já está?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ser acusada de demasiado facilitismo, Juno tem uma discreta discussão com o rapaz de quem gosta e que é o acidental dador de esperma, ao que são imitados pelo crispado casal adoptante. Dois grãos de areia que em nada encravam a máquina de fazer algodão-doce desta visão irrealista de como levar até ao fim uma gravidez indesejada sem o menor sacrifício, ficando também a nota de que se deve fugir das clínicas de aborto porque cheiram a hospital, têm pessoas na sala de espera e as funcionárias do PBX têm piercings e oferecem preservativos com sabor para evitar uma segunda visita. De qualquer modo, quem é que não trocaria essa meia hora menos agradável pela experiência inesquecível de transportar uma vida humana durante nove meses, quando nem sequer se tem intenção de ficar com ela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o reparo sobre credibilidade, há coisas a que tem de se dar o braço a torcer: os diálogos são deliciosos (na sua maior parte) e os actores estão adequadíssimos. Ellen Page reforça aqui a sua intuitividade como actriz (depois de &lt;em&gt;Hard Candy &lt;/em&gt;e esquecendo-se que entrou em &lt;em&gt;X Men III&lt;/em&gt;), e está bem amparada por Alison Janney e J.K. Simmons, que interpretam os seus pais, e por Jennifer Garner e Jason Bateman (que, no mesmo ano de 2007, contracenaram juntos em &lt;em&gt;O Reino&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Diablo Cody, ex-&lt;em&gt;stripper&lt;/em&gt; que arrecadou o Oscar de melhor Argumento Original com este guião, o filme &lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt; é um caloroso e apaziguador exemplo de como se pode abordar um tema polémico sem chocar ninguém, até conseguindo colocar toda a gente do lado da jovem grávida, que não vacila nem por um momento face às atribulações que tem pela frente. Jason Reitman é filho do realizador Ivan Reitman (&lt;em&gt;Caça-Fantasmas I e II&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Um Polícia No Jardim-Escola &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;A Minha Super Ex-Namorada&lt;/em&gt;), mas já marcara um nome por si com o acutilantemente simpático &lt;em&gt;Obrigado por Fumar&lt;/em&gt;, de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-384839387516647575?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/384839387516647575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=384839387516647575' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/384839387516647575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/384839387516647575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/juno.html' title='Juno'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2083913732786176663</id><published>2008-02-27T16:30:00.000Z</published><updated>2008-02-28T16:57:49.336Z</updated><title type='text'>Começar de Novo</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.lycee-guisthau.org/spip/IMG/jpg/un_jour_dete.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Un Jour d'Été" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Franck Guérin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Franck Guérin &amp; Agnès Feuvre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Baptiste Bertin - Sébastien&lt;br /&gt;Théo Frilet - Mickaël&lt;br /&gt;Elise Caron - Louise&lt;br /&gt;Brice Hillairet - Francis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Un Jour d'Été" é a primeira longa-metragem do francês Franck Guérin, que aqui se centra na reacção de um adolescente à morte do melhor amigo, ocorrida devido à queda de uma baliza num jogo de futebol na pequena localidade rural em que vivem. O filme segue a angústia que toma conta do protagonista após a situação, assim como a forma como a tenta colmatar aproximando-se da mãe do amigo, da qual se torna confidente, ajudando-a a suportar uma perda abrupta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guérin constrói aqui um drama sóbrio, contemplativo e minimalista, que aos poucos vai gerando uma considerável carga dramática que vive muito da gestão de olhares e silêncios. Há cenas magnéticas nos momentos de introspecção do protagonista, e o realizador sabe criar uma aliança hipnótica entre som e imagem, para a qual contribui uma banda-sonora instrumental discreta, mas envolvente, de Sebastien Schuller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcado por cenas de beleza assinalável, "Un Jour d'Été" nem sempre conta com uma narrativa tão conseguida, sobretudo na segunda metade, onde Guérin se perde em indecisões quanto ao rumo das suas personagens. Ao tentar funcionar simultaneamente como retrato da adolescência, da perda de alguém próximo, dos constrangimentos das pequenas comunidades ou das fronteiras entre a amizade e o amor, o filme acaba por se tornar demasiado disperso, já que não chega a aprofundar todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, esta é ainda uma obra auspiciosa, e mesmo que o desenlace deixe algumas pontas soltas no argumento "Un Jour d'Été" apresenta um olhar complexo sobre as arbitrariedades da vida, revelando um evidente apuro estético e uma direcção de actores que reforça o realismo das situações. Já é mais do que suficiente para justificar a sua descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2083913732786176663?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2083913732786176663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2083913732786176663' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2083913732786176663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2083913732786176663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/comear-de-novo.html' title='Começar de Novo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-7264378610519180402</id><published>2008-02-24T22:28:00.000Z</published><updated>2008-02-24T00:29:34.999Z</updated><title type='text'>Ruptura</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://mac2.files.wordpress.com/2007/06/fracture1-large-450.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Fracture" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gregory Hoblit&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Daniel Pyne &amp;amp; Glenn Gers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Anthony Hopkins - Theodore 'Ted' Crawford&lt;br /&gt;Ryan Gosling - William 'Willy' Beachum&lt;br /&gt;David Strathairn - Joe Lobruto&lt;br /&gt;Rosamund Pike - Nikki Gardner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em mais um filme sobre o mundo dos advogados e tribunais norte-americanos, dois actores simbólicos, cada qual da sua geração, estão em confronto directo. Hopkins é Theodore Crawford, um engenheiro aeronáutico que descobre que a esposa o trai com um homem mais novo. Um dia quando ela regressa a casa é morta pelo marido, que arquitectou um plano para eliminar provas do crime e baralhar os investigadores. Na audiência, Crawford recusa o advogado a que tem direito e responsabiliza-se pela sua própria defesa. Na acusação está o advogado do ministério público, William Beachum (Gosling), com a carreira em ascensão e bem reputado pelos 97% dos casos de acusação em que ganhou a causa. Inteligente, Crawford vê nele a pessoa certa com quem “jogar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em filmes deste tipo quando a história não é grande coisa aposta-se na escolha dos actores para salvar o filme de um “naufrágio” certo. Provavelmente foi isto que Gregory Hoblit tentou fazer. Perdeu no argumento enfadonho que é a única explicação possível para o "razoável" - e não "muito bom" desempenho - que se esperava da dupla de protagonistas. Hopkins não consegue livrar-se da pele de Hannibal Lecter. O mesmo olhar de frieza e loucura, a mesma inteligência “ao serviço” do crime. Só faltou cozinhar e comer alguém. Ryan Gosling tem um desempenho pouco à vontade, ou seja, ainda tem muito que aprender nesta andança que é a arte de representar em cinema, ainda que conte com uma nomeação para o Óscar de melhor actor no seu currículo. Espero vê-lo em mais filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até custa a crer que Gregory Hoblit se estreou no cinema há quase doze anos atrás com o incrível filme “A Raiz do Medo” que deu a conhecer ao mundo, como tema do filme, a “Canção do Mar” de Dulce Pontes e o talento de Edward Norton - que infelizmente agora aceita papéis como o verdíssimo Hulk. Enfim...nem tudo é um mar de rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-7264378610519180402?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/7264378610519180402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=7264378610519180402' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7264378610519180402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7264378610519180402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/ruptura.html' title='Ruptura'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1506528815676003077</id><published>2008-02-22T18:42:00.000Z</published><updated>2008-02-22T15:48:52.771Z</updated><title type='text'>The Darjeeling Limited</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://roliudi.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2007/07/darjeeling_smalls.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Darjeeling Limited" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wes Anderson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wes Anderson &amp; Roman Coppola &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Owen Wilson - Francis Whitman &lt;br /&gt;Adrien Brody - Peter Whitman &lt;br /&gt;Jason Schwartzman - Jack Whitman &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Três irmãos em viagem espiritual numa Índia de postal ilustrado, que apenas serve de cenário exótico ao caos que se vai seguir. Esse país estranho serve para isolar os três irmãos, obrigando-os a conviver uns com os outros, apesar das exacerbadas idiossincrasias que os caracterizam. Mas é também um filme sobre partilha e afinidade, de busca de um amor fraternal perdido, entre três irmãos que se afastaram uns dos outros após o funeral do pai, ao qual a mãe nem se deu ao trabalho de aparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Darjeeling Limited &lt;/em&gt;é um clássico filme de Wes Anderson, realizador/argumentista de Os Tenembaums e de Um Peixe Fora de Água, com o seu sentido de humor muito invulgar e os seus actores de marca, Owen Wilson, Bill Murray, Jason Schwartzman e Angelica Huston, aos quais juntou um Adrien Brody que resultou na perfeição. O trio de irmãos apresenta uma inesperada coesão na sua teia de manias e temperamentos e são eles quem verdadeiramente mantém este projecto como um divertimento acima da banalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mencionar a curta metragem Hotel Chevalier, que é apresentada antes do filme e como Parte 1 do mesmo, mas do qual é totalmente independente. Natalie Portman (que protagoniza com Jason Schwartzman a curta metragem) deslocou-se à Índia para meia hora de filmagens (ela tem apenas um cameo sem falas que dura 3 segundos em &lt;em&gt;The Darjeeling Limited&lt;/em&gt;) e dez dias de turismo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1506528815676003077?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1506528815676003077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1506528815676003077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1506528815676003077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1506528815676003077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/mechanic.html' title='The Darjeeling Limited'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1623012984479140154</id><published>2008-02-20T15:28:00.000Z</published><updated>2008-02-20T15:47:53.907Z</updated><title type='text'>Uma Casa, uma Vida</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.horroria.com/i/nposters/00/19/1901-HQ.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Life as a House" (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Irwin Winkler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Irwin Winkler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kevin Kline - George Monroe &lt;br /&gt;Kristin Scott Thomas - Robin Kimball &lt;br /&gt;Hayden Christensen - Sam Monroe &lt;br /&gt;Jena Malone - Alyssa Beck &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um interessante olhar sobre as relações familiares, “Uma Casa, uma Vida” (Life as a House) é um pequeno drama centrado no difícil relacionamento entre George, um arquitecto frustrado, e Sam, o seu filho adolescente rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitimado por uma doença trágica, George decide evitar a auto-comiseração e passar os últimos momentos da sua vida longe das obrigatoriedades da rotina profissional quotidiana, empenhando-se antes em dedicar-se a algo que realmente o motive e desafie. Assim, aproveita para reconstruir uma casa herdada pelo pai, situada numa baía, e em sedimentar o relacionamento com o seu filho, tornando-o menos conflituoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irwin Winkler oferece um competente trabalho de realização, mas o filme possui algumas das irregularidades que caracterizam outras das suas obras. A sua filmografia não é especialmente estimulante, uma vez que filmes como “A Rede” (um estereotipado e formulaico thriller protagonizado por Sandra Bullock) ou “À Primeira Vista” (um desequilibrado drama sobre a cegueira que pouco mais tinha do que as boas interpretações de Val Kilmer e Mira Sorvino) são títulos que proporcionam escassas doses de inventividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma Casa, uma Vida" é, à semelhança dos restantes trabalhos de Winkler, um filme demasiado convencional, raramente arriscando ou apostando em territórios que optem por caminhos já percorridos. Este elemento não é necessariamente negativo, até porque geralmente é elaborado de forma segura e correcta, mas também não suscita grandes rasgos de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, a película aproxima-se muitas vezes de um indistinto telefilme familiar (certos diálogos formatados, narrativa linear, gestão irregular da tensão dramática com cenas que apelam perigosamente à comoção fácil), por outro, apresenta a espaços traços de algum cinema independente (atmosferas sóbrias e agridoces, ocasionais sequências irreverentes e offbeat, personagens disfuncionais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria banda-sonora evidencia essa dicotomia, assentando na rotineira música de Mark Ishman mas oferecendo, pontualmente, pequenas pérolas indie, como “How to Disappear Compeletely”, dos Radiohead (pelo meio há ainda Limp Bizkit, Joni Mitchell, Marilyn Manson, Violent Femmes ou Deadsy). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, as personagens são suficientemente absorventes e as interpretações são ainda melhores, factor determinante para que as fragilidades de “Uma Casa, uma Vida” não superem o que de bom o filme contém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kevin Kline acrescenta mais um consistente desempenho ao seu currículo (interpretando um protagonista que felizmente evita a tentadora pose de “coitadinho”), Kristin Scott Thomas é igualmente tridimensional e Hayden Christensen encarna com solidez um adolescente verosímil. O elenco inclui ainda promissores jovens talentos em papéis secundários, como Jena Malone (pouco antes da participação em “Donnie Darko”) ou Ian Somerhalder (um dos protagonistas de “As Regras da Atracção”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo um filme marcante, “Uma Casa, uma Vida” é um bom melodrama, que apesar de irregular consegue originar uma envolvente perspectiva sobre as relações familiares, a morte, o amor e o crescimento. E, no meio de tantos filmes sem substância, isso já justifica que este se torne num dos que vale a pena (re)descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1623012984479140154?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1623012984479140154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1623012984479140154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1623012984479140154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1623012984479140154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/uma-casa-uma-vida.html' title='Uma Casa, uma Vida'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-79590421604301304</id><published>2008-02-18T16:48:00.000Z</published><updated>2008-02-18T17:14:24.272Z</updated><title type='text'>Fado Corrido</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://amalia.no.sapo.pt/fadcorrid.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Fado Corrido" (1964)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jorge Brum do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jorge Brum do Canto, baseado num conto de David Mourão Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Amália Rodrigues&lt;br /&gt;Jorge Brum do Canto&lt;br /&gt;Florbela Queiroz&lt;br /&gt;João Mota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se há qualquer coisa a acentuar acerca de “Fado Corrido” é que se situa algures na charneira entre o cinema clássico português e as novas tendências do cinema dos anos 60. Pode-se afirmar também que beneficia dessa posição sem perder a solidez ou sem cair sob contradições. Há aqui maior liberdade na recriação das mentalidades e dos costumes da época do que em filmes de épocas anteriores. Vislumbram-se nesta história manifestações de práticas menos lícitas, como o contrabando ou o amor liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nesta obra um olhar circunspecto, sisudo e sóbrio sobre a Lisboa das avenidas novas e dos carros em movimento sincronizado. O filme utiliza ingredientes da receita de sucesso tradicional (tal como o Fado e a Tourada) mas aqui a fórmula é claramente diferente. Viviam-se novos anos – aqueles em que se estrearam “Verdes Anos” de Paulo Rocha ou “Belarmino” de Fernando Lopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Jorge Brum do Canto parece assentar sobre uma visão sombria da sociedade. A imagem a preto e branco ajuda (e imenso) a conferir uma dimensão cinzenta a tudo o que vemos. Parece haver um certo desencantamento nos personagens. Uma falta de ambição ou um acomodamento à realidade a que estão votados. Será talvez o retrato de um Portugal sem ânimo, sem grandes expectativas políticas e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem sombria de Portugal virá dos olhos do realizador que filma ou do espírito do seu personagem principal, o fidalgo D. Luís, também encarnado por Brum do Canto? É difícil apurar. Mas essa recriação é bastante genuína e espontânea. O mesmo não se pode aplicar aos momentos (supostamente) mais cómicos do filme em que se parodiam os gostos da nova geração. Florbela Queiroz e João Mota acentuam neste segmento da obra (o menos notável) uma caricatura exagerada desses jovens – caricatura demasiado superficial, irrelevante e desinspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro do filme está Amália Rodrigues no auge absoluto da sua fama. Ela que é um valor cultural precioso do Portugal salazarista – mas que está muito para além dele. Não a vemos aqui num registo ingénuo semelhante ao dos seus filmes mais famosos: “Capas Negras” e “Fado – História de Uma Cantadeira”, ambos da década de 40. Amália surge aqui com uma maturidade acrescida. E a sua fotogenia e brilho diante das câmaras são mais evidentes em “Fado Corrido” e no filme franco-português “Ilhas Encantadas” que protagonizaria no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é estruturalmente simples e parte de um conto de David Mourão-Ferreira intitulado “Agora: Fado Corrido” (que pertence ao seu livro de novelas “Gaivotas em Terra”) – De resto, repare-se que o filme parte de uma visão das gaivotas sobre o Tejo. E volta a ela, no fim. E do mesmo modo, o poema de Alexandre O’Neill que parece aqui muitíssimo adequado, começa com «Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa…»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amália é Maria do Amparo, amante de D. Luís. O homem persegue-a pelos sítios por onde ela se esconde dele; e quer impor-lhe uma relação que é essencial para si mas demasiado dolorosa para ela. D. Luís é um homem antipático e amargo. Poderá amá-la do seu modo pessoal mas também a engana e menospreza. E apenas a avalia pelos seus critérios pessoais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fado surge aqui como o perfeito veículo para transmissão desse espírito perturbado. Amália canta “Gaivota” e “Estranha Forma de Vida” (com poema seu). Vemo-la cantar em público, em casas de Fado. Mas também no som do rádio ou dos discos que os personagens ouvem. E numa cena visualmente interessante, D. Luís tenta perturbar o seu canto, abrindo consecutivamente garrafas de champanhe. Cada explosão surge como um insulto ao seu desempenho e a tudo o que ela é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fado Corrido” não é um filme musical mas um filme com música. Parte da criação musical que ambienta o filme vem das cordas da guitarra de Carlos Paredes – ele que já havia criado a belíssima música de “Verdes Anos”. De resto, o fado que aqui sobressai é o mais sombrio (e não o mais corrido e ligeiro, como o título parece sugerir). O tema alegre “Cantiga da Boa Gente” não é um fado mas uma canção que contradiz todo o espírito da obra e se parece opor a ele: veicula o ideal da felicidade quando se é pobre e honesto quando nada no filme parece transmitir tal ideal de santidade ou de apego à honradez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em papéis secundários, encontramos duas boas actrizes, Irene Cruz e Isabel de Castro. Esta última interpreta aquela que será talvez a única pessoa no mundo a amar D. Luís, que parece gostar dele sem despender contemplações em torno do seu egoísmo. E que parece apiedar-se da angústia com que ele enfrenta a velhice e uma certa crise existencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselho o filme. Mas é difícil encontrá-lo. Havia uma edição em VHS para venda directa. O ano passado foi projectado na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. Esperemos que lancem o filme em DVD. Não sendo uma jóia cinematográfica preciosa, é um interessante retrato social de um certo Portugal dos anos 60. Vale pelo que representa, pela belíssima fotografia, pelos trabalhos interpretativos de Brum do Canto e de Amália. Vale pela forma como vemos alguns fados cinematografados. Afinal, somando tudo isto, não vale assim tão pouco mas ninguém ouve falar dele. O que é pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-79590421604301304?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/79590421604301304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=79590421604301304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/79590421604301304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/79590421604301304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/fado-corrido.html' title='Fado Corrido'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6165297147251730696</id><published>2008-02-17T16:35:00.000Z</published><updated>2008-02-18T16:46:53.071Z</updated><title type='text'>No Vale de Elah</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/warner_independent/in_the_valley_of_elah/inthevalleyofelah_posterbig.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"In the Valley of Elah" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Haggis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Haggis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tommy Lee Jones - Hank Deerfield &lt;br /&gt;Charlize Theron - Det. Emily Sanders &lt;br /&gt;Susan Sarandon - Joan Deerfield &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O realizador e argumentista Paul Haggis (Crash, 2004) apresenta-nos “No Vale de Elah”, um filme que reflecte um problema que afecta a sociedade norte-americana e que questiona a continuação de acções militares, no caso do filme, na guerra contra o Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os realizadores norte-americanos continuam a fazer filmes sobre as guerras que marcaram a história do país, como a guerra do Vietname (ou sobre as suas consequências sob uma determinada perspectiva) agora a tendência é para o retratar da actualidade correspondente às ofensivas militares dos E.U.A., nomeadamente no Médio Oriente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta-nos a história de Hank Deerfield, um ex-militar que procura o filho soldado que, desde a sua chegada da missão no Iraque, não estabeleceu qualquer contacto com os pais. Dirigindo-se à base militar onde supostamente ele estaria, Hank não o encontra e começa a procurar todas as pistas possíveis sobre o estranho desaparecimento do jovem. O pior acontece quando Hank recebe a terrível notícia de que o filho foi encontrado morto, tendo de informar a sua angustiada mulher que espera por notícias em casa. Na busca pela verdade sobre a morte do filho, Hank é ajudado pela detective Emily Sanders, que recorre a todos os meios possíveis para a investigação. Á medida que se vão deparando com uma série de obstáculos, apercebem-se de que a verdade que procuram pode conter factos bastante cruéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vale de Elah foi o sítio em que, segundo a história bíblica, David venceu o gigante Golias. A mensagem do filme prende-se com as várias interpretações que essa história pode ter. As adversidades, os perigos, os desafios com que nos deparamos ao longo da vida são como um Golias que nós, como David, temos de enfrentar de frente, ainda que no nosso interior haja o mais pequeno sentimento de medo, porque temos de vencer. A guerra é o Golias de muitos soldados, uns sucumbem, outros vencem-no, mas mesmo assim trazem dentro de si uma experiência tortuosa que os modifica, mesmo que o neguem, para o bem e para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os actores principais dão mostra do seu talento vestindo a pele de personagens que lhes assentam como uma luva. O destaque vai, como não podia deixar de ser, para Tommy Lee Jones, que até agora tem neste filme o seu melhor desempenho, tendo sido reconhecido pela Academia de Hollywood. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No Vale de Elah” é um filme que algumas pessoas podem não gostar, porque por vezes o ritmo da história torna-se lento, esticando o argumento até onde der. Contudo, Paul Haggis consegue tratar um assunto controverso do ponto de vista dos sentimentos das pessoas, sem tornar o filme numa lamechice que dê vontade de abandonar a sala de cinema antes da sessão acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6165297147251730696?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6165297147251730696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6165297147251730696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6165297147251730696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6165297147251730696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/no-vale-de-elah.html' title='No Vale de Elah'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-184064930096855863</id><published>2008-02-13T16:41:00.000Z</published><updated>2008-02-13T16:54:40.840Z</updated><title type='text'>The Hottest State</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.austin360.com/shared-gen/blogs/austin/outandabout/1693poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Hottest State" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ethan Hawke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ethan Hawke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mark Webber - William Harding &lt;br /&gt;Catalina Sandino Moreno - Sarah &lt;br /&gt;Laura Linney - Jesse &lt;br /&gt;Ethan Hawke - Vince &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após poucos minutos de filme, quando os dois se protagonistas se conhecem num bar, surgem comparações quase inevitáveis com o díptico "Antes do Amanhecer"/"Antes do Anoitecer", de Richard Linklater, dada a espontaneidade da dupla de actores e o realismo dos diálogos, que em certos momentos se estendem por vários minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só por aqui que "The Hottest State", segunda longa-metragem do actor/escritor/realizador Ethan Hawke (inspirada no seu livro homónimo), exibe paralelismos com dois dos filmes que mais o notabilizaram, uma vez que este seu projecto é também um espelho das ambições, receios e contradições de jovens adultos que não querem estar sozinhos mas cuja vida a dois surge sempre ameaçada por hesitações e reavaliações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem de Hawke, embora não esteja imune a comparações com a de Linklater, é contudo suficientemente distinta para que "The Hottest State" seja um filme com identidade própria, denunciando um considerável talento na escrita e na realização. Se por um lado não oferece nada de inédito depois de tantos outros retratos das vidas de jovens de vinte e poucos anos, a película consegue envolver pela densidade emocional que vai adquirindo, desenhando a história de um casal de forma credível e sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, o duo é formado por um jovem actor e uma aspirante a cantora que, após uma relação à partida idílica que nasce repentina e inesperadamente, têm de lidar com o colapso e enfrentar os contrangimentos de uma eventual reaproximação. Mark Webber e Catalina Sandino Moreno obtêm aqui dois desempenhos convincentes, ele aliando impulsividade e fragilidade, ela equilibrando-o com a maturidade e subtileza que já demonstrara em "Maria Cheia de Graça" ou "Geração Fast-Food". O elenco vale também pelos secundários, que incluem o próprio Ethan Hawke, a sempre segura Laura Linney, aqui com a classe habitual, e a brasileira Sónia Braga, responsável por algumas das cenas mais divertidas do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quase omnipresente banda-sonora reforça as qualidades do projecto, contando com nomes como Cat Power, Bright Eyes, Emmylou Harris, Brad Mehldau ou Feist, cujas canções folk/indie/alternative country não poderiam ser mais apropriadas para uma história que decorre entre o Texas, o México e Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drama agridoce e idealista q.b., "The Hottest State" chega a ser também, à semelhança dos seus protagonistas, algo pueril e imberbe a espaços, características que não chegam no entanto a sobrepor-se aos méritos de uma obra que ofecere uma sinceridade e entrega acima da média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-184064930096855863?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/184064930096855863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=184064930096855863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/184064930096855863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/184064930096855863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/hottest-state.html' title='The Hottest State'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4702524404940670313</id><published>2008-02-10T19:12:00.000Z</published><updated>2008-02-10T15:36:04.364Z</updated><title type='text'>Sob o Signo de Capricórnio</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.costacastelo.pt/imagens/capas/grandes/capricornio.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Under Capricorn" (1949)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Bridie, baseado no romance de Helen Simpson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ingrid Bergman – Henrietta Flusky&lt;br /&gt;Joseph Cotten – Sam Flusky&lt;br /&gt;Michael Wilding – Charles Adare&lt;br /&gt;Margaret Leighton - Milly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando um realizador, como Alfred Hitchcock é tido como um mestre na área cinematográfica, isso não significa que todos os filmes que fez ao longo da sua vida sejam bons e irrepreensíveis. As opiniões variam, obviamente, mas há filmes em claramente sentimos a falta de certos elementos característicos do tipo de realização do mestre, o que pode acontecer por influência de argumentos fracos adaptados de livros talvez igualmente fracos. É um risco pegar num argumento assim para fazer um filme. Hitchcock arriscou em “Sob o Signo de Capricórnio”, mas acabou por perder, as receitas do filme não compensaram o elevado orçamento com que as filmagens foram feitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do filme é algo lamechas e pouco cativante. Sam Flusky é um ex-condenado por homicídio deportado para a Austrália, uma das colónias britânicas do século XIX, descoberta apenas sessenta antes pelo capitão Cook. Olhado de lado pela sociedade “em construção” de Sidney, Sam conseguiu arranjar fortuna e vive um casamento infeliz marcado pela diferença social com a deprimida Henrietta (ele era pobre quando a conheceu e ela era de família nobre), que se refugia no álcool.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entretanto chega o novo governador, que se faz acompanhar do primo Charles Adare, confiante que havia de fazer fortuna e regressar à Irlanda. Ele e Sam conhecem-se num banco e daí em diante o recém-chegado começa a frequentar a mansão do ex-condenado quando descobre que a mulher dele era amiga da sua família. A proximidade que cria com Charles acaba por fazer Henrietta balançar os seus sentimentos por ele e pelo marido. E para ajudar a coisa, Milly, a governanta que manda em casa mais do que a patroa, sente-se atraída pelo patrão e fomenta intrigas entre ele e a esposa. E pronto. Não passa disto. É um filme de época pouco interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A encantadora Ingrid Bergman brilha em todo o filme. Hitchcock confere-lhe uma boa parte de destaque numa das cenas mais longas do filme, na qual a câmara lhe segue todos os passos. O mestre usou algumas vezes em “Sob o Signo de Capricórnio o mesmo truque de filmar takes de dez minutos, técnica com que rodou em “A Corda” (1948) e que lhe valeu louvores do público e dos críticos. Seguiram-se altos e baixos na carreira do mestre, mas o seu génio sobrepôs-se a isso e é devido a esse facto que, mesmo após a sua morte, há quase trinta anos, continua a ter fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4702524404940670313?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4702524404940670313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4702524404940670313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4702524404940670313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4702524404940670313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/sob-o-signo-de-capricrnio.html' title='Sob o Signo de Capricórnio'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8424178862171301524</id><published>2008-02-06T15:51:00.000Z</published><updated>2008-02-06T16:29:03.499Z</updated><title type='text'>Falkenberg Farewell</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.discshop.se/shop/img/omslag/front_large/7/58627.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Farväl Falkenberg" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesper Ganslandt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jesper Ganslandt &amp; Fredrik Wenzel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Axel Eriksson - John&lt;br /&gt;Holger Eriksson - Holger&lt;br /&gt;David Johnson - David&lt;br /&gt;Jesper Ganslandt - Jesper&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Terrence Malick e Gus Van Sant são nomes a que o sueco Jesper Ganslandt tem sido comparado pela sua primeira longa-metragem, "Falkenberg Farewell", e percebe-se porquê, uma vez que este olhar sobre um grupo de pós-adolescentes de uma pequena localidade sueca possui uma carga contemplativa e poética não muito distante da que predomina nos trabalhos desses cineastas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se formalmente há algumas semelhanças, o jovem realizador não apresenta trunfos que o façam obter, pelo menos por enquanto, um estatuto à altura do já conquistado por esses dois autores. Não que este seja um filme desprovido de qualidades, já que consegue moldar um retrato por vezes sedutor e encantatório do dia-a-dia de um grupo de amigos que, após os estudos, aproveitam um último Verão antes da entrada decisiva na vida adulta os catapultar para outros rumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganslandt cruza um cru e directo realismo, ocasionalmente quase documental, com sequências de considerável carga onírica, de que resulta um ambiente etéreo e não raras vezes nostálgico que dá provas de uma sensibilidade apurada. Recorrendo também a imagens de arquivo, o realizador aborda aqui os últimos dias em que as suas personagens ainda estão ligadas à infância e aproveitam para viver ao máximo uma fase de relativa despreocupação, que contudo exibe já sinais de um desencanto que ameaça alastrar-se num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominado por amizades sinceras e &lt;em&gt;larger than life&lt;/em&gt;, "Falkenberg Farewell" mergulha no universo masculino e fornece uma perspectiva intimista do companheirismo de um grupo de amigos - em especial da próxima relação de dois destes -, desenvolvendo uma narrativa sem um fio condutor definido que agrega episódios soltos. Esta estrutura, intrigante nos primeiros minutos, acaba por se tornar pouco motivadora por apresentar situações que, de tão banais, suscitam indiferença e algum cansaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que tal opção dota a película de um verismo conseguido, onde a plausibilidade não é posta em causa, mas até ao momento em que um acontecimento decisivo altera o percurso de uma das personagens, "Falkenberg Farewell" decorre sem despertar especial entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, essa sequência surge já tarde demais, e ainda que seja responsável pelo momento dramaticamete mais forte do filme, não chega para que o resultado global conquiste por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena, pois a espontaneidade das interpretações ou a admirável banda-sonora de Erik Enocksson mereciam ser melhor aproveitadas, mas embora façam parte de uma obra desequilibrada não convém desprezar o potencial que Jesper Ganslandt exibe aqui - apenas se espera que surja com maior solidez nos próximos trabalhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8424178862171301524?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8424178862171301524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8424178862171301524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8424178862171301524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8424178862171301524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/falkenberg-farewell.html' title='Falkenberg Farewell'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-947621431967922694</id><published>2008-02-05T18:52:00.000Z</published><updated>2008-02-05T19:25:07.339Z</updated><title type='text'>2046</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/4/41/2046_film.jpg/222px-2046_film.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"2046" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wong Kar Wai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wong Kar Wai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tony Leung Chiu Wai – Chow Mo Wan&lt;br /&gt;Li Gong – Su Li Zhen&lt;br /&gt;Faye Wong – Wang Jing Wen&lt;br /&gt;Ziyi Zhang – Bai Ling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas09.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2046&lt;/em&gt; foi um enorme sucesso de público e crítica. Todas as pessoas que apreciam cinema encontram excelentes razões para gostar do filme de Wong Kar Wai: a magnífica direcção de fotografia, a banda sonora de uma beleza assombrosa ou ainda as interpretações inesquecíveis de um elenco perfeito. Todos estes elementos surgem impecavelmente orquestrados pelo realizador mais brilhante e sensível de sempre. Mas há um grupo que terá uma relação particularmente intensa com &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;: os escritores. Essa gente tem razões acrescidas para gostar do filme, não só pela sua linguagem marcadamente literária (as analepses, os fragmentos), mas também pelo tema e protagonista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O herói de&lt;em&gt; 2046 &lt;/em&gt;é um escritor e, como todos os escritores, é uma pessoa complexa. As suas acções parecem estranhas, paradoxais e, por vezes, falhas de carácter. Chow é um sedutor nato que parece querer levar as suas mulheres ao pico da felicidade a dois, apenas para que elas depois possam sofrer uma queda ainda maior. «&lt;em&gt;Talvez eu não seja um tipo assim tão decente&lt;/em&gt;», afirma o próprio Chow em jeito de confissão. Isto deixa à vista o carácter autobiográfico do seu texto sobre o misterioso comboio que parte para &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;, onde os homens e mulheres que buscam o amor querem resgatar as suas memórias perdidas; porém, a verdadeira natureza desse lugar permanece desconhecida, porque até à data ninguém regressou de &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução para o mistério de &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt; poderá estar numa famosa obra de um outro escritor, Stendhal, intitulada &lt;em&gt;Do Amor&lt;/em&gt;. O essencial deste formoso livro sobre o amor-paixão pode ser resumido em três grandes divisas. Primeiro, o amor é fundamentalmente um fenómeno da imaginação. O enamoramento implica uma projecção da perfeição naquilo que amamos e, nessa medida, é uma espécie de auto-ilusão deliberada. Segundo, os melhores momentos do amor são os seus momentos iniciais. Nas incertezas e inquietações da fase de sedução estão as delícias do amor; quando chega o seu desenlace, o melhor já passou e tudo o que nos espera é a comodidade, a rotina e o marasmo. Terceiro, o amor-paixão conduz a um certo ascetismo, porque «&lt;em&gt;paralisa todos os prazeres e torna insípidas todas as restantes ocupações da vida&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos reminiscências desta concepção austera do amor no final do filme Casablanca. Sabemos que Rick quisera anteriormente viver o seu amor com Ilsa, quando estava com ela em Paris e a pedira em casamento. Depois, em Casablanca, vivem um segundo e inesperado pico da sua paixão amorosa. O que Rick propõe no final (e Ilsa aceita tacitamente) é que ambos evitem a tentação da comodidade na vida amorosa, para que possam preservar como um tesouro a memória dos momentos que partilharam. «&lt;em&gt;We’ll always have Paris&lt;/em&gt;.» Esse Paris é tão único e irrepetível como o quarto de hotel de &lt;em&gt;In the Mood for Love&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;2046&lt;/em&gt;. O protagonista sabe-o bem e é isso que explica o seu comportamento errático. Quando Chow opta por ficar só, não o faz por capricho ou egoísmo mas sim por lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Flávio Sousa &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-947621431967922694?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/947621431967922694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=947621431967922694' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/947621431967922694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/947621431967922694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/2046.html' title='2046'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3073983405647891181</id><published>2008-02-03T19:57:00.000Z</published><updated>2008-02-03T15:25:31.266Z</updated><title type='text'>Sweeney Todd - O Terrível Barbeiro de Fleet Street</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.thetheatreaddict.com/blogpics/sweenytodd.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Sweeney Todd - The Demon Barber from Fleet Street" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tim Burton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Logan, adaptado do musical de Stephen Sondheim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Johnny Depp - Sweeney Todd&lt;br /&gt;Helena Bonham Carter - Mrs. Lovett&lt;br /&gt;Alan Rickman - Juiz Turpin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estreou no dia 31 de Janeiro um dos filmes mais esperados deste começo de ano. Tim Burton “volta ao ataque” com uma adaptação do conhecido musical de Stephen Sondheim (na Broadway em 1979) que, por sua vez foi adaptado da peça “Sweeney Todd” de Christopher Bond. Mais uma vez Tim Burton filma mais uma excêntrica personagem interpretada por Johnny Depp, que muito lhe tem a agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples barbeiro Benjamin Barker vê a felicidade destruída pelo maléfico e invejoso juiz Turpin que, para lhe ficar com a mulher e a filha, o condena por um crime que não cometeu. Passados quinze anos, com a ajuda de Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) um jovem marinheiro, Barker chega a Londres como um homem renascido sob o nome de Sweeney Todd. Nunca esquecer e nunca perdoar são as suas máximas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disposto a tudo para se vingar de quem lhe arruinou a vida, Sweeney volta à sua barbearia em Fleet Street e encontra a companheira ideal para os seus intuitos em Mrs. Lovett, dona de uma loja com as piores tartes de carne das redondezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acabar com os inimigos e recuperar a sua filha. Johanna (Jayne Wisener), que o juiz tem como prisioneira na sua casa, Sweeney Todd volta à profissão de para dar uso “especial” à sua navalha de barba que fará jorrar sangue de muitas gargantas, mas primeiro tem que esconder a sua verdadeira identidade do seu rival, o barbeiro Pirelli (Sacha Baron Cohen) e de Beadle Bamford (Timothy Spall), o “cão de guarda” do juiz Turpin. Cego pelo ódio, até onde irá o terrível barbeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem toda uma série de aspectos interessantes que fazem valer a pena vê-lo no cinema mais próximo. O argumento em si está resumido ao essencial da história, sem se perder em retratos exaustivos das personagens (parabéns aos maquilhadores e responsáveis pelo guarda-roupa), e passa-se praticamente em Fleet Street, no salão do terrível barbeiro e na loja da sua cúmplice. Os cenários são simples. O humor é negro, mais do que isso: macabro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londres é filmada com tamanha escuridão, como se não houvesse sol, mostrando as personagens numa penumbra que assemelha o filme a uma película a preto e branco, neste caso preto e vermelho, falando no banho de sangue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que não poderia esquecer a interpretação de Johnny Depp como Sweeney Todd, sem contar com Jack Sparrow, talvez esta tenha sido a melhor personagem que interpretou até agora. Não digo isto só por Depp estar nomeado, embora já há muito que mereça um Óscar (desde “À Procura da Terra do Nunca”, 2004) o actor tem “rivais” com grande talento, de onde sobressai Daniel Day-Lewis, ainda não vi “There Will Be Blood “, mas vi o actor noutros filmes e estou certa que o seu talento valer-lhe-á a estatueta dourada de melhor actor. Será que Depp precisa disso para mostrar o grande actor que é? Não, só o reconhecimento pelo seu trabalho sob a forma da nomeação já é em si um facto feliz para ele. A expressividade do rosto e dos olhos que espelham a amargura de Sweeney Todd que Depp conseguiu dificilmente serão esquecidos, tal como o facto de ter aprendido a cantar propositadamente por causa desta personagem. Até a cortar gargantas Sweeney canta. A música do filme merece referência, fica no ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser fã de musicais, Tim Burton safou-se bem neste e tem mais um bom filme para juntar ao seu currículo de realizador.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3073983405647891181?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3073983405647891181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3073983405647891181' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3073983405647891181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3073983405647891181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/02/sweeney-todd-o-terrvel-barbeiro-de.html' title='Sweeney Todd - O Terrível Barbeiro de Fleet Street'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4057691758317021676</id><published>2008-02-01T16:09:00.000Z</published><updated>2008-02-01T12:26:37.680Z</updated><title type='text'>Drop Zone - Em Queda Livre</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.dvd-online.be/images/dropzone.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Drop Zone" (1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Badham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tony Griffin &amp; Guy Manos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wesley Snipes - Pete Nessip&lt;br /&gt;Gary Busey - Ty Moncrief&lt;br /&gt;Yancy Butler - Jessie Crossman&lt;br /&gt;Michael Jeter - Earl Leedy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um homem que dá comida a um gato, uma briga que se desencadeia tudo isto ocorre numa prisão. Entretanto noutro local dois agentes do FBI dirigem-se num carro, vamos dando que conta que o seu destino é o prisioneiro que dava comida ao gato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avião, a tomada área de um avião, uma explosão … uma fuga de um prisioneiro a 38.000 pés de altitude num 747, o pânico entre os passageiros, feridos e no meio a morte de um dos agentes do FBI. A fuga dá-se pelo rebentamento da porta de entrada do avião e lançamento em pára-quedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pete Nessip (Wesley Snipes) vê-se assim confrontado com uma acusação da qual não tem, dela surge a sua suspensão e os argumentos necessários para se iniciar uma busca a uma velocidade vertiginosa pelo mundo do crime, pelo desporto aéreo – pára-quedismo – e por um “mundo” algo desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escola, um salto pago mas, forçado, assim começa a entrada num “mundo” desconhecido e fechado mas o único modo de chegar ao que pretende – apanhar o grupo que fez a fuga do avião e recuperar o prisioneiro. Descobre que um dos suspeitos tinha uma cicatriz – Jagger – juntando aos dados anteriores, um rosto começa a definir-se e a quem essa pessoa pode estar ligado – Ty. Neste seu “descobrir” o apoio de alguns irá necessitar - Jessie -, elementos necessários para o fim desvendar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 de Julho, acontecimento importante nos EUA e que desencadeia comemorações em vários locais e de vários modos. Uma delas no qual participam milhares de pára-quedistas em Washington tem algo importante no momento em que ocorre as comemorações o espaço aéreo sobre a cidade fica completamente aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vamo-nos dando conta de que o prisioneiro raptado do 747 – especialista em computadores – qual a sua função no meio de tudo, pois de saltos horror tem. Algo em grande se prepara e nada tem a ver com saltos, comemorações, mas necessita destes elementos para se puder realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa velocidade vertiginosa, com música a combinar vamo-nos embrenhado num mundo de saltos com regras novas, atitudes novas, comportamentos novos, vivências novas em que o comum que existe é a adrenalina de saltar e fazer um salto melhor, pouco mais existe para a alegria ou felicidade de cada um destes saltadores. Sobressai muito o espírito forte de grupo que existe entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com imagens num céu azul ou numa noite escura somos levados a cruzar os ares e a assistir às mais variadas acrobacias em queda livre.Um filme excelente a nível de imagens de pára-quedismo, desporto aéreo que atraia as pessoas a ver, mas poucas a experimentar, cor muita cor alegria e vida se notam durante todo o filme, Fácil de ver sem complexos leva-nos a sentir a liberdade, amizade e ódio que possam existir de um modo rápido e simples. “A mente dele foi condicionada como parte de um plano preconcebido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;® Ângela Mateus &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4057691758317021676?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4057691758317021676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4057691758317021676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4057691758317021676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4057691758317021676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/drop-zone-em-queda-livre.html' title='Drop Zone - Em Queda Livre'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2115390744451646467</id><published>2008-01-30T15:43:00.000Z</published><updated>2008-01-30T15:54:00.324Z</updated><title type='text'>Evan, O Todo-Poderoso</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/e/images/evan-almighty-poster-2.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Evan Almighty" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tom Shadyac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steve Oedekerk &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steve Carell - Evan Baxter&lt;br /&gt;Morgan Freeman - Deus&lt;br /&gt;Lauren Graham - Joan Baxter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas02.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Steve Carrell é um dos nomes que se tem distinguido na comédia norte-americana recente, acumulando elogios tanto do público como da crítica ao longo de uma carreira que tem ganho consistência em filmes como "Virgem aos 40 Anos", "Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos" ou a versão americana da série "The Office".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evan, O Todo-Poderoso" (Evan Almighty), contudo, é um dos títulos em que o seu talento surge mais desaproveitado, mal empregue numa comédia com raros (ou mesmo nulos) momentos de humor conseguido e assente num argumento tosco e preguiçoso. Pegando nos pressupostos de "Bruce, O Todo-Poderoso", protagonizado por Jim Carrey, Tom Shadyac conta aqui uma nova versão da parábola bíblica da Arca de Noé, sendo que agora o papel de construtor da mesma cabe a Evan, um congressista recém-eleito que, após mudar com a família para uma casa luxuosa, percebe que os seus novos desafios profissionais serão os menos problemáticos com que se irá deparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente o protagonista não leva a sério a missão que lhe é incumbida por Deus, com quem vai dialogando em várias ocasiões inesperadas e cuja identidade coloca em causa, mas aos poucos vai verificando que as suas recomendações não só fazem sentido como devem ser cautelosamente seguidas. Por isso, à medida que vários casais de diversas espécies de animais começam a instalar-se perto da sua casa, Evan decide começar a construir a Arca, tarefa que o coloca no epicentro de um considerável aparato mediático e de uma não menos densa crise familiar e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evan, O Todo-Poderoso" é vendido como uma comédia embora não passe de uma inconsequente lição de moral onde a subtileza e a complexidade não marcam presença, investindo num tom ligeiro durante parte da sua duração e tornando-se mais constrangedor quando adopta um tom sério e despropositado. Os gags ora investem num slapstick infantil e forçado ora em one liners de pouca graça, e chega a ser penoso aguentar tantas doses de tropeções, embaraços e escatologia servidos sem qualquer sentido de timing cómico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens já seriam fracas para uma sitcom indistinta, e limitam-se a passear de cena em cena sem que ganhem qualquer espessura, sendo pouco mais do que cabeças falantes. É certo que há um esforço para que o protagonista ganhe alguma densidade, mas à custa de uma débil gestão da carga dramática, derrapando num sentimentalismo incómodo e enjoativo. Pior estão os seus três filhos, que não chegam a ganhar qualquer personalidade ou função, e o antagonista é um concentrado de lugares comuns na caracterização de políticos fraudulentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shadyac nunca decide se se dirige a crianças ou adultos, oferecendo uma falhada comédia familiar que não merecia os competentes efeitos especiais nem alguns bons actores - além de Carrell, há Morgan Freeman na pele de Deus ou a discreta Lauren Graham como esposa do protagonista, que passa o filme sem ter o que fazer. Nada muito inesperado considerando a filmografia do realizador, que entre outros títulos pouco memoráveis inclui "Patch Adams", "O Professor Chanfrado" ou "O Mentiroso Compulsivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos bons filmes que chegam a Portugal só em DVD (quando chegam), "Evan, O Todo-Poderoso" tem honras de estreia mas está a um nível qualitativo tão raso como os mais anódinos subprodutos que invadem a programação televisiva aos fins-de-semana à tarde. Mais vale, assim, apanhá-lo por lá daqui a uns tempos (se tiver mesmo que ser), uma vez que até os fãs mais acérrimos do actor principal correrão o risco de saírem desiludidos depois de o verem descer tanto a fasquia. É que Evan, apesar de ser Todo Poderoso, não consegue fazer milagres, embora o filme precisasse muito de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2115390744451646467?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2115390744451646467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2115390744451646467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2115390744451646467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2115390744451646467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/evan-o-todo-poderoso.html' title='Evan, O Todo-Poderoso'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4540655179056050855</id><published>2008-01-27T15:55:00.000Z</published><updated>2008-01-27T16:04:23.416Z</updated><title type='text'>O Comboio das 3 e 10</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://sms2.dogstreetjournal.com/photos/3853/yuma.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"3:10 to Yuma" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Mangold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Halsted Welles &amp; Michael Brandt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Russel Crowe – Ben Wade&lt;br /&gt;Christian Bale – Dan Evans&lt;br /&gt;Peter Fonda – Byron McElroy&lt;br /&gt;Logan Lerman – William Evans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Coube a James Mangold (&lt;em&gt;Walk the Line&lt;/em&gt;, 2005) a realização deste &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; do filme realizado por Delmer Davies em 1957, com Glenn Ford e Van Heflin como protagonistas. Uma tarefa já de si nada fácil. Fazer um &lt;em&gt;western &lt;/em&gt;actualmente requer uma capacidade de saber arriscar, uma vez que os filmes mais recentes deste género tendem muitas vezes a ser comparados com outros filmes da época de ouro dos cowboys no cinema. E essa comparação nem sempre é positiva. Talvez seja por isso que muitos daqueles a quem actualmente chamamos melhores realizadores, exceptuando Clint Eastwood, não tem um &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; no seu currículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mangold conseguiu encontrar uma excelente dupla de actores: Russel Crowe e Christian Bale. O que por si só já vale o filme. Crowe é Ben Wade, um fora-da-lei tão famoso quanto temido nas terras do oeste americano que é preso na sequência de um assalto. Bale é Dan Evans um rancheiro pobre que sobreviveu à guerra civil, recebendo uma pequena pensão por ter ficado debilitado. Pelo dinheiro que lhe é oferecido e que pode ajudá-lo a dar melhores condições de vida à família e manter o rancho, Evans aceita juntar-se ao grupo dos notáveis da cidade para escoltar Wade até Yuma. Lá, o bandido apanhará o comboio das 3 e 10, que o vai transportar até ao sítio onde será julgado e provavelmente enforcado pela sua vasta lista de filmes. O percurso revela-se desde logo uma perigosa jornada, pois o bando de Wade não quer abrir mão do seu líder e pode atacá-los a qualquer momento. Wade não é um homem qualquer e vai tentando sempre encontrar forma de afectar a coesão do grupo, mas entre ele e Evans cria-se uma estranha ligação que os vai fazendo ganhar respeito mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protagonistas cativam-nos, o argumento é bastante satisfatório, porém ficou a faltar algo inesperado que nos fizesse dar um salto na cadeira. O ritmo do filme começa por ser um pouco lento e só acelera na segunda parte, com mais acção, recuperando algumas características dos velhos &lt;em&gt;westerns&lt;/em&gt;. O que me desiludiu foi o final, perdão pela expressão, mas que raio de final foi aquele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim…pelo menos o filme vê-se bem e vale as duas horas de duração. Mangold pode dizer que fez bem em arriscar fazer um&lt;em&gt; western&lt;/em&gt;, ainda que seja um&lt;em&gt; remake&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4540655179056050855?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4540655179056050855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4540655179056050855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4540655179056050855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4540655179056050855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/o-comboio-das-3-e-10.html' title='O Comboio das 3 e 10'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1406331760222381421</id><published>2008-01-25T15:52:00.000Z</published><updated>2008-01-25T12:23:26.536Z</updated><title type='text'>Bad Reputation</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.sirensofcinema.com/v1/sirens_images/Reviews/Reviews%20Posters/bad.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Bad Reputation" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jim Hemphill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jim Hemphill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Angelique Hennessy - Michelle&lt;br /&gt;Jerad Anderson - Aaron&lt;br /&gt;Danielle Noble - Wendy&lt;br /&gt;Mark Kunzman - Jake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas01.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é um filme caseiro de 2005, feito com um orçamento ridículo e com tantas inconsistências no argumento como más representações por parte dos actores desconhecidos. A sensação que dá é a de que estamos a assistir a um primeiro ensaio ou take, e que não houve oportunidade para mais treino. Supostamente, este filme ganhou alguns prémios em festivais de gore amador, mas nem isso merecia. É o primeiro filme de Jim Hemphill, responsável também pelo argumento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, é uma história de violação e vingança, seguindo os moldes dos clássicos &lt;em&gt;I Spit On Your Grave&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Last House on the Left&lt;/em&gt;, mas sem chegar aos calcanhares desses filmes que nem por isso são muito bons. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitão da equipa de futebol (Aaron) convida uma miúda tímida e introvertida (Michelle) para a festa que vai dar nessa noite porque quer violá-la. Enquanto um amigo fica à porta e outro lhe prende os braços (Jake), Aaron viola-a. Já adormecida, aquele que lhe segurara os braços mete-lhe uma garrafa de cerveja para se excitar, mas como ela está adormecida desiste. As namoradas deles vêm-nos a sair do quarto e vão espreitar, tirando como conclusão que a menina tímida afinal é uma vaca e que foi para a cama com os três. Como de costume, elas vingam-se nela e não nos namorados. Atam-na com fita adesiva de bricolage a uma árvore do jardim e escrevem-lhe SLUT na testa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte espalham que ela é uma vadia e que se deita com qualquer um e ela é gozada e humilhada. Em casa, a mãe mostra-lhe que também deixaram mensagens badalhocas no atendedor de mensagens e chama à filha de puta. É favor recordar de que a menina é introvertida, e que se alguém deveria saber disso era a mãe, mas esta não, acusa-a logo. Michelle vai ao gabinete de apoio ao aluno, mas em vez de receber ajuda, é ofendida e criticada. Decidindo que essa foi a gota de água, ela começa a vestir-se e comportar-se de forma atrevida. Logo no primeiro dia da táctica, vai com o rapaz que ficou à porta para o miradouro da cidade e, quando ele acha que vai chupado, ela espeta-lhe uma ponta e mola no pescoço e a seguir corta-lhe o pénis. É risível o facto de não escorrer nem uma gota de sangue do pescoço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vítima seguinte é Jake, aquele que lhe meteu uma garrafa. É verdade que ela dormiu durante esse processo (não devendo dele recordar-se, portanto), mas quer enfiar-lhe coisas pelo rabo, também. Convidou-o para ir a casa dela, amarrou-o à cama e meteu-lhe uma bola de sado-maso na boca. Curiosamente, não lhe tira os boxers, nem mesmo quando supostamente lhe enfia uma mão cheia de lápis pelo ânus, adoptando uma posição totalmente inadequada para o efeito (por outras palavras, não parece nada que esteja a fazer o que supostamente está). E como vai ela desfazer-se do cadáver que está no quarto dela, e que de seguida mata à cacetada com um pesado livro de estudo que, este sim, espirra sangue contra as paredes a cada cacetada? Vai cortá-lo aos pedaços com uma faca eléctrica de cortar pão e metê-lo numa mala de viagem... onde claramente não cabe nem meio adolescente com o tamanho daquele! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite do dia seguinte, Aaron dá nova festa. De manhã, a namorada de Jake diz que já não está preocupada com o seu desaparecimento dessa manhã, porque "no dia em que desapareceu, foi visto a comprar preservativos" – mas quem é que se refere à véspera dessa forma? Parece que já foi há muito tempo, e afinal ainda nem fez 24 horas que ele desapareceu. Ninguém fez revisão às falas antes de serem entreguem aos actores, para não dizer antes de o argumento ser aprovado e produzido (o argumento é da autoria do realizador)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, há nova festa em casa de Aaron, onde vão estar as vítimas todas que faltam, i.é, Aaron, as namoradas que a humilharam e uma terceira que até nem é má fulana. Michelle vai à festa com uma máscara baratucha do Jason Vorhees igual a uma que eu tenho e despacha a primeira rapariga com uma catana, decepando-a (não está mal feito). A seguinte está a vomitar na retrete e Michelle agarra-a pelos cabelos e fá-la bater com a cara na pia várias vezes. Apesar de a cara da outra ser esborrachada contra a sanita, enquanto a cabeça vai e vem nunca tem sangue (então o realismo?). Só apresenta um lenho na fonte, depois de morta. Nem maquilhagem para parecer que partiu a cana do nariz e abriu o lábio nem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltam duas mortes e como são tão pouco inspiradas, vou deixá-las no segredo dos deuses, para não dizerem que contei tudo ... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1406331760222381421?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1406331760222381421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1406331760222381421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1406331760222381421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1406331760222381421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/bad-reputation.html' title='Bad Reputation'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2720259863963547001</id><published>2008-01-24T16:27:00.000Z</published><updated>2008-01-24T12:26:19.817Z</updated><title type='text'>O Estranho Mundo de Jack</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://i7.photobucket.com/albums/y276/katateh/thenightmarebeforechristmasposter.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Nightmare Before Christmas" (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Henry Selick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Michael McDowell, adaptação da história de Tim Burton &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vozes (versão original):&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Chris Sarandon - Jack Skellington &lt;br /&gt;Catherine O'Hara - Sally / Shock &lt;br /&gt;William Hickey - Dr. Finkelstein &lt;br /&gt;Glenn Shadix - Mayor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas10.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um mundo de fantasia, de magia de sonhos, onde o que se imagina pode acontecer. Existe uma cidade – Cidade Halloween – nela se prepara durante um ano o Halloween. Um mundo escuro com falta de luz, cheio de sustos, de gritos, onde todos gritam, onde Jack é o rei das Abóboras e quem lhe faz companhia é o seu cão Zero. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jack é excelente no seu trabalho e na sua liderança de todo o grupo, fama e glória não lhe faltam, mas … anda triste e deprimido algo nele necessita de mudar, ou de experimentar, pois anda cansado de fazer as mesmas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ao passear afastou-se mais e numa floresta entrou, nela quatros portas estavam, uma delas escolheu e nela entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa vertigem de cores e colorido entrou, crianças alegres e felizes brincam e saltam, o mundo é branco e frio, pinheiros verdes enfeitados vêem-se por todo o lado, assim Jack observa um mundo estranho e desconhecido para ele – Mundo do Natal.&lt;br /&gt;Do outro lado julgam que ele desapareceu ou morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu mundo dele regressa e novas ideias traz, cor alegria e um espírito diferente no modo de fazer quer implementar, assim convoca uma assembleia e começa por mostrar as diferentes cores, presentes e pinheiros todos enfeitados e coloridos no fim descreve quem chefia esse mundo “é um rei terrível, com uma voz profunda e poderosa, também ouvi dizer que deve ser visto como uma lagosta grande e vermelha”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim enquanto o mundo de Jack não percebe o Natal ele tenta organizar e passar para o papel toda a sua grande alteração que pensa efectuar, e pensa em como irá transmitir a ideia do Natal, deste modo pensa “este ano o Natal vai ser nosso”. Com todos irá ter e distribuir tarefas, assim o Bicho papão – são três – são também chamados para uma tarefa muito especial raptar o “garras arenosas” – Pai Natal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim vai surgir Sally que diz ter tido uma visão do Natal de Jack, nele havia fumo e fogo… Jack não acredita diz que vai ser risos, alegria e o fato do Garras Arenosas que irá ser feito pela Sally.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de Natal chega e com ela os preparativos que tinham sido todos trabalhados vão ser colocados em prática, deste modo começa uma noite que nada tem a ver com noite de Natal, mas também não tem a ver com uma noite de Halloween.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo de magia e sonhos numa animação de excelência vamos sendo transportados para os diferentes espíritos Natal e Halloween, nele se tenta entrecruzar o que de bom ou mau existem em cada um deles.  Deste modo e de uma forma leve alegre e inesperada vamos sendo levados ao que surge deste cruzamento destes dois mundos.  Quem irá salvar o Natal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De algum modo transmite-nos que tudo pudemos fazer e alterar, mas nem tudo nem todos conseguimos levar ao mesmo e quando tal acontece as consequências podem ser imprevisíveis, pois algo diferente e nunca visto irá surgir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma animação de um nível excelente, uma banda sonora de acordo com esta excelente animação em que os bonecos utilizados e o modo como se expressam transmitem bem todo seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ângela Mateus &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2720259863963547001?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2720259863963547001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2720259863963547001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2720259863963547001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2720259863963547001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/o-estranho-mundo-de-jack.html' title='O Estranho Mundo de Jack'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3070020797905157147</id><published>2008-01-23T15:30:00.000Z</published><updated>2008-01-23T15:45:36.414Z</updated><title type='text'>As Canções de Amor</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.musiqualite.net/_upload/cd/standards/1185109636.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Les Chansons d'amour" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Christophe Honoré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Christophe Honoré &amp; Gaël Morel &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Louis Garrel - Ismaël Bénoliel&lt;br /&gt;Ludivine Sagnier - Julie Pommeraye&lt;br /&gt;Chiara Mastroianni - Jeanne&lt;br /&gt;Clotilde Hesme - Alice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O musical, género cinematográfico considerado morto por alguns, tem nos últimos anos ressuscitado através de títulos tão díspares como "Moulin Rouge", de Baz Luhrmann, "Dancer in the Dark", de Lars Von Trier", ou "Hairspray", de Adam Shankman, entre outros, investindo tanto em formatos clássicos como mais extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As Canções de Amor" (Les Chansons D'Amour), o quinto filme do francês Christophe Honoré, é mais um exemplo da vitalidade que o género ainda vai exibindo ocasionalmente, recolhendo influências da obra de Jacques Demy (nomeadamente de "Os Guarda-Chuvas do Amor", de 1964) e recontextualizando-as num cenário parisiense contemporâneo, palco dos (des)amores de um grupo de jovens dos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música já tinha sido um elemento basilar no filme anterior do realizador, "Em Paris", em especial numa inesquecível cena onde Romain Duris ouvia uma canção de Kim Wilde no quarto ou numa outra onde cantava "Avan la Haine" ao telefone, mas em "As Canções de Amor" surge com uma relevância reforçada, uma vez que os vários momentos em que as personagens cantam são episódios fundamentais para a expressão das suas convulsões emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a vertente musical seja forte, o filme não se resume, ao contrário de outros exemplos do género, a uma sucessão de números mais ou menos pomposos e impressionantes, antes investe numa sólida base dramática complementada por canções sóbrias e melancólicas. Compostos por Alex Beaupin, os temas seguem a tradição singer/songwriter e são interpretados pela maioria dos actores, abordando, tal como o filme, as dificuldades das relações humanas e nunca desvirtuando a atmosfera discreta e realista que domina a narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividido em três actos - a partida, a ausência e o recomeço -, "As Canções de Amor" começa por se centrar num triângulo amoroso que é destruído pela súbita morte de um dos jovens que o constitui. O filme segue depois as reacções dos outros dois, em especial as de Ismael, que ao tentar reconstruir a sua vida enceta várias relacionamentos sem superar, no entanto, a tragédia recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como nos títulos anteriores de Honoré, o amor e a família voltam a ser elementos centrais, e o realizador constrói novamente uma história assente em personagens credíveis, onde os erros que fazem não as impedem de gerar empatia e apenas reforçam a sua verosimilhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa mantém a leveza de "Em Paris", contando com uma realização viva e imaginativa, mas não exibicionista, e o tom caloroso reforça a ideia de que Honoré deixou para trás os ambientes clínicos e inquietantes de "Minha Mãe". O que se recupera, e de forma cada vez mais madura, é um subtil olhar sobre as relações amorosas, que em "As Canções de Amor" se desdobram entre a monogamia e a poligamia, assim como pela hetero, bi e homossexualidade, sem que se enverede por qualquer tentativa de moralismo, irreverência juvenil ou choque gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco reflecte o mesmo equilíbrio e inclui nomes confiáveis como Louis Garrel, habitué nas obras do realizador, que mais uma vez confirma ser um dos melhores jovens actores de hoje, epíteto que que também pode servir para Ludivine Sagnier, que tem aqui um dos seus desempenhos mais comoventes e memoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença - e voz - de Chiara Mastroianni ou Clotilde Hesme, em papéis secundários, sedimentam o afinco da direcção de actores, contribuindo para que o filme resulte num conjunto de grandes canções e interpretações. É o melhor de Honoré a chegar a salas nacionais e catapulta-o para a lista de cineastas obrigatórios do novo cinema francês, sendo também uma das experiências cinematográficas mais belas e contagiantes do ano. A ver - e ouvir - sem reservas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3070020797905157147?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3070020797905157147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3070020797905157147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3070020797905157147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3070020797905157147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/as-canes-de-amor.html' title='As Canções de Amor'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1142096622212444990</id><published>2008-01-22T17:44:00.000Z</published><updated>2008-01-22T17:52:53.854Z</updated><title type='text'>Nada a Esconder</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.adorocinema.com/filmes/cache/cache-poster01.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Caché" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Michael Haneke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Michael Haneke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Daniel Auteuil - Georges Laurent&lt;br /&gt;Juliette Binoche - Anne Laurent&lt;br /&gt;Maurice Bénichou - Majid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filme amado ou desprezado. Há muitos assim. Esta criação peculiar e insólita recebeu inúmeros prémios internacionais de Cinema e o carinho e respeito de muitos cinéfilos e intelectuais. Mas a satisfação com os resultados do filme não é generalizada. Quase inegavelmente interessante e apelativo, o filme também consegue suscitar um elevado grau de controvérsia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dois brilhantes trunfos pontuam a qualidade do filme: a condução do suspense aliado a uma inquietação latente; e a brilhante direcção dos actores. Mas a história desenvolvida pelo próprio realizador peca por não conduzir a resultados muito entusiasmantes. Sim. A narrativa está plena de uma sólida inquietação e de uma angústia perante qualquer coisa que não se compreende. Mas todo o enigma precisa de uma resolução convincente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta história de uma simplicidade extrema desenvolve uma trama misteriosa durante duas horas. Há toques de um certo tipo de minimalismo no modo discreto, sóbrio e simplista com que Haneke filma. O filme não tem música. O grau de realismo das cenas é intenso. Os actores respondem aos desafios de cada cena de modo irrepreensível. A câmara está sempre muitíssimo bem localizada. Os diálogos são coerentes e genuínos. Sendo um thriller psicológico, impregnado de emoções fortes e contraditórias, a força das palavras (ou a ausência delas) é relevante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As implicações de uma história com estes contornos podem sugerir uma inclinação para um preconceito racial – dado que o mal situado na sociedade francesa vem de fora, de pessoas argelinas. Mas esse pormenor não deve ser entendido assim. A ideia do conflito racial parece-me irrelevante. Majid é exótico, estranho, diferente. Mas o facto de ser de outra raça e de outra cultura só reforça a perspectiva alienante e alienada que temos dele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Parece pontualmente evidente que o argumento se debruça sobre aspectos de um grau inferior de relevância mas tudo é justificável para amplificar a extensão do cenário e intrigar mais o espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Auteuil e Juliette Binoche desempenham o casal ameaçado pela inquietação e pela perda crescente do sentimento de segurança. O mal-estar de que são vítimas reflecte-se na família (no filho desorientado e aparentemente à deriva), no círculo de amigos e nas vidas profissionais. A veterana Annie Girardot compõe um pequeno mas brilhante papel à altura das suas capacidades interpretativas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De resto, o filme é uma incursão no universo das memórias perdidas, da culpa, dos fantasmas que o tempo que passa torna maiores e mais assustadores. A ideia do galo com o pescoço cortado e a imagem do menino a expelir sangue da boca são fantasmas revisitados pelo protagonista. Durante o sono, em pesadelos. Durante a vigília, numa consciência que ele abafa e cujos detalhes factuais não partilha nem com a mulher.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Georges, o protagonista, esconde uma verdade que quase o torna suspeito. Se ele não é inocente, nada podemos tomar por certo, as desconfianças podem incidir mais sobre aquele que é vítima de ameaças do que sobre quem instaura o plano hostil. Haverá aqui um toque de Polanski – num suspense psicológico e não tanto de acção. Mas também de hitchcockiano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pena é que o resultado final não deixe o espectador ao rubro. Ao trabalho de Michael Haneke falta a centelha de génio para a composição de um final mais intrigante. "Nada a Esconder" tem uma brilhante construção de personagens encarnados por grandes actores. E as linhas mestras do seu argumento são notáveis assim como é brilhante a recriação cinematográfica das cenas. Mas tudo isso não faz do filme uma obra imprescindível. Tudo termina de modo apático. E é pena ver tanto trabalho de qualidade perder-se num relativo vazio de ideias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Haneke dirigiu, em 2001, "A Pianista" com Isabelle Huppert – um filme sólido mas que pessoalmente considero menos interessante. Com "Caché", recebeu uma aclamação reforçada, o prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes e muitas outras distinções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caché" é uma boa aposta para um serão de cinema. Prende a atenção do espectador do princípio ao fim. E no final, a memória clara de Georges é mostrada. Então vemos, pelos olhos dele, a expulsão do pequeno Majid. Filmada de modo cru e desadornado. E o filme acaba. Com uma imagem da vida quotidiana das pessoas. Essa vida em que frequentemente os fantasmas de infância revisitam constantemente o presente dos adultos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O protagonista está cansado. Deita-se tentando esquecer as suas memórias amargas. Mas a recordação do pequeno Majid revisita-o. E agora a recordação do Majid adulto também. Uma e outra, manchadas com sangue. "Caché" é o retrato de pessoas que vivem presas ao passado, cativas desse passado tornado presente. É um bom filme. Mas é nítido que podia ainda ser melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1142096622212444990?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1142096622212444990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1142096622212444990' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1142096622212444990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1142096622212444990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/nada-esconder.html' title='Nada a Esconder'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-237917294657331741</id><published>2008-01-20T16:17:00.000Z</published><updated>2008-01-25T12:19:31.737Z</updated><title type='text'>Expiação</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.pearlanddean.com/mediaLibrary/images/english/165219.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Atonement" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Joe Wright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Christopher Hampton, baseado no romance de Ian McEwan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Keira Knightley - Cecilia Tallis&lt;br /&gt;James McAvoy - Robbie Turner&lt;br /&gt;Saoirse Ronan - Briony (13 anos)&lt;br /&gt;Romola Garai Briony (18 anos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No calor de um dia de Verão, o mais quente do ano de 1935, a jovem de 13 anos Briony Tallis, uma aspirante a escritora, termina a sua primeira peça de teatro. Através da janela, observa a irmã mais velha a sair da fonte do jardim em trajes íntimos na frente de Robbie, o jardineiro daquela casa de campo. Entre os dois parece haver uma tensão que Briony, que secretamente gosta de Robbie, vê como algo duvidoso, obsceno e imoral. Durante o jantar um crime ocorre no seio da família. Briony testemunha o ocorrido e acusa Robbie, mesmo estando certa da sua inocência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este acontecimento altera dramaticamente a história de amor que naquele mesmo dia Cecília e Robbie tinham assumido. Robbie é preso e, quatro anos mais tarde, combate na 2ª guerra mundial. Cecília procura-o e consegue um breve encontro em Londres. Já crescida, Briony torna-se enfermeira, sempre atormentada por um sentimento de culpa e terríveis remorsos devido à sua grande mentira. Procurando fazer algo de útil na sua vida, a jovem anseia por um meio de expiar (reparar) o seu pecado. Será isso possível? Será que um dia Cecília e Robbie recuperarão o tempo perdido em que não viveram o seu amor por culpa dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente não sou grande fã de histórias de amor, mas fiquei agradavelmente surpreendida com “Expiação”, comovente e sem as lamechices dos filmes do género. Tratando-se de uma adaptação de um livro de Ian McEwan, Christopher Hampton conseguiu construir um argumento sólido e coerente, permitindo a ao realizador Joe Wright filmar com a mesma ou ainda maior mestria do que em “Orgulho e Preconceito”. A narrativa do filme segue ao sabor dos pensamentos e recordações das personagens, recuando e avançado o ritmo do que nos é dado a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem muito a ganhar com a escolha do elenco. Keira Knightley mostra mais uma vez que é uma das melhores jovens actrizes da actualidade, consegue vestir bem a pele da sua personagem Cecília, algo rebelde e sensual. A seu lado tem o convincente James McAvoy, com uma interpretação que tão cedo não será esquecida. Este par romântico mostrou química suficiente para nos fazer acreditar que era real a angústia que sentiam por estarem separados.Quem também merece destaque é Saoirse Ronan, que dá vida a Briony aos 13 anos, uma surpresa do filme. Tanto em adolescente, como mais velha, Briony é uma personagem bem conseguida que nos transmite o peso do seu pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seamus McGarvey, director de fotografia, também merece referência, pois conseguiu transformar “Expiação” num filme cheio de sol e da cor verde da natureza que rodeia a casa de campo dos Tallis, em contraste com a penumbra de uma praia onde Robbie chega e se mistura na multidão de soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida um dos filmes a ficar na memória deste ano de 2008 que ainda vai no seu início. Venham mais filmes bons, por favor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-237917294657331741?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/237917294657331741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=237917294657331741' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/237917294657331741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/237917294657331741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/expiao.html' title='Expiação'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-7876634067684194269</id><published>2008-01-18T14:37:00.000Z</published><updated>2008-01-18T15:20:28.668Z</updated><title type='text'>Maníaco</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://fanaticine.com.sapo.pt/Imagens/maniac_poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Maniac" (1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;William Lusting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;C.A. Rosenberg &amp; Joe Spinell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Joe Spinell - Frank Zito&lt;br /&gt;Caroline Munro - Anna D'Antoni&lt;br /&gt;Gail Lawrence - Rita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois de John Carpenter ter reintroduzido o tema dos assassinos psicopatas e de Dirty Harry já andar a matá-los há uma década (com a sua poderosa .44 Magnum), William Lustig faz do psicopata o protagonista. Um ilustre desconhecido com 1,90m passa as suas noites a matar mulheres em NYC e arredores e o resto do tempo a conversar com os manequins de loja que tem no seu apartamento (que ele veste com as roupas das mulheres que mata e lhes põe perucas com o próprio escalpe das vítimas), situado numa cave em Nova Jersey com as paredes pintadas de lilás.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Até aqui, tudo bem, porque William Lusting consegue imprimir algum suspense às cenas de stalking e homicídio, mas aos 49 minutos de duração, o filme faz uma curva para o imponderável. O Maníaco vê uma mulher tirar-lhe uma fotografia, no Central Park, e descobre onde ela mora. Vai visitá-la ao seu duplex e começam a conversar, já que ela é fotógrafa profissional, e chegam a sair para jantar duas vezes. Mas ela é muito bonita e sofisticada e ele é um monstrengo com ar bexigoso, gorduroso e mal vestido. Acreditar que ela sairia com um desconhecido com este aspecto (já para não falar de deixá-lo entrar em sua casa) tira toda a credibilidade ao argumento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final, então, é inacreditável. Mas que fartote. O Maníaco leva a fotógrafa ao cemitério onde a mãe está enterrada, de noite (há uma máquina de fumo branco a dar ambiente), tenta matá-la mas ela agride-o com uma pá (esses coveiros distraídos...) e foge. Ele então entra em espiral esquizóide, a mãe sai da campa para estrangulá-lo, volta para casa e os manequins ganham vida (são as mulheres que ele escalpelou) e matam-no. A seguir é de manhã e a polícia vai a casa dele, de arma e punho, com certeza alertada pela fotógrafa, e dá com ele ensanguentado, deitado na cama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardam as armas, olham em redor e fecham a porta, quase com delicadeza, ao saírem. Claro que o maníaco abre os olhos antes do ecrã escurecer e os créditos finais subirem. Mas o que é cómico é que os polícias nem sequer verificaram se ele estava vivo, nem vasculharam a casa, limitaram-se a entrar, vê-lo deitado e saíram.  &lt;br /&gt;Quanto a motivação, Hitchcock já explicara em Psico que a culpa é sempre das mães, e aqui não se foge à regra. O Maníaco passa metade do tempo a falar sozinho, dizendo idiotices que não chegam nunca a fazer sentido, mas lá são introduzidos os indícios suficientes para que se perceba.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe Spinell tem uma longa carreira de papeis de bruto (Rocky I e II, O Padrinho I e II) mas aqui tem um dos seus únicos papeis de protagonista. William Lustig (mais conhecido pela trilogia Maniac Cop) voltou a usá-lo em Vigilante (num papel secundário). Spinell faleceu em 1989 de ataque de coração, precisamente quando se preparava para filmar Maniac 2, para o qual conseguira financiamento ao fim de anos de angariação. Existe uma curta-metragem de 10 minutos, que foi feita com o intuito de interessar patrocinadores. Como curiosidade, O serial killer Jown Wayne Gacy, na prisão, elegeu-o para o interpretar no cinema.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos especiais de Maníaco estão a cargo do lendário Tom Savini, mas nota-se que lhe pagaram muito pouco pelos seus préstimos, e talvez o pequeno papel que representa como Disco Boy (pela idade dele, deveria ser Disco Man, mas enfim) fizesse parte do pagamento. A título de exemplo, a primeira vítima é esfaqueada na garganta, mas apesar de a faca fazer sangue, o pescoço não apresenta nenhum golpe conforme a faca passa de um lado ao outro. Tom Saviny parece não ter envelhecido um dia desde 1980 – Robert Rodriguez é um fã do seu trabalho e deu-lhe dois pequenos papeis em Aberto Até de Madrugada e Planeta Terror.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é da autoria de Jay Chattaway, que nos anos 80 fez inúmeras bandas sonoras de filmes de terror. O seu underscoring é agradável, mas quando é suposto trabalhar o suspense, agride mais os ouvidos do que o maníaco.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-7876634067684194269?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/7876634067684194269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=7876634067684194269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7876634067684194269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7876634067684194269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/manaco.html' title='Maníaco'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2175324253080919836</id><published>2008-01-17T18:55:00.000Z</published><updated>2008-01-17T19:10:33.001Z</updated><title type='text'>Floripes</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156524295382274258" style="WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" height="288" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R4-nhrXukNI/AAAAAAAAABs/Y2qMW8oi9pE/s320/floripes_cartaz.JPG" width="214" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Floripes" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Miguel Gonçalves Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Miguel Gonçalves Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Selma Cifka – Floripes&lt;br /&gt;João Sancho – Julião&lt;br /&gt;João Salero – Quinzinho&lt;br /&gt;Catarina Barros – Aninhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A lenda de Floripes remonta aos tempos da Reconquista Cristã durante reinado de D. Afonso III, tendo os mouros sido vencidos e expulsos do território que é hoje o Algarve, quando corria o ano de 1249. O pai da bela Floripes terá partido sem a levar consigo, deixando-a enfeitiçada. Sozinha e triste, a moura caminhava pelas ruas da cidade de Olhão em busca de um homem que quebrasse o feitiço. Quem a quisesse “desencantar” a moura teria de atravessar o mar com uma vela acesa, mas se a chama se apagasse morria. Diz-se que ela terá levado à morte de muitos pescadores que seduzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme “Floripes” é uma junção de filme e documentário que gira em torno das crenças da população olhanense. O realizador mostra uma divertida recolha de opiniões dos olhanenses, que pela sua divergência, nos faz rir. O vocabulário das gentes de Olhão é tratado na perfeição, de tal modo que o sotaque e o uso de certas expressões como “móç, “dieb” e tantas outras tiveram de ser acompanhadas por legendas. É um filme interessante não só para os algarvios, mas também para espectadores de outras terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Miguel Gonçalves foi feito de uma forma descontraída, com uma das versões da história da moura Floripes, que se situa no tempo em que Olhão era ainda uma vila. A narrativa do documentário alterna com essa versão, interpretada por actores olhanenses, à excepção de Selma Cifka. Esta apresenta-nos uma interpretação bastante satisfatória da moura, conferindo-lhe mistério e sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo a história de Floripes serviu de pretexto ao realizador para registar as superstições, envolvendo elementos religiosos, o respeito pelo mar e o medo da morte de uma gente cuja vida está fortemente ligada ao mar. Olhão é conhecida como terra de pescadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi exibido pela primeira vez em Olhão em Abril de 2007 e passou pelos festivais de cinema Fantasporto (Porto) e Indie (Lisboa), tendo estreado em Faro, Olhão e Lisboa em meados de Dezembro. Desde então os algarvios, curiosos por verem um finalmente um filme sobre aspectos da região onde vivem, acorreram em massa aos cinemas da região, como o SBC Cinemas de Faro, onde está há quase um mês em exibição, muitas vezes sempre com salas cheias ou perto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2175324253080919836?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2175324253080919836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2175324253080919836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2175324253080919836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2175324253080919836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/floripes.html' title='Floripes'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R4-nhrXukNI/AAAAAAAAABs/Y2qMW8oi9pE/s72-c/floripes_cartaz.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6565238959715987807</id><published>2008-01-16T16:24:00.000Z</published><updated>2008-01-16T16:36:20.827Z</updated><title type='text'>The Bubble</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://img208.imageshack.us/img208/3209/187725196ae480xf9.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Buah, Ha" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eytan Fox&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eytan Fox &amp; Gal Uchovsky &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ohad Knoller - Noam&lt;br /&gt;Yousef 'Joe' Sweid - Ashraf&lt;br /&gt;Daniela Virtzer - Lulu&lt;br /&gt;Alon Friedman - Yelli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas09.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, filmes como "O Paraíso, Agora!", de Hany Abu-Assad, "Munique", de Steven Spielberg, ou "Close to Home", de Vidi Bilu e Dalia Hager, têm proporcionado acutilantes olhares sobre o conflito israelo-palestiniano, contando boas histórias sem que as suas personagens sejam reduzidas a bandeiras de um qualquer posicionamento político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The Bubble" (Buah, Ha-), do israelita Eytan Fox, é mais um entusiasmante exemplo a juntar a estes títulos recomendáveis, incidindo no relacionamento entre dois rapazes de nacionalidades diferentes, e neste caso antagónicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noam, um pacato empregado de uma loja de discos de Telavive, conhece o palestiniano Ashraf durante a sua última missão como soldado dos checkpoints fronteiriços, acabando por colaborar com este no auxílio a uma mulher que entra em trabalho de parto. Após esta situação fugaz, voltam a encontrar-se quando Ashraf vai a casa de Noam devolver-lhe documentos perdidos, e a partir daí iniciam uma relação que, apesar da crescente cumplicidade, não consegue ficar incólume face à conjuntura política e cultural que a envolve.´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Ashraf vive pressionado pelo peso das tradições e obrigações familiares, assim como pelo da ocupação israelita, Noam tem um dia-a-dia bem distinto em Telavive, podendo optar por um estilo de vida mais liberal e cosmopolita, situação partilhada pelo seu grupo de amigos (daí o título do filme, que se refere à "bolha" protectora em que vivem os habitantes da capital israelita, praticamente imunes aos conflitos que a cercam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o facto de se viver um quotidiano relativamente seguro não implica que se seja a favor dos confrontos nos arredores da região, o que leva a que Noam e os seus dois colegas de apartamento - a persistente Lulu, que trabalha numa loja de perfumes, e Yali, empregado de um café in - se manifestem contra a ocupação da Palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre entregas de folhetos ou raves na praia, os seus protestos não geram muita adesão, e a consideravel ingenuidade com que os implementam poderá criar reservas nos espectadores mais cínicos, à semelhança do que ocorreu com "Os Edukadores", de Hans Weingartner, onde outro grupo de jovens se revoltava contra o estado das coisas. Essa ingenuidade tende, no entanto, a dissipar-se à medida que os protagonistas vão sentindo na pele os efeitos das ameaças que criticam, sobretudo quando Ashraf se depara com uma situação sufocante da qual não sabe como escapar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de duas horas, Eytan Fox vai edificando uma narrativa que sabe aliar tensão dramática a um irresistível sentido de humor, recorrendo a ambas para oferecer um retrato absorvente e multifacetado da juventude israelita e palestiniana. Incialmente ligeiro, o filme ganha um tom mais denso e amargurado à medida que o par central sofre os entraves do fosso político que os afasta, e onde as utopias em que acreditaram durante anos não chegam para solucionar o cru e claustrofóbico ataque de realidade de que são alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas "The Bubble" não vive apenas da abordagem ao conflito israelo-árabe, aliás o seu trunfo é ser capaz de o integrar numa história sobre os momentos altos e as dificuldades das relações humanas, independentemente de sexos ou etnias. Por isso, entre momentos desencantados há outros que são autênticas e contagiantes odes ao amor e à amizade, que o filme tem a capacidade de apresentar com uma invejável sensibilidade e verosimilhança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mérito divide-se pelo argumento bem carpinteirado, capaz de enveredar por atmosferas díspares sem perder o tom, pelo excelente elenco de jovens actores, todos credíveis e vibrantes nos seus papéis, ou pela realização fluída de Fox, atenta aos pormenores. A importância da cultura pop na construção das personagens é outro elemento-chave que acentua o realismo deste retrato, devidamente traduzido numa banda-sonora ecléctica que inclui canções dos Nada Surf, Le Tigre, Keren Ann, Belle &amp; Sebastian ou Ivry Lider (cantautor israelita que aqui faz covers de temas de George Gershwin ou Tim Buckley).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coeso e convincente em todos os aspectos, este é um dos grandes filmes do ano, e deixa forte curiosidade em relação à obra anterior de Eytan Fox, que antes desta assinou já três longas-metragens. Se estiverem ao mesmo nível, não são menos do que indispensáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6565238959715987807?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6565238959715987807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6565238959715987807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6565238959715987807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6565238959715987807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/bubble.html' title='The Bubble'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-636623594856805821</id><published>2008-01-13T15:31:00.000Z</published><updated>2008-01-16T17:28:28.480Z</updated><title type='text'>Eu Sou a Lenda</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://img353.imageshack.us/img353/7486/iamlegend3largeaj1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"I Am Legend" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Francis Lawrence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mark Protosevich &amp; Akiva Goldsman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Will Smith - Robert Neville&lt;br /&gt;Alice Braga - Anna&lt;br /&gt;Salli Richardson - Zoe&lt;br /&gt;Willow Smith - Marley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;«Chamo-me Robert Neville. Sou um sobrevivente que mora em Nova Iorque. Se estiver gente por aí... seja quem for. Por favor. Não estão sozinhos.» - este apelo é transmitido diariamente via rádio pelo único homem ainda vivo no planeta Terra. Estamos em 2011 na vazia cidade de Nova Iorque, com vegetação a crescer entre carros a apodrecer na decadente Times Square. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos antes, experiências científicas em humanos que supostamente curariam o cancro, acabaram por desenvolver um vírus que praticamente extinguiu a vida humana, digo praticamente porque inexplicavelmente Neville, um brilhante cientista, continua vivo e tem por única companhia a sua cadela. Mas não está sozinho. É vigiado por pessoas infectadas que se transformaram em sanguinários mutantes, escondidos nas sombras à espera de um deslize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de representação Will Smith está no seu melhor, sobretudo na primeira parte do filme que parece um monólogo. Está mais maduro. Consegue transmitir a frustração e a solidão da personagem, dos dias que passa sem contactar com os seus semelhantes, das tarefas que ele próprio se incumbe de fazer para manter a sua sanidade mental. E se fosse um de nós no lugar de Neville? O filme responde a essa pergunta. Provavelmente tentaríamos fazer o que ele faz, excepto as arriscadas patrulhas pela cidade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Eu sou a Lenda” parece que temos dois tipos de filmes dentro de um só. A segunda parte é notoriamente mais activa. Vemos cenas com acção e algum suspense, em que Neville testa os seus limites em confronto com os mutantes. Quanto a estes, estão feios como deve ser, mas podiam estar muito melhores, nem sempre o recurso a programas de computador tapa as falhas e resolve as coisas. Parecem zombies de outros filmes que só gritam e nem meter medo conseguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nível de cenários o filme está bem, foram tidos em conta vários pormenores indispensáveis para fazer Nova Iorque parecer realmente uma cidade fantasma, como já referi, a vegetação à volta dos prédios, das filas de carro vazias. Há mais campo que cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é um filme que se gosta ou não gosta, tendo em conta se se gosta de um filme a dois ritmos, um blockbuster diferente, mas razoavelmente bom, ainda que fiquemos com a sensação de que falta mais qualquer coisa. O que lhe causa maior estrago é mesmo o final decepcionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa realçar é que é importante e é uma mostra de boa educação respeitar as diversas e diferentes opiniões sobre este filme e que a atribuição de estrelas não parece, mas não tem tanta importância como algumas pessoas dizem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-636623594856805821?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/636623594856805821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=636623594856805821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/636623594856805821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/636623594856805821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/eu-sou-lenda.html' title='Eu Sou a Lenda'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3378556708126663033</id><published>2008-01-11T22:17:00.000Z</published><updated>2008-01-11T15:31:05.365Z</updated><title type='text'>Rasto Mortal</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.moviegoods.com/Assets/product_images/1010/344680.1010.A.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Wake of Death" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Phillipe Martinez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mick Davis &amp; Laurent Fellous&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jean-Claude Van Damme - Ben Archer&lt;br /&gt;Simon Yam - Sun Quan&lt;br /&gt;Philip Tan - Han&lt;br /&gt;Valerie Tian - Kim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas01.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abstracção sem forma nem conteúdo – Rasto Mortal é um exercício pedante e inútil, cheio de &lt;em&gt;close-ups&lt;/em&gt; e artifícios visuais penosos de assistir, e sem o menor sumo ou justificação para existir. Recomenda-se que se evite, para não ter de o esquecer. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mulher de Van Damme é assistente social e dá guarida por uma noite a uma menina que chegou numa leva de orientais clandestinos apanhados numa rusga da imigração.Ela é a filha de um chefe das tríades que vem atrás dela e para reavê-la mata quem está com ela, incluindo a mulher de Van Damme. Segue-se a vingança da praxe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há por onde pegar neste filme. O vilão vem à procura da filha? Mas se ele nem sabe que ela fugiu para os EUA num barco de escravos traficado pelo próprio, acabada de chegar. Vai atrás da filha a um restaurante onde ela está a comer com a assistente social e os pais e mata-os a todos, mas sai do restaurante sem se preocupar em reaver a filha, nem sequer perguntando por ela antes de matar os presentes. O vilão age como um total idiota que se acha com estilo. Quase não abre a boca, e ainda bem, porque o seu inglês é péssimo.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Van Damme é o viúvo que jura vingança. É chefe de segurança numa discoteca, mas volta a casa após uma ausência de 10 dias e a esposa não lhe faz nenhuma pergunta. Tem sexo com ela com uma cara de concentração de quem não está a ter prazer nenhum nem sabe o que é fazer amor. Reservou uns minutos para dar um par de pontapés no final, e é tudo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O duelo com o vilão é uma porcaria, como sempre que um argumentista se esquece que uma vingança não se pode ficar por um único tiro. Van Damme está sedento de sangue, mas depois de pôr KO meia dúzia de capangas sem nome, resume a sua tão ansiada vingança naquele que lhe assassinou a esposa e raptou o filho a um disparo certeiro. Não seria de esperar uma luta merecedora de coreografia? Afinal, o nome Van Damme nunca serviu para mais nada...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3378556708126663033?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3378556708126663033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3378556708126663033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3378556708126663033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3378556708126663033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/rasto-mortal.html' title='Rasto Mortal'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3917232136813704700</id><published>2008-01-09T18:25:00.000Z</published><updated>2008-01-09T18:42:04.944Z</updated><title type='text'>2 Duo</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://static.flickr.com/56/135634121_807b72638e.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"2 Dyuo" (1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nobuhiro Suwa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nobuhiro Suwa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hidetoshi Nishijima - Kei&lt;br /&gt;Eri Yu - Yu&lt;br /&gt;Makiko Watanabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas02.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primeira longa-metragem do japonês Nobuhiro Suwa, "2 Duo", de 1997, revela já alguns dos traços que caracterizam as obras seguintes do realizador, nomeadamente o olhar sobre a vida conjugal, o realismo impresso pelas interpretações de actores que recorrem à improvisação e uma singularidade formal, com planos fixos e longos e enquadramentos incomuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "2 Duo" o cineasta foca a relação de dois jovens, Yu e Kei, que vivem no mesmo apartamento e aí partilham uma série de momentos que tanto se aproximam de uma terna placidez e cumplicidade como de emoções à beira da combustão, onde vem ao de cima o pior de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que o filme progride, o relacionamento do casal vai evidenciando as suas fragilidades, tornando-se cada vez mais fracturado. Suwa apresenta um duo de personagens disfuncionais, imprevisíveis e desencantadas, mas pouco empáticas, pois estão tão imersas nas suas convulsões emocionais que a sua presença se torna maçadora e por vezes mesmo irritante e penosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternando sequências centradas no quotidiano do casal com outras onde cada protagonista se expõe individualmente ao espectador (respondendo a perguntas do realizador), esta ficção com elementos documentais nunca consegue, em nenhuma dessas vertentes, fazer com que as tensões das personagens ganhem interesse, convidando a um afastamento e recusa progressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma narrativa elíptica que cedo se esgota, cenas maioritariamente monótonas e sem densidade e personagens cujas motivações ficam por esclarecer, "2 Duo" é um poderoso soporífero de uma hora e meia que parece ter o dobro da duração. Recomenda-se a quem sofra de insónias ou tenha paciência de chinês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3917232136813704700?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3917232136813704700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3917232136813704700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3917232136813704700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3917232136813704700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/2-duo.html' title='2 Duo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1060204401712503481</id><published>2008-01-06T19:45:00.000Z</published><updated>2008-01-26T18:05:52.846Z</updated><title type='text'>O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://blog.news-record.com/staff/culture/the-assassination-of-jesse-james-thumb.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Andrew Dominik&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Andrew Dominik, baseado na obra de Ron Hansen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Brad Pitt - Jesse James&lt;br /&gt;Casey Affleck - Robert Ford&lt;br /&gt;Sam Rockwell - Charley Ford&lt;br /&gt;Paul Schneider - Dick Liddil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As lendas nunca morrem. Por mais incertezas que se tenha sobre a vida de Jesse James, os feitos que os jornais e os romances de cordel do seu tempo fizeram, por vezes exageradamente, tornaram-no um ídolo e perpetuaram a sua lenda, escrevendo o nome dele nas páginas da história dos E.U.A. A verdade nunca a saberemos. Jesse James, o famoso fora-da-lei que tinha a cabeça a prémio em dez estados, era um criminoso para as famílias das pessoas que matou e uma espécie de Robin dos Bosques que assaltava comboios e bancos para se vingar dos ricos que exploravam os pobres. Um símbolo de ousadia e liberdade contra a opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa em 1881, quando Jesse tinha 34 anos, mas uma já longa experiência na criminalidade, que era o seu meio de subsistência. Entre 1860 e 1880 ele e Frank, o irmão mais velho, tinham um vasto “currículo” de assaltos. Cansado da vida que levava, Frank deixa Jesse após o último assalto a um comboio que fizeram. Durante os preparativos para esse assalto, Jesse James conheceu um jovem de 19 anos que se chamava Robert Ford e que o idolatrava, sem imaginar que seria justamente ele quem traçaria de forma trágica o seu destino fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar deste ser apenas o segundo filme como realizador, Andrew Dominik conseguiu contar uma história, com narrador e tudo, mas com alguns excessos como a duração do filme (180 minutos) que apresenta uma exposição talvez demasiado longa de algumas partes do enredo. O próprio título do filme “O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford” retira o elemento surpresa para quem não conheça a história de Jesse. O público fica já a saber o fim do filme e segue a história ansiosamente à espera do acontecimento-chave que é o momento em que Robert Ford mata Jesse James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, acho que podemos perdoar algumas falhas do realizador se considerarmos que o filme consegue prender a nossa atenção e se tivermos em conta as excelentes interpretações de Brad Pitt e Casey Affleck. Brad Pitt tem aqui a melhor interpretação depois de “Babel” e consegue transmitir com clareza o lado íntimo de Jesse James: seu estranho feitio, a amargura de um rosto marcado pela vida, a instabilidade do carácter por vezes violento que contrasta com a forma carinhosa com que trata a mulher e os dois filhos. Aqui há que elogiar o trabalho de direcção de fotografia: a luz e a sombra na paisagem do Missouri quando o céu se enche de nuvens e as vastas pastagens são agitadas pelo vento, combinam bem com a inquietude do estado de espírito de Jesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Casey Affleck, cuja existência eu desconhecia por completo, a sua interpretação surpreendeu-me. Ele interiorizou tão bem a sua personagem que a conseguiu tornar irritante e apalermada, por isso mesmo até cativante para o público, agindo como um autêntico lobo em pele de cordeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um mero western, a biografia possível dos últimos dias de Jesse James com o seu q.b. de drama. Vale a pena estar três horas numa sala de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1060204401712503481?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1060204401712503481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1060204401712503481' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1060204401712503481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1060204401712503481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/o-assassnio-de-jesse-james-pelo-cobarde.html' title='O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5686372088447519425</id><published>2008-01-04T23:08:00.000Z</published><updated>2008-01-04T23:44:48.998Z</updated><title type='text'>Call Girl</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R37D5rXukKI/AAAAAAAAABU/2S5vFRLLUsE/s1600-h/call+girl.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151770419420631202" style="WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px" height="308" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R37D5rXukKI/AAAAAAAAABU/2S5vFRLLUsE/s320/call+girl.jpg" width="193" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Call Girl" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;António-Pedro Vasconcelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;António-Pedro Vasconcelos &amp;amp; Tiago Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Soraia Chaves - Maria&lt;br /&gt;Ivo Canelas - Madeira&lt;br /&gt;Nicolau Breyner - Carlos Meireles&lt;br /&gt;Joaquim de Almeida - Mouros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de passarmos por cima de uma disparatada verborreia que determina que cada frase proferida pelos personagens da polícia judiciária (e não só) comece por «foda-se, caralho, cabrão, estás tão fodido», conseguimos perceber que há por ali uma simples história de corrupção misturada com um &lt;em&gt;fait-divers&lt;/em&gt; policial e um corpo de delito pronto a despir-se com comedimento e sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soraia Chaves é uma mulher que pára o trânsito. Muito se tem falado nela desde que abriu a porta de um frigorífico em &lt;em&gt;O Crime do Padre Amaro&lt;/em&gt; e, se desconheço a maior parte dos cabeçalhos, posso garantir que é uma actriz de talento, ostentando agradavelmente um físico adequado ao papel que lhe foi oferecido. A SIC reteve o seu potencial durante demasiado tempo, enquanto a deixava num limbo de indeterminação, mas ela quebrou as amarras e António-Pedro Vasconcelos conferiu-lhe a oportunidade de renascer como uma fénix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que lançou Ana Zanatti como bomba sexual (&lt;em&gt;O Lugar do Morto&lt;/em&gt;, 1984) já não vai a tempo de fazer o mesmo com Soraia Chaves (porque esta já o era), mas deu-lhe a oportunidade de crescer dentro e para fora desse conceito. Faz esquecer a pinderiquice de Marilyn que foi Marisa Cruz em &lt;em&gt;Kiss Me&lt;/em&gt; (2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador de &lt;em&gt;Jaime&lt;/em&gt; (1999) e &lt;em&gt;Os Imortais&lt;/em&gt; (2003) volta a juntar-se com Joaquim de Almeida e Nicolau Breyner, juntando Ivo Canelas e José Raposo à panela. Ninguém se porta realmente mal (apesar de ter um papel de ingénuo, Nicolau Breyner podia estar menos apático), mas também nenhum se destaca. A história não está mal e faz sentido, mas também não leva os louros. Em suma, com laivos de crítica social, uma pitada de humor e uma barrigada de sensualidade, o filme cumpre, se não formos exigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos mais flagrantes de total idiotice foram, por sorte, relegados para o fim: encontramo-los no clímax (se assim se pode chamar a tão pouco sal) interrompido (nomeadamente nas explicações do chefe da PJ para esse desenlace; terá havido mão do misterioso Mouros, piscando o olho a uma possível corrupção policial, ou estou a ver ingrediente que ficou de fora?) e no desfecho, onde um agente que se demitiu da polícia (devolveu o distintivo e bateu com a porta, levando consigo um poster do filme Cães Danados que estava numa parede) retoma o serviço sem ter sido readmitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5686372088447519425?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5686372088447519425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5686372088447519425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5686372088447519425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5686372088447519425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/call-girl.html' title='Call Girl'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_CewFiBgyrBU/R37D5rXukKI/AAAAAAAAABU/2S5vFRLLUsE/s72-c/call+girl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1956109035756385456</id><published>2008-01-02T21:39:00.000Z</published><updated>2008-01-02T22:02:35.299Z</updated><title type='text'>A Outra Margem</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.cinema2000.pt/images/fichas/7731/pic_c1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"A Outra Margem" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Luís Filipe Rocha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Luís Filipe Rocha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Filipe Duarte - Ricardo&lt;br /&gt;Maria D'Aires - Maria&lt;br /&gt;Tomás Almeida - Vasco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"A Outra Margem", o novo filme de Luís Filipe Rocha, gera desde logo alguma curiosidade por contar com uma dupla protagonista pouco habitual: um tio e um sobrinho onde o primeiro é um travesti e o segundo um adolescente com Síndrome de Down. O resultado, contudo, é menos atípico ou mesmo irreverente do que esta junção poderia sugerir, originando um drama sóbrio e contido que se debruça nas contrariedades das relações humanas, tanto familiares como amorosas, e sobretudo na forma como a diferença as influencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo, que faz espectáculos musicais como travesti num bar lisboeta, entra em desespero após o abrupto suicídio do namorado, mas depois de uma visita da sua irmã, que não via há anos, decide regressar com ela à sua terra natal, uma localidade no interior, local onde deixou um pai desiludido e uma noiva frustrada. É aí que conhece outro familiar, o seu sobrinho Tomás, um jovem com trissomia 21 que aos poucos o vai contagiando com a sua espontaneidade e optimismo, e as conversas que partilham acabam por os encorajar a encetar novas fases nas suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Filipe Rocha apresenta aqui um filme corajoso, honesto e sensível, características que compensam alguns dos seus problemas. Um dos maiores é o facto dos primeiros 15/20 minutos não serem especialmente envolventes, presos a cenas com planos demasiado longos e contemplativos que impõem um arranque desnecessariamente moroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, o desenvolvimento da narrativa torna-se mais interessante à medida que as personagens se vão dando a conhecer, e mesmo com um ritmo irregular este drama acaba por ir conquistando através de um argumento consistente e um assinalável rigor formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como em outras obras do cineasta, "A Outra Margem" demonstra apuro tanto na realização como na direcção de actores, tendo esta última sido distinguida no Festival de Montreal, onde Filipe Duarte e Tomás Almeida foram ambos galardoados com o prémio de melhor actor. Percebe-se porquê, já que a dupla oferece aqui interpretações sentidas, e Duarte é especialmente notável, compondo uma personagem que facilmente poderia cair na caricatura mas que aqui surge num retrato tridimensional - das expressões faciais à linguagem corporal, o actor sofre uma impressionante metamorfose face ao que já demonstrou em qualquer outro papel que encarnou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria D'Aires e Sara Graça convencem na pele das duas personagens femininas e a fotografia de Edgar Moura potencia alguns belíssimos planos - as paisagens de Amarante, onde grande parte da acção foi filmada, também ajudam -, complementando os seguros enquadramentos de Rocha. Igualmente curiosa é a banda-sonora criada pelos Corvos, ainda que a sua quase omnipresença possa ser cansativa a espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que os interessantes conflitos entre as personagens não sejam tão explorados como se desejaria, impondo um desenlace que deixa várias pontas soltas. Situações como a do reencontro do protagonista com o pai - claramente simbólica, a explicar o título do filme - perdem força por não terem seguimento, não aproveitando ao máximo as possibilidades da premissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliadas aos problemas iniciais da narrativa, fazem de "A Outra Margem" uma obra desequilibrada, embora não a impeçam de se destacar como um dos bons títulos do final de 2007 e, principalmente, como um dos escassos filmes portugueses dos últimos tempos que vale a pena descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1956109035756385456?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1956109035756385456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1956109035756385456' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1956109035756385456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1956109035756385456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2008/01/outra-margem.html' title='A Outra Margem'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5287355503780545799</id><published>2007-12-30T22:10:00.000Z</published><updated>2007-12-30T16:57:15.148Z</updated><title type='text'>Amor Cão</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://deadhours.files.wordpress.com/2007/08/img-amoresperros.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Amores Perros" (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alejandro González Iñárritu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Guillermo Arriaga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Emilio Echevarría - El Chivo&lt;br /&gt;Gael García Bernal - Octavio&lt;br /&gt;Goya Toledo - Valeria&lt;br /&gt;Alvaro Guerrero - Daniel&lt;br /&gt;Vanessa Bauche - Susana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 o mexicano Alejandro González Iñárritu iniciou a sua carreira com “Amor Cão”, muito bem recebido pela crítica e levando alguns prémios em festivais. Este filme encetou a “trilogia da dor”, continuada com “21 Gramas” (2004) e completada com “Babel” (2006). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amor Cão” conta-nos três histórias interligadas por um brutal acidente de carro com que se inicia que desencadeia a narrativa fragmentada (que o realizador usa também nos filmes posteriores) de pessoas que não se conhecem mas têm algo em comum, para além dos cães, mas destes, mais adiante falaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira história é a de Octávio, que trai o irmão com Susana, a esposa deste, e tenta convencê-la a fugir com ele. Para isso começa a ganhar dinheiro através de Cofi, um rotweiller que impõe respeito, inscrevendo-o em lutas de cães, nas quais está em jogo muito dinheiro em apostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda história é a de Daniel e Valeria. Daniel é um homem casado que deixa a mulher e as filhas para viver com Valeria, a modelo do momento. No dia em que celebram os seus primeiros momentos numa nova casa, Valeria sofre um brutal acidente de carro, cujas mazelas comprometem a continuação da sua carreira. O desaparecimento do cão dela através de um buraco no soalho da casa acaba por despoletar sentimentos de frustração já existentes entre o casal que abalam a sua relação amorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira história é a de El Chivo, um assassino profissional que vive como um vagabundo rodeado de cães e que suporta um passado doloroso no qual uma escolha errada deitou tudo a perder na sua vida. A amargura e os remorsos marcam os seus dias, quando, à distância, observa a filha que deixou quando ela tinha apenas dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o amor? Esta é a pergunta que persiste nos três filmes de Iñárritu e em cada um deles o realizador mostra a multiplicidade de respostas que podem existir através das personagens. Estas partilham alegrias e tristezas, sofrimento, frustração, esperanças, sonhos e ambições. Um misto de sentimentos que o argumentista dos três filmes aqui mencionados, Guillermo Arriaga, tem conseguiu dosear em quantidade certa nas histórias interligadas das personagens.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amor Cão” é um filme não recomendado a pessoas que adorem os seus animais de estimação. As lutas de cães e o ambiente à sua volta são tão realistas que justificaram um aviso mesmo antes do filme começar, garantindo que nenhum animal foi realmente maltratado no decorrer das filmagens. Esta violência extrema, fruto da desumanidade dos homens, é o que por vezes se sobrepõe às histórias contadas e ameaça dominar o filme.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5287355503780545799?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5287355503780545799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5287355503780545799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5287355503780545799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5287355503780545799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/amor-co.html' title='Amor Cão'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6836862854165030755</id><published>2007-12-26T15:25:00.000Z</published><updated>2007-12-27T15:39:54.822Z</updated><title type='text'>Pecados Íntimos</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.wildaboutmovies.com/images_2/LittleChildrenMoviePoster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Little Children" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Todd Field&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Todd Field &amp; Tom Perrotta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kate Winslet - Sarah Pierce&lt;br /&gt;Patrick Wilson - Brad Adamson&lt;br /&gt;Jennifer Connelly - Kathy Adamson&lt;br /&gt;Gregg Edelman - Richard Pierce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia-a-dia trivial (ou nem por isso) dos subúrbios tem servido de mote para muitos títulos do cinema independente norte-americano dos últimos anos, originando abordagens ácidas e cruéis ("Felicidade" ou "Conta-me Histórias", de Todd Solondz), desencantadas e melancólicas ("Ghost World - Mundo Fantasma"; de Terry Zwigoff ou "Os Amigos de Dean", de Arie Posin) ou irónicas e corrosivas ("Beleza Americana, de Sam Mendes; ou a série televisiva "Donas de Casa Desesperadas", de Marc Cherry).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pecados Íntimos" (Little Children), de Todd Field, lança mais um olhar sobre esse quotidiano onde uma aparente serenidade e um contagioso marasmo envolvem um bairro nos arredores de Boston, explorando as idiossincrasias de alguns dos seus habitantes cuja "normalidade" será mais ilusória do que palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À partida, não estará aqui (e não está) nada que não tenha já sido objecto de atenção noutros (muitos) filmes, mas se Field não desbrava caminhos desconhecidos consegue, e muito bem, apresentar um retrato que escapa quase sempre ao óbvio, moldando personagens de corpo inteiro e não meras caricaturas que compilam excentricidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da infidelidade à pedofilia, do desajustamento à solidão, da dissolução familiar a crises de identidade, "Pecados Íntimos" percorre algumas das zonas mais nebulosas do âmago humano mantendo quase sempre uma surpreendente consistência e maturidade, com uma perspectiva complexa sobre questões que não o são menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Field, que adapta o livro de Tom Perrotta, revela sensibilidade e inteligência neste envolvente retrato dos comportamentos de adultos que ainda estão a aprender a lidar com as suas responsabilidades, e não demora muito para que se perceba que "Little Children", o título original do filme, se refere a eles e não aos seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarah e Brad serão o exemplo mais paradigmático, encetando uma relação adúltera que funciona como um excitante ponto de fuga à rotina letárgica dos seus casamentos, uma oportunidade de inverter o status quo e injectar alguma adrenalina ao ennui existencial que se propaga por todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, dona de casa cansada (para não dizer desesperada) de um marido distante, cinzento e viciado em sites de pornografia; ele, daydreamer que vai adiando um exame decisivo para o início da sua vida profissional e entretanto toma conta do filho enquanto a esposa trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da atmosfera crua e agonizante de um "Perto Demais", de Mike Nichols, ou de "Desencontros", de John Curran, outros títulos recentes por onde passa a infidelidade conjugal, "Pecados Íntimos" une os dois protagonistas pela capacidade de deslumbramento que ainda não perderam, a única via que encontram para escapar a dias entediantes e indiferenciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais insatisfeito consigo próprio está Ronnie, regressado da prisão por prática de actos obscenos perante crianças e que apenas encontra apoio na mãe. Ao adoptar a casa desta para novo local de residência desencadeia uma onda de pânico no bairro, incitando os ímpetos alarmistas de grande parte dos moradores (com apoteose na excelente cena da piscina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança de Michael Cuesta (em "L.I.E. - Sem Saída") ou Nicole Kassell (em "O Condenado"), também Todd Field foge aos lugares-comuns na caracterização da pedofilia, desenhando uma personagem tão ambígua como as restantes e responsável por alguns dos momentos mais inquietantes do filme (vincados por um estranho suspense, a milhas de qualquer tipo de sensacionalismo ou de choque fácil pelo recurso ao abjecto e escabroso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrendo de forma refrescante cenários já vistos e revistos, "Pecados Íntimos" alterna várias vezes de tom ao longo das suas mais de duas horas mas raramente falha na sua interligação. A narração em off, escolha algo duvidosa nos primeiros minutos, acaba por se justificar com o decorrer da narrativa, e tem mesmo um papel preponderante para que a densa carga dramática do filme seja condimentada com preciosos episódios cómicos, que emergem nos momentos mais inesperados. Field, para além de uma realização sem reparos, mostra-se atento aos comportamentos humanos, mergulhando nas suas contradições sem nunca as julgar, arriscando-se a deixar o espectador desnorteado por se rever tanto em sequências caracterizadas por um raro sentido de observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a escrita é inspirada, com diálogos vivos e credíveis, as interpretações respiram a mesma espontaneidade. Kate Winslet, justamente nomeada para o Óscar, é mais uma vez brilhante, tornando Sarah numa personagem magnética, e Patrick Wilson adiciona outro desempenho acima da média depois das boas provas dadas em "Hard Candy" ou na série "Anjos na América". Jackie Earle Haley, também nomeado pela Academia, dá a Ronnie uma intrigante ambivalência emocional que vai da fragilidade à obsessão, e Jennifer Connelly alia beleza a sobriedade no papel de mãe e esposa dedicada, mesmo quando traída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande filme a estrear em 2007, só muito dificilmente "Pecados Íntimos" não será recordado no final do ano como um dos melhores. Drama adulto, sério sem ser sisudo, ousado mas dispensando excessos de irreverência, aperfeiçoa as capacidades que Todd Field evidenciava ocasionalmente no anterior "Vidas Privadas" e que, agora sim, se torna num cineasta a não perder de vista. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6836862854165030755?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6836862854165030755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6836862854165030755' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6836862854165030755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6836862854165030755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/pecados-ntimos.html' title='Pecados Íntimos'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4520859001310051219</id><published>2007-12-23T17:50:00.000Z</published><updated>2007-12-23T20:42:43.140Z</updated><title type='text'>Ratatui</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.frenchmorning.com/ny/IMG/jpg/ratatouille-affiche.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Ratatouille" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Brad Bird&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Emily Cook &amp; Kathy Greenberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vozes (versão original):&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Remy – Patton Oswalt&lt;br /&gt;Linguini – Lou Romano&lt;br /&gt;Gusteau – Brad Garret&lt;br /&gt;Skinner – Ian Holm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O protagonista desta história chama-se Remy e não é um rato qualquer. Tem um talento inato para culinária graças ao seu apurado olfacto e paladar. O recentemente falecido e famoso cozinheiro Gusteau, que defendia a máxima de que todos são capazes de cozinhar, é o ídolo de Remy, que sonha ser como ele e recusa-se a passar a vida à procura de comida no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pacata vida de Remy no campo, com o pai que desaprova a sua vocação e o irmão mais novo que é seu cúmplice, muda drasticamente durante uma fuga por uma rede de esgotos. Remy perde-se da família e vai parar à cidade de Paris. Aí, no restaurante de Gusteau, ele conhece o desastrado Linguini, o rapaz que deita fora o lixo e receia perder o emprego. Remy vê nele a oportunidade de conseguir entrar no restaurante e pôr em prática os seus dotes culinários. Comunicando entre si através de um sistema muito cómico, Linguini recebe ordens de Remy, escondido no chapéu de cozinheiro, e torna-se num promissor cozinheiro, sempre debaixo do olho do autoritário Chefe Skinner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ratatui” foi uma lufada de ar fresco comparativamente à maior parte dos fracos &lt;em&gt;blockbusters&lt;/em&gt; estreados neste Verão. Muito bem recebido pelos espectadores de cinema, até há pouco tempo ainda estava em exibição em algumas salas de cinema portuguesas. Qual é a receita de sucesso deste filme de Brad Bird (“The Incredibles – Os Super-Heróis”, 2005)? É uma simples e deliciosa história com engraçadas e cativantes personagens como “ingredientes” principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme recupera algumas características dos clássicos de animação, como a capacidade de nos fazer rir naturalmente, sem recurso a piadas fáceis a que certos filmes nos habituaram. Vemos Paris através dos olhos de um rato que tem dúvidas e inquietações humanas: valerá a pena seguir o seu maior sonho, mesmo que isso implique estar longe da família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando esta quadra natalícia, o DVD de “Ratatui” seria uma óptima prenda.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4520859001310051219?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4520859001310051219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4520859001310051219' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4520859001310051219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4520859001310051219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/ratatui.html' title='Ratatui'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3904213779957813415</id><published>2007-12-21T11:29:00.000Z</published><updated>2007-12-22T11:37:04.636Z</updated><title type='text'>O Coleccionador de Olhos</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://z.about.com/d/horror/1/0/p/R/see_no_evil.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"See No Evil" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gregory Dark&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dan Madigan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Glen Jacobs - Jacob Goodnight/Kane&lt;br /&gt;Christina Vidal - Christine&lt;br /&gt;Michael J. Pagan - Tye&lt;br /&gt;Samantha Noble - Kira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A história: um grupo de seis adolescentes do reformatório são enviados num programa de reabilitação para um velho hotel de seis andares, que sofreu um incêndio e foi fechado há 35 anos atrás. Agora a Câmara quer fazer dele um centro de acolhimento para os sem-abrigo, e em troca de um fim de semana de trabalho, a pena dos jovens é encurtada um mês.  Claro que há um assassino com o tamanho do Hulk que habita o hotel e gosta de arrancar os olhos às suas vítimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém esperava um tratado, mas também... 35 anos depois de um incêndio, este hotel ainda tem electricidade, água corrente e elevadores que funcionam? E o que esperam que façam seis adolescentes de esfregonas durante um fim de semana, a um sítio que esteve ao abandono durante décadas? Só se entre eles estivesse o Rato Mickey Aprendiz de Feiticeiro (Fantasia, Disney, 1940), que transformasse centenas de vassouras e baldes de água em criaturas vivas e laboriosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à explicação para o facto personagem maléfico (que se chama Jacob Goodnight, mas ninguém se refere ao nome dele porque a única cena em que tal acontecia foi cortada na montagem final) arrancar os olhos às vítimas, é risível. Em flashbacks, vemos um menino que é forçado a viver uma gaiola e que se masturba com playboys (como as revistas chegam ao interior da gaiola é um mistério). A mãe diz-lhe: "Não vês que isso é pecado? Vê-se nos olhos delas!" E voilá, toca a arrancar olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Gregory Dark, é um realizador que vem da pornografia, onde dirigiu dezenas de títulos, incluindo a trilogia "Entre As Bochechas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma única cena de jeito. Uma miúda decide descer em rappel pela fachada do hotel (a partir do 7º andar) e fugir, enrolada numa mangueira de bombeiros, mas a meio da descida Kane puxa-a novamente para cima. Até admira ter havido criatividade para tanto. Mas, atenção: é a única cena que vale a pena.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fiquem atentos a uma curta cena pós-inicio dos créditos finais. Kane perdeu um olho na sua morte, e um cão vadio aparece para lhe urinar... precisamente através do buraco do olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3904213779957813415?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3904213779957813415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3904213779957813415' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3904213779957813415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3904213779957813415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/o-coleccionador-de-olhos.html' title='O Coleccionador de Olhos'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3554812499590703812</id><published>2007-12-19T12:40:00.000Z</published><updated>2007-12-19T17:42:07.320Z</updated><title type='text'>DiG!</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/2/26/Dig_poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"DiG!" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ondi Timoner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ondi Timoner &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Anton Newcombe - como ele próprio&lt;br /&gt;Courtney Taylor-Taylor - " "&lt;br /&gt;Joel Gion - " "&lt;br /&gt;Matt Hollywood - " "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vencedor do Grande Prémio do Júri do Festival Sundance de 2004, “DiG!” é um documentário que se debruça sobre a história de duas bandas do rock alternativo norte-americano, os Dandy Warhols e os Brian Jonestown Massacre, focando os seus primeiros passos e os rumos divergentes que acabariam por adoptar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realizadora Ondi Timoner passou sete anos a registar em vídeo algumas das experiências dos grupos, desde os ensaios iniciais, na recta final dos anos 90, passando pela gravação dos discos de estreia e o modo como ambos os projectos lidaram com o estrelato (ou ausência deste), até 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutras mãos, “DiG!” poderia ser mais um episódio de um “Behind the Scenes” da VH1 ou de qualquer programa semelhante, expondo o percurso de uma banda de forma cronológica e recorrendo a uma estrutura mais ou menos convencional, abordando o período conturbado dos primeiros dias e a fase áurea da ascensão do grupo. Embora estes elementos também estejam presentes no documentário, a perspectiva de Timoner vai mais longe e não se limita a gerar mais um retrato estereotipado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“DiG!” começa por entusiasmar ao centrar-se em dois grupos em paralelo que provêm da mesma cidade, Portland, no estado de Oregon, partilham uma sonoridade semelhante – amálgama de indie rock, folk e pop, claramente assente em sonoridades retro mas reformulando-as e adaptando-as ao presente - e cujos membros estabelecem laços de amizade e companheirismo, influenciando-se mutuamente. Essa proximidade reflecte-se sobretudo na química partilhada pelos seus vocalistas – e líderes – Courtney Taylor, dos Dandy Warhols, e Anton Newcombe, dos Brian Jonestown Massacre, que forjam uma complexa relação de amor-ódio, capaz de despoletar uma sincera admiração a par de uma não menos intensa inveja e desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este relacionamento conflituoso provém das opções contraditórias que ambos os músicos defendem para as suas bandas, uma vez que Taylor não hesita em negociar com grandes editoras e Newcombe adopta uma obstinada postura individualista assente no do-it-yourself, recusando que os Brian Jonestown Massacre se sujeitem a qualquer pressão externa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a ligação dos dois vocalistas – e, consequentemente, dos seus grupos – torna-se mais dúbia e nebulosa à medida que os Dandy Warhols iniciam um percurso rumo a um sucesso moderado – primeiro através de um contrato com a Capitol Records, posteriormente com uma inesperada aclamação no Reino Unido ou pela cedência da canção “Bohemian Like You” para uma emblemática campanha publicitária -, enquanto que os Brian Jonestown Massacre se mantêm como um nome praticamente desconhecido fora da sua terra-natal devido à atitude auto-destrutiva de Anton Newcombe (figura onde a genialidade convive de perto com a auto-indulgência e o narcisismo, desencadeando uma série de episódios conturbados que vão minando os sonhos dos seus colegas e suscitando convulsões internas na banda). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondi Timoner apresenta alguns momentos elucidativos da tensão que se vai insinuando entre os dois grupos ao longo dos anos, originando uma subtil animosidade que tem expressão máxima na canção “Not If You Were the Last Dandy on Earth”, a “resposta” dos Brian Jonestown Massacre a um dos temas mais mediáticos da fase inicial dos Dandy Warhols, “Not If You Were the Last Junkie on Earth”. Este é um dos diversos casos em que Anton Newcombe lança ácidas considerações acerca das opções artísticas do seu (ex?) amigo, acusando-o de perda de genuinidade e amor à música em prol de uma conversão às oportunidades do sucesso comercial (que Newcombe abomina e rejeita). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, apesar destas atitudes - não muito distantes da “mítica” rivalidade Blur/Oasis, como chega a ser comentado a certo ponto - Courtney Taylor (que faz a voz off do documentário) não deixa de elogiar os traços de criatividade e singularidade da música de Newcombe, defendendo-o como um dos mais inspirados artistas contemporâneos e demonstrando assim um considerável fair-play.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“DiG!” é um vibrante olhar sobre a juventude, o universo do rock, a ambição, o sonho e o sucesso, um profícuo documentário que aposta mais numa bem arquitectada tensão dramática do que em domínios contemplativos ou demonstrativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondi Timoner consegue proporcionar uma obra suficientemente intrigante, recusando eventuais lugares comuns que poderiam tornar o projecto num inócuo concentrado de “sexo, drogas e rock n’ roll” com muita irreverência mas pouca substância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente isso não acontece, e o resultado final tem densidade q.b., focando os músicos com uma crueza assinalável, para o bem e para o mal (se Newcombe é alvo de maior atenção, protagonizando uma espiral descendente vincada pelas drogas e um individualismo exacerbado, Taylor também não é poupado, pois a realizadora inclui algumas cenas com os seus caprichos de drama queen, como no episódio da gravação de um videoclip). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa surpresa e uma das provas de vitalidade do género documental proveniente de esferas mais alternativas, à semelhança dos igualmente recomendáveis “Os Friedman”, de Andrew Jarecki, ou “Tarnation”, de Jonathan Caouette. A ver (e ouvir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3554812499590703812?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3554812499590703812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3554812499590703812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3554812499590703812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3554812499590703812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/dig.html' title='DiG!'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-424063718478435110</id><published>2007-12-16T12:20:00.000Z</published><updated>2007-12-16T12:36:52.434Z</updated><title type='text'>Janela Indiscreta</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.facom.ufba.br/com112/janela_indiscreta/imagens/rear_window.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Rear Window" (1954)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Michael Hayes, baseado na história de Cornell Woolrich&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Stewart – L.B. “Jeff” Jeffries&lt;br /&gt;Grace Kelly – Lisa Carol Fremont&lt;br /&gt;Thelma Ritter – Stella&lt;br /&gt;Wendell Corey – Thomas J. Doyle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas09.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Qual o realizador capaz da proeza de rodar um filme inteiro no mesmo cenário, conseguindo transmitir o suspense contínuo da história ao espectador? Hitchcock, claro! Corriam os anos cinquenta quando o realizador filmou “Janela Indiscreta” com dois dos actores que mais participaram nos seus filmes: James Stewart (“A Corda”, “Vertigo: A Mulher Que Viveu Duas Vezes”, “O Homem que Sabia Demais”) e Grace Kelly (“Chamada para a Morte”, “Ladrão de Casaca”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma perna partida em consequência da sua última “aventura” como fotógrafo profissional, Jeff é obrigado a ficar de cadeira de rodas com a perna engessada, dependendo dos cuidados da enfermeira Stella e da deslumbrante e chique namorada, Lisa. Durante este tempo Jeff ganhou o vício (que se transforma numa obsessão) de estar sempre à janela a espreitar a vizinhança. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao observar durante algum tempo dois novos residentes, um vendedor e a sua esposa doente, um dia Jeff nota a ausência dela e convence-se de que o marido a matou. A obsessão de Jeff acaba por envolver a sua namorada numa arriscada investigação dos movimentos suspeitos do suposto assassino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vemos este filme sob a perspectiva de uma espécie de &lt;em&gt;voyeur&lt;/em&gt; que é Jeff, a partir das quatro paredes da sala do seu modesto apartamento. Através dele conhecemos os hábitos dos vizinhos: uma escultora anti-social; uma bailarina; uma mulher solitária(apelidada de “Miss Coração Solitário”) à espera do homem perfeito; um jovem par de recém-casados; um pianista frustrado com a sua falta de inspiração para compor música e um casal que trata o cão como um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco disfarçada neste &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; está uma história de amor. Jeff viaja pelo mundo para tirar fotografias e não quer deixar de fazer isso para se casar, embora ame Lisa. Esta porém não desiste dele e tenta fazê-lo entender que as diferenças de estatuto social entre eles não importam, e que ela é a mulher certa para ele. Se pensarmos, a vida dos vizinhos pode simbolizar futuros possíveis para a relação entre Jeff e Lisa: podem ficar solitários como a "Miss Coração Solitário" ou casar-se e passar os dias no quarto como o jovem casal que mal aparece à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Janela Indiscreta” tem toda uma série de elementos interessantes que me permitem dizer que este é um dos melhores filmes de Hitchcock e que vale a pena ser visto e “revisto”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-424063718478435110?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/424063718478435110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=424063718478435110' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/424063718478435110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/424063718478435110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/janela-indiscreta.html' title='Janela Indiscreta'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4466709402902211216</id><published>2007-12-14T21:19:00.000Z</published><updated>2007-12-19T17:39:45.165Z</updated><title type='text'>Skinwalkers</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.elseptimoarte.net/carteles/skinwalkers.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Skinwalkers" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James Isaac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;James DeMonaco &amp; Todd Harthan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jason Behr - Varek&lt;br /&gt;Elias Koteas - Jonas&lt;br /&gt;Rhona Mitra - Rachel&lt;br /&gt;Natassia Malthe - Sonja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas01.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nítido filme de série B, com um argumento ridículo e um desenvolvimento idiota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saber, existem lobisomens com origens nativo-americanas, uns são bons e outros maus. Os maus gostam de aproveitar as noites de lua cheia para se alimentarem de sangue humano vertido de gargantas gotejantes, os bons trancam-se até que a sua pilosidade seja socialmente aceite novamente. Existe uma lenda sobre o fim da maldição, envolvendo uma criança especial na noite de lua vermelha que coincidirá com o seu 13º aniversário. Isso será dentro de quatro dias, os bons protegem a criança e os maus querem matá-la enquanto é tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos então que os &lt;em&gt;Skinwalkers&lt;/em&gt; (caminhantes-de-pele) afinal deveriam chamar-se &lt;em&gt;Furwalkers&lt;/em&gt; (caminhantes-de-pêlo), e mesmo assim a sua alcunha permanece no segredo dos deuses. Também no segredo dos deuses fica a razão de estes lobisomens terem origem nativo-americana, quando nenhum dos actores o é. Elias Koteas (Crash) lidera os bons e Jason Behr (Roswell) os maus. Nenhum deles é um bom cartão de visita ao filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita palha pelo meio, há apenas lugar a duas confrontações, sendo uma um tiroteio (sem referências a balas de prata) entre os grupos rivais (os bons andam de caravana e os maus de harleys) e outra uma confusão de pêlo entre dois ursos de dentes afiados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma produção de Stan Winston, mestre de FX (&lt;em&gt;Terminator&lt;/em&gt;) que tem um pequeno estúdio só para fazer currículo e encher as estantes dos clubes de vídeo com sensaborias de terror. Conta ele que se interessou imediatamente pelo guião deste filme, mas que o mesmo acabou por ser comprado por outrem, vindo mais tarde a parar novamente às suas mãos, o que o deixou muito contente. Por muito que o quiséssemos ver feliz, preferiríamos que tivesse melhor gosto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso de notar que David Cronenberg, produtor do filme numa fase inicial, saltou do projecto assim que viu o rumo que este estava a tomar, e o realizador James Isaacs (Jason X) teve de se pôr à estrada à procura de novos investidores, antes de ser recebido de braços abertos por Stan Winston. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartaz é a única coisa bem feita de &lt;em&gt;Skinwalkers&lt;/em&gt;, e nem é preciso ver o filme para o apreciarmos. Poupa tempo. Se este filme pudesse ser mais estúpido, sê-lo-ia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4466709402902211216?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4466709402902211216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4466709402902211216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4466709402902211216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4466709402902211216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/skiwalkers.html' title='Skinwalkers'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8938519207094491744</id><published>2007-12-12T11:56:00.000Z</published><updated>2007-12-12T11:50:07.295Z</updated><title type='text'>Drama/Mex</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.fourfilms.cl/dramaafiche.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Drama/Mex" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gerardo Naranjo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gerardo Naranjo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fernando Becerril - Jaime&lt;br /&gt;Juan Pablo Castaneda - Gonzalo&lt;br /&gt;Diana Garcia - Fernanda&lt;br /&gt;Martha Claudia Moreno - Mama Yhahaira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filmes com histórias entrecruzadas, além de não serem novidade, passaram mesmo a ser uma tendência desde que "Magnólia", de Paul Thomas Anderson, revelou a muitos as potencialidades dessa opção (já desbravadas, anos antes, por Robert Altman).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Drama/Mex", segunda longa-metragem do mexicano Gerardo Naranjo Gonzalez, é mais um título que adopta essa estrutura, se bem que a referência mais próxima até será "Amor Cão", do conterrâneo Alejandro González Iñárritu, com o qual o filme exibe algumas afinidades. Este retrato de uma noite em Acapulco tem, contudo, uma narrativa menos circular do que a primeira obra do realizador de "Babel" e o tom, embora seja o de um drama com os nervos à flor da pele, é menos amargurado e angustiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Drama/Mex" possui ainda algumas das características pelas quais o recente cinema sul-americano se tem distinguido - nomeadamente obras de Alfonso Cuarón ou Fernando Meirelles - ao mergulhar num realismo cru e sujo reforçado pelo recurso à câmara à mão, à fotografia de imagem granulada ou à filmagem digital. Os actores, todos jovens sem qualquer experiência interpretativa exceptuando um dos protagonistas (o de meia idade), são vibrantes e credíveis nos seus desempenhos, agarrando-se com intensidade às personagens e adensando a pulsão verista dos espaços e do argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crónica de amores intermitentes, gastos, inesperados ou desencontrados, o filme segue duas linhas narrativas: a de um triângulo amoroso onde uma jovem rica não consegue decidir-se entre o actual namorado ou o anterior, que regressa sem aviso; e a de um pai de família seduzido pelo suicídio mas que, ao refugiar-se num hotel à beira-mar, conhece uma irreverente adolescente que dá novo fôlego à sua rotina. As histórias, que se desenrolam nos mesmos espaços, contém apenas ligações ténues e desenvolvem-se de forma independente, ainda que ambas contenham personagens cujo presente é hesitante e o impulso surge como meio de resposta a um futuro incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Drama/Mex" pode não inovar muito face à matriz presente em muitas das obras provenientes das mesmas origens, mas isso não invalida que se trate de um filme de méritos evidentes, sendo suficientemente imprevisível, vivo e espontâneo. E isso já basta para o colocar num patamar acima da mediania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8938519207094491744?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8938519207094491744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8938519207094491744' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8938519207094491744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8938519207094491744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/dramamex.html' title='Drama/Mex'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6347868895559916199</id><published>2007-12-09T16:00:00.000Z</published><updated>2007-12-14T21:14:08.532Z</updated><title type='text'>Peões em Jogo</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.tomcruisewatch.net/wp-content/uploads/2007/10/lions-for-lambs-poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Lions for Lambs" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Robert Redford&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Matthew Michael Carnahan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Robert Redford - Professor Stephen Malley&lt;br /&gt;Meryl Streep - Janine Roth&lt;br /&gt;Tom Cruise - Senador Jasper Irving&lt;br /&gt;Michael Peña - Ernest&lt;br /&gt;Derek Luke - Arian&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Através das mãos de Robert Redford chega-nos um filme que contesta abertamente a continuação da “guerra ao terror” que dura há seis anos e já matou milhares de soldados norte-americanos. E não será este o único filme a criticar esta realidade. Se a moda pega mesmo fará alguma mossa na administração Bush? Já lhe bastava Michael Moore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme passa-se durante um dia em três diferentes locais. Arian e Ernest deixaram de lado um brilhante percurso universitário para se alistarem no exército e partiram para o Afeganistão. Durante uma nova missão são atacados e ficam feridos em campo inimigo, numa luta extrema pela sobrevivência. Entretanto, no conforto do seu gabinete em Washington, o ambicioso e carismático senador Jasper Irving concede a Janine Roth, uma reputada jornalista de televisão uma entrevista exclusiva acerca de uma nova estratégia militar que está em curso enquanto eles falam. Na Califórnia, o Dr. Malley, antigo professor de Arian e Ernest, recebe no seu gabinete na universidade um aluno brilhante Todd Hayes (Andrew Garfield) que perdeu o interesse pelas aulas, e tenta convencê-lo a não desperdiçar o seu potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas conversas que decorrem são expostos e debatidos argumentos sobre política, postos em causa comportamentos e discutem-se questões pertinentes. O filme é uma profunda reflexão sobre a actualidade norte-americana que põe a nu “erros” políticos e decisões que tiveram consequências imediatas na vida das pessoas, nomeadamente os soldados norte-americanos que são os verdadeiros peões em jogo num jogo de xadrez jogado pelo governo e os políticos que eles próprios elegeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo entre Irving e Janine cria um clima de constante tensão. Tom Cruise tem aqui uma das suas melhores interpretações, na pele de um autêntico sacana arrogante e exibicionista. A jornalista tenta confrontar o senador com factos sobre a guerra do terror, querendo levá-lo a admitir os seus erros, mas acaba por se aperceber que ela própria, como representante dos meios de comunicação social, também errou ao ter apoiado em certa altura a guerra ao terror, no calor dos trágicos acontecimentos do 11 de Setembro de 2001. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Malley é um antigo idealista, que com a experiência de vida acabou por ver que nem sempre aderiu às causas que em determinadas alturas tomou como certas. De certa forma vê-se espelhado no aluno que quer “resgatar” e que se acomodou e deixou de lado a sua capacidade de raciocínio e capaz de se bater bem por aquilo em que acredita. O professor incentiva-o a não se alhear da realidade e mudar pelas próprias mãos aquilo que critica. Neste diálogo destaco a interpretação de Andrew Garfield, um jovem actor do qual nunca tinha ouvido falar, mas que se portou bem no frente-a-frente com o veterano Robert Redford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver estamos perante um filme interessante, mas que vendo bem, é como uma aula dada aos espectadores de cinema. Nós que estamos sentados nas salas de cinema a ver o filme também somos incentivados a tomar uma atitude e a aceitar os argumentos expostos. Toda a conversa a que assistimos é basicamente uma aula de argumentação e retórica com pouco mais de 90 minutos. É só isso. E esse é o problema deste filme idealista que se pode inserir num drama político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6347868895559916199?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6347868895559916199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6347868895559916199' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6347868895559916199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6347868895559916199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/pees-em-jogo.html' title='Peões em Jogo'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3944383194810914928</id><published>2007-12-08T13:27:00.000Z</published><updated>2007-12-08T13:44:55.580Z</updated><title type='text'>Eclipse Total</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://images.amazon.com/images/P/630523650X.01.LZZZZZZZ.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Dolores Claiborne" (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Taylor Hackford&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tony Gilroy, baseado no livro "Dolores Claiborne" de Stephen King &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kathy Bates - Dolores Claiborne&lt;br /&gt;Jennifer Jason Leigh - Selena St. George&lt;br /&gt;Judy Parfitt - Vera Donovan&lt;br /&gt;Christopher Plummer - Detective John Mackey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Partindo da premissa de que este filme é baseado num livro de Stephen King, o que seria expectável deste trabalho de Taylor Hackford era uma história de terror, de fantasia ou de suspense extremo. O célebre escritor inspirou já inúmeros projectos para Cinema e para Televisão (como “The Shining” de Stanley Kubrick, “A Zona Morta” de David Cronenberg e “Misery” de Rob Reiner ou a fantástica mini-série “A Tempestade do Século”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, “Eclipse Total” é uma obra que provoca emoções fortes, onde o Medo está presente em muitos momentos do filme e onde existem fantasmas verdadeiros. Os fantasmas reais que atormentam os personagens e os sufocam no presente (vindos frequentemente de memórias do passado) são a violência doméstica e a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo escrever que os fantasmas verdadeiros me assustam mais do que os outros. E os fantasmas deste filme existem inequivocamente no nosso mundo. Estamos a lidar aqui com dramas psicológicos imbuídos de suspense e terror. Mas neste território não existem mortos-vivos, nem vampiros ou entidades paranormais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dolores Claiborne (interpretada por Kathy Bates que também protagonizara o terrível “Misery”) é uma mulher marcada pelo passado. Surge como a principal suspeita da morte da sua patroa doente. O detective da Polícia local (Christopher Plummer) deseja ardentemente castigá-la, puni-la por esse crime. Muitos anos antes, ela bem pôde ter sido a assassina do seu próprio marido. Na medida em que acredita nessa teoria e não o conseguiu provar em tribunal, ele tudo pretende fazer para repor a justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento do filme vai-nos revelando, passo a passo, todos os segredos da intriga, todas as fraquezas dos seus personagens, todos os enigmas mantidos como insolúveis. Os momentos do passado cruzam-se com a narrativa do presente. Dolores revive uma acusação pública perante a comunidade local. E as piores memórias vêm trazer-lhe à consciência a crueldade da sua vida passada. Ela é uma mulher amarga, azeda e relativamente indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua filha Selena (Jennifer Jason Leigh) regressa à terra natal de onde se tinha afastado radicalmente para apurar as circunstâncias em que os acontecimentos recentes se deram. Ali reencontra a mãe com quem quase não comunica. Selena é uma rapariga fragilizada pelo passado traumático do qual foge com quantas forças tem, consciente e inconscientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eclipse Total” é um filme sobre o poder infinito da redenção, aquele que devolve paz aos que erraram mediante circunstâncias difíceis. É perceptível que os personagens do filme não são pessoas perfeitas mas antes retratos de uma Humanidade que tem limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre mãe e filha estabelece um confronto violento e dramático. Selena culpabiliza a mãe pela estranha morte do pai mas no seu íntimo, ela sabe que a solução procurada por Dolores nunca foi senão a opção desesperada de quem sofre. De resto, os desempenhos de Kathy Bates e de Jennifer Jason Leigh são absolutamente irrepreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta Taylor Hackford nunca me deixa maravilhado com as suas criações. Mas confere algum profissionalismo aos filmes que realiza. São dele “O Advogado do Diabo” e “Ray” (sobre a vida do cantor Ray Charles) mas também um popular mas fraco trabalho de 1982, “Oficial e Cavalheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem uma bela fotografia. O modo como Hackford filma as alterações climáticas, o vento, a nebulosidade e a luz do Sol, reflecte muito do estado de espírito dos personagens. O eclipse total (a que se refere o título português) é o momento fulcral para onde todos os acontecimentos passados e presentes convergem. É durante o eclipse que Dolores (tal como o Sol) se esconde na penumbra da noite. E é depois do eclipse que Dolores renasce – tal como o Sol volta a brilhar no céu, trazendo luz tanto às maravilhas terrenas como às misérias humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nítido que Hackford filma o passado, as imagens em flashback, com cores muito mais vívidas e intensas. Como se nesse passado distante, ainda fosse possível alimentar esperança e entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é enriquecido por uma densidade dramática bastante notável e soberbamente desenvolvida pelos actores. Mas não é um thriller assumido nem um policial. Já tive oportunidade de ver "Eclipse Total" várias vezes porque passa recorrentemente na televisão. E a cada revisão, o suspense me parece menos importante na sua intriga; e a acção dramática mais envolvente e contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um bom trabalho, pontualmente tétrico, mas generalizadamente sóbrio. A fotografia e os actores justificam a qualidade do filme. A ausência de intriga policial e de situações típicas de suspense pode ter contrariado as expectativas do público de Stephen King e pode explicar o limitado sucesso financeiro do projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3944383194810914928?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3944383194810914928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3944383194810914928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3944383194810914928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3944383194810914928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/eclipse-total.html' title='Eclipse Total'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-7031124663637303408</id><published>2007-12-07T19:40:00.000Z</published><updated>2007-12-07T19:55:44.026Z</updated><title type='text'>Terror nas Montanhas 2</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.mania.com/image/374904/400_large.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Hills have Eyes 2" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Martin Weisz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Wes Craven &amp; Jonathan Craven&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Michael Bailey Smith - Papa Hades&lt;br /&gt;Archie Kao - Dr. Han&lt;br /&gt;Jay Acovone - Dr. Wilson&lt;br /&gt;Jeff Kober - Coronel Lincoln Redding&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se se lembram do final do &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;, ainda havia pelo menos um aborto vivo. Pois fiquem a saber que ele ainda devia ter alguns irmãos a brincar às toupeiras canibais lá por entre as montanhas de outro modo cegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício é o mesmo, alguma carne para canhão e um par de sobreviventes. Para não se repetir a dança da família de caravana, escolheu-se um batalhão de recrutas da Guarda Nacional, todos eles actores desconhecidos menos dois (que são só conhecidos), os quais são os primeiros a verem-lhes limpo o sebo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, há um grupo de monstrengos a eliminar os soldados um a um, e ainda demonstram vontade suficiente em prolongar a família através da violação das mulheres que lhes aparecem pela frente, com ou sem uniforme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira cena até prometia, com um parto grotesco e doloroso, de parturiente convincente e de peito descoberto ao nível dos joelhos. Em abono da verdade, o ritmo a que a fita avança não está mau e as peripécias lá se vão sucedendo. Não acontece nada de extraordinário, ma também não é o marasmo que podia ser.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens são, contudo, irritantes ou idiotas. Por exemplo, qual é a mulher que acabou de presenciar um ataque sangrento e vai para um canto escondido, sem avisar, para dar uma mija de cócoras? É claro que se está a fazer ao bife, e o bife está mesmo ali à espera dela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se, mas não se recomenda. Não é melhor do que o primeiro, e o primeiro não é melhor do que nenhum outro filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao cartaz, onde um mutante arrasta uma vítima, tal cena não aparece no filme. Algo de semelhante ocorre no &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;, sim, mas não aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-7031124663637303408?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/7031124663637303408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=7031124663637303408' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7031124663637303408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7031124663637303408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/12/terror-nas-montanhas-2.html' title='Terror nas Montanhas 2'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4887360644415069585</id><published>2007-12-05T12:12:00.000Z</published><updated>2007-12-05T13:03:17.779Z</updated><title type='text'>Verão Escaldante</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://imagecache2.allposters.com/images/153/821538.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Summer of Sam" (1999)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Spike Lee&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Victor Colicchio &amp; Michael Imperioli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Leguizamo - Vinny&lt;br /&gt;Adrien Brody - Richie&lt;br /&gt;Mira Sorvino - Dionna&lt;br /&gt;Jennifer Esposito - Ruby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas10.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas décadas, Spike Lee tem-se afirmado como um dos grandes retratistas dos EUA contemporâneos, tendo criado densos olhares de comunidades locais cuja complexidade da abordagem desperta um apelo universal. "Não Dês Bronca" (Do the Right Thing), uma das suas muitas obras centradas em conflitos raciais, foi um dos que lhe garantiu maior visibilidade e reconhecimento num período inicial da sua carreira, e "A Última Hora" (25th Hour), memorável mergulho na trágica herança do 11 de Setembro, destacou-se como um dos ópus mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora estes sejam os seus dois títulos mais consensuais e emblemáticos, a sua filmografia contempla outros dignos de igual realce, e destes "Verão Escaldante" (Summer of Sam, 1999) impõe-se como um caso a assinalar, sendo talvez o seu melhor filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo de acontecimentos reais - o pânico gerado por um serial killer que atormentou o Bronx em 1977, adensado por uma incómoda vaga de calor -, a película aposta, como habitual na obra do realizador, numa análise dos ambientes de comunidades étnicas, neste caso não tanto da negra mas tendencialmente da italo-americana. Desta, emergem três personagens que serão a ponte entre as muitas arestas de um filme que seduz pela diversidade temática: Vinny, um cabeleireiro machista e implusivo; a sua esposa Dionna, que o apoia apesar das frequentes traições; e Ritchie, amigo de Vinny cujo comportamento distinto dos padrões típicos do bairro começa a comprometer a relação de amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais do que personagens, "Verão Escaldante" é uma obra que trabalha o espírito de uma cidade e de uma época, e fá-lo de uma forma onde os dados factuais surgem interligados com uma energia cinematográfica que atira o filme para uma absorvente experiência sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos assassinatos do homicida marcarem toda a atmosfera do filme, estão longe de ser o elemento central da acção, funcionando antes como pano de fundo desta e elemento decisivo para que se acenda o rastilho para um clima de tensão, desconfiança e pânico que se vai adensando progressivamente. À medida que tentam descobrir a identidade do &lt;em&gt;serial killer&lt;/em&gt;, as personagens vão acentuando as suas diferenças e gerando fossos e crispações emocionais de onde emanam sentimentos recalcados, não raras vezes vincados pela xenofobia e intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que as já esperadas questões raciais, há aqui outros elementos igualmente marcantes, caso dos conflitos de tendências musicais (e, consequentemente, comportamentais), já que foi neste período que o disco sound atingiu a fase de maior popularidade, mas também o momento em que a ideologia punk deu os primeiros passos. O Studio 54 e o CBGB, ambos representantes de culturas bem distintas, surgem no filme como influentes palcos de agitação, e Lee consegue desenhar os rituais nocturnos da época com adequadas camadas de verosimilhança, ritmo e intensidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida um dos picos de inspiração do cineasta, "Verão Escaldante" tem a rara proeza de condensar uma série de temáticas e de as desenvolver com consistência e criatividade, nunca impondo pontos de vista - o que nem sempre ocorre na sua filmografia - e seduzindo através de uma saudável espontaneidade. Da alteração do papel da mulher à preponderância dos media, passando pelas mutações nas orientações sexuais e relações conjugais, o filme é um fresco urbano detalhado e exigente, que em vez de um tom de ensaio demasiado cerebral é antes caracterizado por uma vibrante carga lúdica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esse efeito em muito contribui a sua singularidade formal, onde Lee apresenta um irrepreensível trabalho de realização de forte teor realista e simultaneamente agregador de alguma linguagem dos videoclips e da publicidade. A montagem imaginativa e dinâmica (sem ser estridente) aliada a uma fotografia com muitas explosões de luz e cor reforça essa singularidade visual, que só ganha quando é complementada por uma oportuna selecção musical (toda à base de canções da época, e muitas vezes utilizada para gerar deliciosas pérolas de ironia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lee arranca ainda fortes interpretações de um elenco valioso, com destaque para o trio protagonista. John Leguizamo convence na pele do incorrigível Vinnie, Mira Sorvino demonstra que, para além de encantadora, é uma brilhante actriz (ainda que muitas vezes subestimada), e Adrien Brody tem aqui um dos seus melhores desempenhos -o que não é dizer pouco - como Ritchie, aliando vulnerabilidade e determinação na mais interessante e complexa personagem do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrebatador a todos os níveis, "Verão Escaldante" é um objecto cinematográfico rico e fascinante, daqueles em que cada visionamento permite descortinar novas camadas e gera surpresa pela obsessiva minúcia com que Lee o construiu. Hipnótico e magnético, transpira vida e intensidade a cada frame ao longo de mais de duas horas frenéticas e merece, por isso, ser recordado e revisto enquanto uma das mais admiráveis obras-primas dos últimos anos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4887360644415069585?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4887360644415069585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4887360644415069585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4887360644415069585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4887360644415069585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/vero-escaldante.html' title='Verão Escaldante'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1806171067765818995</id><published>2007-12-02T12:20:00.000Z</published><updated>2007-12-02T19:55:53.264Z</updated><title type='text'>Promessas Perigosas</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://cinempatia.files.wordpress.com/2007/08/eastern_promises.jpeg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Eastern Promisses" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;David Cronenberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steven Knight &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Viggo Mortensen - Nikolai Luzhin&lt;br /&gt;Naomi Watts - Anna Khitrova&lt;br /&gt;Vicent Cassel - Kirill&lt;br /&gt;Semyon - Armin Mueller-Stahl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste novo filme de David Cronenberg (&lt;em&gt;A Mosca &lt;/em&gt;– 1986, &lt;em&gt;eXistenZ&lt;/em&gt; - 1999), Viggo Mortensen é de novo a personagem de destaque após o seu papel em &lt;em&gt;Uma História de Violência&lt;/em&gt; - 2005. Luzhin é um misterioso russo que trabalha como motorista para uma família mafiosa da organização Vory v Zakone. A sua função é basicamente “tomar conta” e livrar dos sarilhos em que se mete Kirill, o boémio e fraco filho do chefe da organização, Semyon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um luxuoso restaurante de gastronomia russa situado em Londres, é o disfarce de Semyon para as “actividades” dos Vory v Zakone. É lá que, sem nada saber, vai bater à porta a parteira Anna Khitrova na esperança de descobrir a identidade e os familiares de uma adolescente com apenas 14 anos que morreu enquanto dava à luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganada pela afabilidade de Semyon, Anna mostra-lhe o diário da jovem, pois não o consegue ler por estar escrito em russo, sem imaginar que os assuntos relatados envolvem a organização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzhin, que simpatiza com Anna, aconselha-a a afastar-se de Semyon, mas ela está determinada em descobrir a verdade, pensando no destino da bebé que a adolescente morta deixou. Então pede ao seu tio Stepan (Jerzy Skolimowski) que lhe traduza o diário. Perante os factos que fica a saber ela terá de decidir se vale a pena arriscar a sua vida ao meter-se no caminho dos criminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme em si tem algum interesse, no entanto falta-lhe algo e tem um final previsível, que deixa algo em “stand by”. Já vimos em vários filmes as atrocidades que as máfias são capazes de fazer, pelo menos no que respeita a isto, &lt;em&gt;Promessas Proibidas&lt;/em&gt; é mais “leve”. Esta outra história de Cronenberg tem uma violência que se traduz em navalhas afiadas e gargantas jorrando sangue. De resto já tivemos outras histórias de um pai implacável com um filho que o envergonha e põe em risco a continuidade dos “negócios” de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o filme parece fazer é explorar a complexidade da personagem Luzhin. Frio e forte, mas ao mesmo tempo com uma capacidade de comoção bem escondida atrás da sua silhueta sombria. Acabamos por não conhecer profundamente e na sua totalidade a personalidade de Luzhin perante as mudanças que se vão desencadeando na sua vida. Em relação a esta personagem as outras são como os planetas a girar à volta do sol, à excepção de Semyon e a sua subtileza de parecer inofensivo e implacável ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viggo Mortensen, o eterno Aragorn, dedicou-se literalmente de corpo e alma a este filme, não se poupando a uma cena em que luta completamente nu contra dois brutamontes num balneário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de lealdade de Luzhin com Kirill, deixa-nos a pensar um pouco sobre esta segunda personagem. Apesar de ser um mulherengo, tem para com o seu motorista uma relação de bastante proximidade. Kirill parece esconder em relação a Luzhin um sentimento mais forte do que amizade ou companheirismo. Vicent Cassel conseguiu a proeza de juntar ao seu sotaque francês o sotaque russo, o que resulta num sotaque confuso que não parece nem de uma língua, nem da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, quanto a Naomi Watts, está igual a si mesma, com pouco espaço para a sua personagem brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1806171067765818995?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1806171067765818995/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1806171067765818995' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1806171067765818995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1806171067765818995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/promessas-perigosas.html' title='Promessas Perigosas'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3474442623605389762</id><published>2007-11-30T20:20:00.000Z</published><updated>2007-11-30T20:33:14.775Z</updated><title type='text'>Yamakasi</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://cyberechos.creteil.iufm.fr/cyber12/Lire/YAMAKASI/yamakasi.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Yamakasi: Les samouraïs des temps modernes" (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ariel Zeitoun &amp; Julien Seri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Luc Besson &amp; Philippe Lyon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Châu Belle Dinh - Baseball (Oliver Chen)&lt;br /&gt;Williams Belle - L'Araignée (Bruno Duris)&lt;br /&gt;Malik Diouf - La Belette (Malik N'Diaye)&lt;br /&gt;Yann Hnautra - Zicmu (Ousmane Dadjacan)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas01.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de acrobatas de domingo diverte-se a escalar prédios antes de irem para o trabalho, numa altura em que o desporto radical Parkour era uma novidade. Na verdade, esse é o único fito do filme, dar a conhecer o desporto dos macacos urbanos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, e como ocorre sempre nestes casos, o argumento foi feito em cima do joelho, e por crianças com problemas de aprendizagem. Os Yamakazi são sete marmanjos, e só por serem sete é que são apelidados de samurais (nome idiota para quem não anda de espada nem tem um mestre para proteger). A razão de não haver uma única mulher no grupo poderá ser meramente sexista ou, lá está, o guião ter sido escrito por meninos, e os meninos não incluem meninas nos seus jogos. É uma regra de ouro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Yamakasi gostam de escalar prédios nos tempos livres, e como isso é arriscado e presume-se emocionante, as crianças têm-nos como heróis e querem imitá-los. Um menino com problemas cardíacos é incitado por dois amigos a subir a uma árvore e cai, sendo-lhe dadas 24 horas de vida ou substitui o coração. Não havendo dadores disponíveis em França, tem de recorrer-se ao tráfico de órgãos, coisa ilegal mas encarada como normalíssima, o que importa é salvar uma vida. Mas já se sabe que comprar um coração custa um balúrdio, que a mãe do miúdo não tem. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É aí que entram os Yamakasi. São acusados de terem inspirado a criança que caiu (o que nem foi verdade) e, cheios de remorsos mas de bolsos vazios, decidem ajudar a todo o custo. O médico (o mesmo que propôs o negócio ilegal e espera o dinheiro) diz que o Hospital não custeia o coração, só a operação, e que os sete (coincidência não aproveitada) directores do Hospital não estão para isso. Os Yamakasi roubam do consultório uma folha com as moradas dos tais directores, mas a sua intenção não é interceder junto deles. É roubá-los o suficiente para poder pagar o coração. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outras palavras, o lema é roubar antes de perguntar. Claro, não há tempo a perder. Tem toda a lógica, especialmente depois de termos ouvido os Yamakasi jurarem a pés juntos que lá porque escalam prédios, nunca quebraram a lei. Bom, um coração no mercado negro é razão para mudarem de ideias, caso contrário não iriam poder andar a saltar de um lado para o outro e a mostrarem para o que serve o Parkour. Sete roubos em sete residências, tudo isso numa manhã e com a polícia à perna. Nem por isso é lá muito impressionante, estragando a única ambição do filme.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também um polícia bom, como é da praxe, que quer ajuda a criança e sabe das intenções dos Yamakasi, mas os restantes membros da força policial são dados como inaptos e imbecis. No final da história, ele despede-se. Por outras palavras, o único polícia de jeito vai para o desemprego, como se isso fosse de louvar. Ficam os que não prestam e saem os bons. Desmotiva.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, entre tanta situação que não faz sentido nenhum (com muitas confusões no final, em que o dinheiro já não chegava para pagar o coração, Yamakasi presos e soltos, etc), fica-se apenas com uma amostrita do Parkour e com uma banda sonora FM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como praticamente todas as produções de Luc Besson, esta também é para esquecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3474442623605389762?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3474442623605389762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3474442623605389762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3474442623605389762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3474442623605389762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/yamakasi.html' title='Yamakasi'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1515302440017962465</id><published>2007-11-28T12:05:00.000Z</published><updated>2007-11-28T10:41:19.879Z</updated><title type='text'>Bubble</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://cinemascope85.files.wordpress.com/2007/06/bubble.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Bubble" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steven Soderbergh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Coleman Hough &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Debbie Doebereiner - Martha&lt;br /&gt;Dustin James Ashley - Kyle&lt;br /&gt;Omar Cowan - Pai de Martha&lt;br /&gt;Laurie Lee - Mãe de Martha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na altura do seu lançamento nos EUA, em Janeiro de 2006, "Bubble" tornou-se mais mediático pela vertente inovadora da sua distribuição do que propriamente pelo seu valor enquanto filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvo de uma estratégia incomum, a película foi disponibilizada nos cinemas, na televisão em DVD com intervalos de poucos dias, numa atitude ousada por parte de Steven Soderbergh que sugere uma nova lógica de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o cineasta já era conhecido pelo seu percurso imprevisível e experimental, cimenta ainda mais esse estatuto, reforçado pelo facto do filme ter sido rodado em vídeo digital de alta definição, de contar com actores não-profissionais e de ser o primeiro de uma série de seis que serão produzidos e distribuídos da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que Soderbergh gera um filme de baixo orçamento, uma vez que quer a sua aclamada estreia, "Sexo, Mentiras e Vídeo", quer outros projectos seguintes, caso de "Full Frontal - Vidas a Nú", não poderiam estar mais longe de produções com somas astronómicas. O segundo, contudo, pouco mais era do que um home video em que o realizador se divertia com estrelas como Julia Roberts ou Brad Pitt, um objecto curioso mas tão inane como o mais rentável e popular "Ocean's Eleven", exercício de estilo cujo cast de luxo não compensava a falta de substância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versátil e desigual, a filmografia de Soderbergh contém, no entanto, objectos mais desafiantes, e felizmente "Bubble" é um deles, já que por detrás de todo o aparato do lançamento encontra-se de facto um trabalho consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alicerçado no quotidiano de três operários de uma fábrica de bonecas algures no Ohio, o filme segue a sua rotina diária, marcada pela apatia e falta de perspectivas, e a rede de relações que se se desenvolve entre o trio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martha, uma quarentona obesa e solitária, divide o seu tempo entre o pai paralítico, de quem cuida, e o trabalho, onde praticamente só contacta com o tímido e circunspecto Kyle, cerca de 20 anos mais novo, que vive em casa da mãe enquanto poupa dinheiro para mudar de vida. A relativa proximidade dos dois colegas é ameaçada quando Rose, a nova e enigmática operária, começa a almoçar com eles, levando a que Martha se sinta cada vez mais ignorada e subestimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a partir daí o dia-a-dia se torna mais claustrofóbico, a tensão aumenta quando ocorre um homicídio na noite em que Kyle e Rose saem juntos e Martha toma conta da pequena filha da sua mais recente colega (e rival).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que relatar as peripécias de um triângulo amoroso ou do que se esgotar nos modelos de suspense whodunit, "Bubble" ofecere um seco, duro e muito pessimista retrato da falta de esperança de figuras white trash da América profunda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão cru e cortante como muitos dos filmes do movimento Dogma 95, dos quais se aproxima pelo seu carácter lo-fi (as casa e roupas são as dos próprios actores, os diálogos são improvisados, o recurso à banda-sonora é escasso), o filme desenvolve-se a um ritmo moroso, mas estranhamente hipnótico, edificando uma sufocante aura realista onde predominam também traços do cinema documental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recorrentes planos fixos e a atenção ao detalhe, aliados à determinante - e brilhante - prestação dos actores (ninguém diria que Debbie Doebereiner, Dustin James Ashley e Misty Dawn Wilkins são amadores), contribuem também para que "Bubble" se distinga enquanto um sóbrio, inteligente e desconfortável estudo de personagens, que nunca descura a complexidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soderbergh, que para além da realização tem aqui a seu cargo a montagem e fotografia, assina uma obra que segue, e bem, a política do less is more, onde tudo se joga nos desencantados olhares dos actores e na espontaneidade dos diálogos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dispensando moralismos e optando por um olhar clínico, "Bubble" não é um objecto extraordinário mas tem a vantagem de se afastar do experimentalismo oco e auto-indulgente presente em parte da filmografia do realizador, afirmando-se como uma recomendável proposta indie, ainda que dificilmente gere consensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1515302440017962465?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1515302440017962465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1515302440017962465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1515302440017962465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1515302440017962465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/bubble.html' title='Bubble'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6078068288429853221</id><published>2007-11-25T17:02:00.000Z</published><updated>2007-11-27T17:05:20.551Z</updated><title type='text'>Beowulf</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.thehollywoodnews.com/artman2/uploads/1/poster_beowulf-international.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Beowulf" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Robert Zemeckis&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Neil Gaiman &amp; Roger Avary&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ray Winstone - Beowulf&lt;br /&gt;Robin Wright Penn - Wealthow&lt;br /&gt;Anthony Hopkins - Hrothgar&lt;br /&gt;John Malkovich - Unferth&lt;br /&gt;Angelina Jolie - Mãe de Grendel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A história do lendário guerreiro Beowulf, que remonta ao ano 507 d.C., contada no mais antigo poema épico escrito em língua inglesa e que outrora inspirou a obra de Tolkien, inspira agora o filme de Robert Zemeckis, realizador de filmes tão diferentes como "Forrest Gump" (1994) e “The Polar Express” (2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu reino gelado em terras nórdicas, o Rei Hrothgar e os seus súbitos são atormentados por um demónio chamado Grendel, que os ataca sempre que ceiam e festejam com música num salão. Ansiando pela chegada de um herói, as preces do rei são ouvidas com a chegada de Beowulf, vindo de um turbulento mar com os seus guerreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dotado de muita força e engenho Beowulf consegue matar Grendel, despertando a fúria infernal da sedutora mãe do monstro, que jura vingança. Com o seu feito, Beowulf torna-se no herói do reino e apaixona-se pela rainha Wealthow, mas por respeito ao rei, os dois guardam para si mesmos os seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que salta à vista neste filme é mesmo o tratamento da imagem em 3D que é até agora um dos melhores já vistos, conseguindo tornar as personagens quase reais, de tal forma que algumas vezes no filme não sabemos se estamos perante o actor ou a personagem que interpreta. Será que, num futuro próximo, as animações de 3D dispensarão o trabalho dos actores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo faltou uma coisa muito importante: tratar do conteúdo, da história em si, que é bastante comum à de outros filmes. Na verdade o Beowulf deste filme tem mais de anti-herói do que de herói, apesar da sua virilidade que nunca é posta em causa, cada vez que relata as suas façanhas, conta numa versão diferente de forma auto-elogiar-se. O rapaz estima bastante o seu ego. Ao contrário dos heróis gregos que eram filhos de deuses com mulheres, este conta apenas com a força do seu corpo, sem poderes especiais. Beowulf é bem humano e é justamente nas mulheres que está o seu ponto fraco e a sua perdição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6078068288429853221?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6078068288429853221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6078068288429853221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6078068288429853221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6078068288429853221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/beowulf.html' title='Beowulf'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-551422161191710693</id><published>2007-11-23T17:35:00.000Z</published><updated>2007-11-23T10:13:25.038Z</updated><title type='text'>Highlander -  A Origem</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.highlander1592.net/bibliotheque/film/TheSource%20Poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Highlander - The Source" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Brett Leonard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Stephen Kelvin Watkins &amp; Mark Bradley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Adrian Paul - Duncan MacLeod&lt;br /&gt;Thekla Reuten - Anna Teshemka&lt;br /&gt;Cristian Solimeno - Guardião&lt;br /&gt;Peter Wingfield - Methos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas01.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O quinto filme da saga &lt;em&gt;Highlander &lt;/em&gt;traz-nos de volta um Duncan McLeod bastante abatido. Também não admira. Desde a série onde foi lançado, o actor Adrian Paul não conseguiu fazer nome por si próprio. Há sete anos atrás, com Highlander: Endgame, reuniam-se os dois parentes do Clã McLeod, Connor (&lt;em&gt;Highlander I a III&lt;/em&gt;, e que também apresentara o primo no primeiro episódio da série, para passar o testemunho) e Duncan, numa produção com inúmeros reveses ao nível da montagem, a ponto de o compositor Nick Glennie-Smith abandonar o barco, farto de adaptar as suas composições a tantas alterações. O resultado foi um objecto incoerente e imprestável, uma sucessão de cenas confusas com lutas de espadachim amadoras pelo meio. E no final volta a só sobrar um, pelo que uma sequela pareceria impensável (pausa para nos recompormos do riso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Highlander: A Origem&lt;/em&gt; vai pelo mesmo caminho, se não pior, por não ter aprendido a lição. Incha o peito a dizer que tem a realização de Brett Leonard, mas o que é que este realizador tem a mostrar de talento? &lt;em&gt;Virtuosity&lt;/em&gt;, com Denzel Washington e Russell Crowe? Apesar dos nomes sonantes (e que se reencontram este ano em &lt;em&gt;American Gangster&lt;/em&gt;) – na altura Crowe ainda não tinha ganho Óscares –, o filme é apenas sofrível. Mas o que dizer de &lt;em&gt;Man-Thing&lt;/em&gt;, de 2005, que foi directamente para vídeo após metade uma audiência de teste ter saído a meio do filme? Ou o seu filme de estreia, &lt;em&gt;The Lawnmower Man&lt;/em&gt;, que se dizia baseado numa história de Stephen King até este os obrigar a retirar o seu nome em tribunal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As filmagens de &lt;em&gt;Highlander: A Origem&lt;/em&gt; decorreram entre Outubro e Dezembro de 2005, ficando a montagem, os efeitos especiais e a banda-sonora (o compositor George Kallis teve ao seu dispor uma orquestra de oitenta músicos) para a primeira metade de 2006. Consecutivas datas de estreia foram adiadas até Fevereiro de 2007 aparecer uma cópia pirata na Rússia e as opiniões negativas chegarem de todos os quadrantes. Houve lugar a uma nova montagem (não a novas filmagens) e o filme acabou por não ter estreia cinematográfica nos EUA, vindo a estrear no canal temático Sci-Fi quatro dias após estreia nas salas Portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duncan McLeod continua a não ser o único imortal, apesar de se ter tornado no &lt;em&gt;Only One&lt;/em&gt; no fim de &lt;em&gt;Highlander: Endgame&lt;/em&gt;. Methos e outros três imortais estão à procura do Santo Graal, a fonte da imortalidade (prova de que o título portugal, &lt;em&gt;A Origem&lt;/em&gt;, deveria ter sido traduzido como A Fonte), em busca de respostas. Estas encontram-se, aparentemente, «algures na Europa de Leste, num futuro próximo», exactamente onde Duncan se encontra à procura da esposa (uma mortal que o abandonou por ele não poder ter filhos, mas que vai demonstrar poderes mediúnicos para levá-los até à fonte... origem... da imortalidade, que afinal é uma cratera no meio dos bosques «algures na Europa de Leste», mas que &lt;em&gt;flashbacks&lt;/em&gt; a tempos passados mostram como sendo num deserto de areia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vilão é o guardião da Origem, uma figurinha albina que se veste com o que sobrou do guarda-roupa de &lt;em&gt;Massacre no Texas&lt;/em&gt;: O Ínicio e tenta mostrar aparato muscular para que não se lhe repare nas orelhas de Dumbo, A grande velocidade com que se mexe, torna-o só por si uma figura caricata, para não dizer cómica, mas de cómica a ridícula ainda vai um passo. Para dar esse passo, puseram-no a falar como um idiota. Não diz coisa com coisa e, quando diz, tem uma voz que o desmerece e umas poses frustrantes. Alguém se lembra de Judd Dredd, com Sylvester Stallone? Não, a comparação não é com Sly, salvo seja, é com um monstrengo de uma família de canibais que habitava a Terra Amaldiçoada. Há ali parecenças, não há dúvida (e, devido ao protector de pescoço que usa na primeira cena, dá uns ares a uma criatura de cabeça geométrica de &lt;em&gt;Silent Hill&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido por Davies &amp;amp; Panzer (&lt;em&gt;Highlander The Series&lt;/em&gt;), a aposta anula-se na sua incapacidade de, por um lado, dar a menor frescura a personagens batidos e a uma história cheia de clichés e buracos, e por outro lado, de fazer cinema. Chamar a &lt;em&gt;Highlander: A Origem&lt;/em&gt; de telefilme seria dar-lhe mérito que ele não tem. O ambiente apocalíptico a la &lt;em&gt;Mad Max&lt;/em&gt; não serve qualquer propósito, e a gang de canibais (porquê canibais?) é uma daquelas criações demasiado más para serem verdade (primeiro, porque já estamos fartos de vilões de pacote, e depois porque reaparecem contra toda a lógica possível). O reencontro entre Duncan e a esposa é de uma inépcia total e os pouco e rápidos combates de espadachim não exigiram o menor treino (com excepção, eventualmente, do primeiro, na torre de comunicações). Quanto aos efeitos visuais, nomeadamente a dupla imagem, devem ter sido feitos com software topo de gama... em 1992 (ano de &lt;em&gt;The Lawnmower Man&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-551422161191710693?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/551422161191710693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=551422161191710693' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/551422161191710693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/551422161191710693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/highlander-origem.html' title='Highlander -  A Origem'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2458390743758856475</id><published>2007-11-21T21:49:00.000Z</published><updated>2007-11-21T22:15:29.757Z</updated><title type='text'>A Noiva Indecisa</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.boomerangshop.com/dvdcover/ImageWeb/BrideAndPrejudice200465034_f.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Bride &amp; Prejudice" (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gurinder Chadha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Mayeda Berges, adaptado da obra "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Aishwarya Rai - Lalita Bakshi&lt;br /&gt;Martin Henderson - William Darcy&lt;br /&gt;Nadira Babbar - Sra. Manorama Chjaman Bakshi&lt;br /&gt;Anupam Kher - Sr. Chaman Bakshi&lt;br /&gt;Naveen Andrews - Balraj Bingley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas03.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando, em 2003, se estreou na realização de longas metragens com "Joga Como Beckham" (&lt;em&gt;Bend it Like Beckham&lt;/em&gt;), a indiana Gurinder Chadha conseguiu alcançar algum sucesso e mediatismo através desse pequeno filme de baixo orçamento, que agradou a uma considerável parte da crítica e do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mistura de drama e comédia, a película focava o choque de culturas, nomeadamente a indiana e a britânica, e possuia méritos suficientes para se tornar numa obra simpática e divertida, ainda que pouco ambiciosa e algo irregular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com "A Noiva Indecisa" (&lt;em&gt;Bride &amp;amp; Prejudice),&lt;/em&gt; a realizadora volta a investir em temáticas semelhantes, oferecendo mais um olhar sobre os costumes indianos e a readaptação destes aos hábitos e comportamentos da sociedade ocidental de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levemente inspirado no romance "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, o filme debruça-se sobre Lalita, uma jovem indiana que se vê incitada pelos pais a casar rapidamente, mas resiste pois defende que só aceitará fazê-lo por amor e nunca por dinheiro. A obstinada renúncia ao matrimónio acaba por demover-se quando a protagonista conhece um ocidental proveniente de famílias abastadas e aos poucos descobre que partilha com ele múltiplos pontos comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurinder Chadha apresenta uma história de amor com alguns toques de comédia, centrando-se nos obstáculos despoletados pelos contrastes culturais. Repete-se, em parte, a fórmula de "Joga Como Beckham", mas desta vez os resultados não são tão convincentes e apelativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desequilíbrios começam nos actores, desprovidos de carisma e credibilidade, em especial o par principal (a belíssima Aishwarya Rai e Martin Henderson), que apesar da inegável fotogenia não possui química nem vibração. Outro dos problemas é o rotineiro e previsível argumento, com uma escassa tensão dramática e raros momentos surpreendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens são unidimensionais e genéricas e as situações não evitam os rodriguinhos fáceis das mais preguiçosas comédias românticas ou mesmo um dispensável registo folhetinesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Joga Como Beckham" continha uma série de inspiradas cenas de típico humor britânico, mas em "A Noiva Indecisa" esses episódios são quase nulos e o tom espirituoso dá lugar a uma pouco conseguida vertente melodramática. A realizadora insere alguns momentos basedos nos musicais de Bollywood de forma a dinamizar a acção, mas mesmo estes tornam-se cansativos, apostando num &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; redundante e pouco natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto perspectiva sobre as diferenças culturais, o filme é simplista e ingénuo, e como entretenimento é demasiado insípido, arrastado e indistinto, repetindo todos os clichés &lt;em&gt;boy meets girl&lt;/em&gt;. Uma oportunidade desperdiçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2458390743758856475?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2458390743758856475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2458390743758856475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2458390743758856475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2458390743758856475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/noiva-indecisa.html' title='A Noiva Indecisa'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3525515775411378560</id><published>2007-11-19T17:33:00.000Z</published><updated>2007-11-19T17:57:17.626Z</updated><title type='text'>Sond/Result: Que género cinematográfico o Cinema Português devia explorar mais?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros cinéfilos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sondagem que o Cine7 finaliza hoje pedia aos nossos visitantes que votassem no &lt;strong&gt;género de filmes que gostariam de ver mais explorado no cinema português&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, e após uma “luta renhida” entre as várias opções, é fácil concluir que há dois tipos de filme que os visitantes do blog gostariam que a sétima-arte portuguesa criasse com uma maior frequência: &lt;strong&gt;Terror&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Erótico&lt;/strong&gt;. Cada um obteve um total de 11% da sondagem; embora, a nível de votos, o primeiro tenha reunido um maior número (226) em comparação com o segundo(210).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso - e num resultado que podemos classificar como terceiro-lugar -, a &lt;strong&gt;Comédia&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Acção&lt;/strong&gt; foram apontadas por 8% das visitas (168 e 150 votos, respectivamente). Já a &lt;strong&gt;Animação&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Aventura&lt;/strong&gt; empataram não só em percentagem como em número de votos, reunindo cada género um total de 124 votos, ou seja 6% da votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, os populares géneros de &lt;strong&gt;Suspense&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Comédia-Romântica&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Ficção-Científica &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Drama&lt;/strong&gt; alcançaram cada um 5% desta pesquisa (105, 108, 93 e 91 votos); ao passo que géneros clássicos como &lt;strong&gt;Thriller&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Musical&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Romance &lt;/strong&gt;foram escolhidos, mutuamente, por 4% dos votantes (84, 84 e 83 votos). Enquanto isso, e com resultados pouco significativos em comparação com os outros géneros, ficaram as opções &lt;strong&gt;Fantasia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Histórico&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Policial&lt;/strong&gt;, cada um com 3% da sondagem (69, 67 e 66 votos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no final desta recolha de opiniões, e sem grande surpresa, ficou o género &lt;strong&gt;Documentário&lt;/strong&gt; com apenas 2% (41 votos); enquanto que &lt;strong&gt;Trash&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Biopic&lt;/strong&gt; revelam-se os géneros menos populares entre os visitantes do Cine7, com apenas 1% cada um (28 e 19 votos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cine7 informa ainda que já está a decorrer uma nova sondagem: &lt;strong&gt;Filme Favorito de Tim Burton?&lt;/strong&gt; e que visa saber qual a vossa película predilecta deste realizador norte-americano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://outlier.home.sapo.pt/sondcine7_genero%20cinematografico%20mais%20explorado%20no%20cinema%20nacional.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Equipa&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3525515775411378560?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3525515775411378560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3525515775411378560' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3525515775411378560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3525515775411378560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/sondresult-que-gnero-cinematogrfico-o.html' title='Sond/Result: Que género cinematográfico o Cinema Português devia explorar mais?'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-103932114983482468</id><published>2007-11-18T15:07:00.000Z</published><updated>2007-11-19T15:24:07.302Z</updated><title type='text'>Gangster Americano</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://rilo.files.wordpress.com/2007/05/american_gangster_ver2.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"American Gangster" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ridley Scott&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steven Zaillian&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Denzel Washington - Frank Lucas&lt;br /&gt;Russel Crowe - Richie Roberts&lt;br /&gt;Chiwetel Ejiofor - Huey Lucas&lt;br /&gt;Josh Brolin - Detective Trupo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chegou às nossas salas de cinema o mais recente filme do realizador Ridley Scott com uma respeitável dupla de protagonistas: Denzel Washington, como o gangster Frank Lucas, e Russel Crowe como o polícia Richie Roberts. Um duelo de gigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção passa-se na Nova Iorque nos anos 70, uma cidade consumida pelo submundo da droga, numa América consumida pela Guerra do Vietmane. Frank Lucas é a verdadeira autoridade nas ruas, que ergueu sozinho um império muito organizado no tráfico de droga. Aproveitando o facto dos soldados americanos que combatiam no Vietname desenvolverem um perigoso vício de consumo de droga para se aliviarem dos horrores vividos em guerra, Frank consegue enriquecer à custa disto, conseguindo transportar drogas do Vietname através de aviões do exército americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richie Roberts é um polícia discriminado pela sua honestidade e integridade que percebe que uma poderosa figura controla todo o negócio da droga na zona de Harlem, com um tipo de droga pura e barata que atrai centenas de consumidores. Conduzindo uma arriscada investigação que o faz chegar até Frank Lucas, Richie descobre a poderosa figura que até as famílias da máfia consegue controlar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto dos dois será inevitável e só um pode vencer. Embora estejam em campos opostos Frank e Richie têm factores comuns como um código de ética próprio que os faz demarcar das restantes pessoas, transformando-os em figuras solitárias. No filme a personagem de Russel Crowe, embora não perca a sua importância no desenrolar da acção da história, tem um tratamento como que secundário, deixando o brilho todo para Denzel Washington, bom até a fazer papel de mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao filme ficaram a fazer falta mais cenas de acção, para evitar que algumas partes da narrativa se tornassem monótonas, e perde-se muito tempo a mostrar cenas de tratamento de droga para vender aos consumidores. Ainda assim o realizador não se prendeu a cenas de violência gratuita e fez uma boa abordagem a essa temática do submundo do crime através do tráfico de droga, num filme baseado em factos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-103932114983482468?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/103932114983482468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=103932114983482468' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/103932114983482468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/103932114983482468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/gangster-americano.html' title='Gangster Americano'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4785158220765281734</id><published>2007-11-16T12:24:00.000Z</published><updated>2007-11-16T11:19:03.918Z</updated><title type='text'>Next - Sem Alternativa</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/n/images/next-poster-0.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Next" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lee Tamahori&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gary Goldman &amp; Jonathan Hensleigh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nicholas Cage - Cris&lt;br /&gt;Julianne Moore - Callie Ferris&lt;br /&gt;Jessica Biel - Liz&lt;br /&gt;Thomas Kretschmann - Mr. Smith&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas03.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lee Tamanhori excedeu todas as expectativas com o seu filme de estreia, Once Were Warriors, e marcou a saída de Pierce Brosnan como 007 (entretanto, andou a marinar na mediocridade de &lt;em&gt;No Limite&lt;/em&gt; e na mera eficiência de &lt;em&gt;A Conspiração da Aranha&lt;/em&gt;, passando pela realização de um episódio dos &lt;em&gt;Sopranos&lt;/em&gt;, em 2000). Em 2005, provou que era capaz de transformar qualquer um num herói de acção (no caso, o desajeitado &lt;em&gt;rapper&lt;/em&gt; Ice Cube) e Nicolas Cage, de&lt;em&gt; flop&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;flop &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Ghost Rider&lt;/em&gt;), quis ir beber à mesma fonte. Mas nem Lee Tamahori foi capaz de parar a bola de neve da carreira de Cage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Next repete o conceito de &lt;em&gt;Déjá Vu&lt;/em&gt;, de Tony Scott. Nesse filme, havia uma máquina que permitia ver quatro dias e meio no passado, para que se pudesse evitar um ataque terrorista (já ocorrido), aqui Nicolas Cage é capaz de ver dois minutos dentro do seu próprio futuro, e evitar um ataque terrorista que está em preparação. Claro que dois minutos não chegam para nada, por isso o guião, de repente, arrepia caminho pela inverosimilhança dentro e Nicolas vê mais e melhor, além de até se transformar em &lt;em&gt;Multiple Man&lt;/em&gt;. E como ele sabe exactamente o que vai acontecer-lhe e evita-o, onde está o suspense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Next é uma mistura de aventura e ficção científica, mais um veículo para Nicolas Cage aparecer com implantes capilares risíveis e mostrar uma musculatura que já parece estranha no seu rosto envelhecido e carregado de base (ou um &lt;em&gt;peeling &lt;/em&gt;mal sarado). &lt;em&gt;World Trade Center&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Wicker Man – O Escolhido&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Ghost Rider&lt;/em&gt; já nos prepararam para o facto de ele já não constituir selo de qualidade, e agora podemos dizer com propriedade que Julianne Moore (&lt;em&gt;Misteriosa Obsessão&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Freedomland – A Cor do Crime&lt;/em&gt;) e Jessica Biel (&lt;em&gt;Blade 3&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Declaro-vos Marido e Marido&lt;/em&gt;) são outro sinal para que se fuja quando os seus nomes estão no cartaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel de Julianne Moore mostra-a como uma agente do FBI capaz de tudo para conseguir o que quer, incluindo torturar o herói, o que aparentemente é permitido, porque ela nem sequer recebe uma reprimenda. Jessica Biel é a miúda à nora que se envolve com Cage, num daqueles romances incoerentes que só em filme, e vê-se que ela não foi talhada para fazer de conta que gosta dele. Quanto aos terroristas, coitadinhos, são tão planos que se vê que ninguém pensou realmente neles. Querem explodir qualquer coisa, mas ninguém sabe com que intenção ou para que fim. Terroristas instantâneos, voilá, é só juntar água e mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos especiais são medianos e pouco abundantes, e só a música de Mark Isham poderia redimir tanto bocejo. Mas é melhor optar pelo disco. Next é uma fita que se vê com curiosidade, mas no fim percebe-se claramente que não valeu a pena. Quanto ao próprio final... nunca se viu coisa mais abrupta e insatisfatória (em vez de engenhosa, como os argumentistas devem ter analisado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4785158220765281734?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4785158220765281734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4785158220765281734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4785158220765281734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4785158220765281734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/next-sem-alternativa.html' title='Next - Sem Alternativa'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1887157081374710752</id><published>2007-11-15T11:00:00.000Z</published><updated>2007-11-16T11:17:22.169Z</updated><title type='text'>30 Dias de Escuridão</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.melissageorge.co.uk/films/images_30_days_of_night_main.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"30 Days of Night" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;David Slade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Steve Niles &amp; Stuart Beattie &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Josh Hartnett - Eben Oleson&lt;br /&gt;Melissa George - Stella Oleson&lt;br /&gt;Danny Huston - Marlow&lt;br /&gt;Mark Rendall - Jake Oleson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Baseada na novela gráfica de Steve Niles e Ben Templesmith, a história de “30 Dias de Escuridão” situa-se em Barrow, uma pequena cidade nas terras geladas do Alasca. Todos os Invernos o sol esconde-se durante 30 dias, ficando a cidade mergulhada na escuridão como uma noite sem fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia de sol, a maior parte dos habitantes deixa Barrow e parte para sul. Para os que ficam uma nova e desagradável companhia espera-os. O primeiro sinal é a morte de todos os cães que puxam trenós, depois a electricidade é cortada e os telemóveis não têm rede. Os veículos ficam inutilizados. Os habitantes, incluindo o Xerife Eben (Josh Hartnett) e a sua mulher Stella (Melissa George), ficam sem meios de poder fugir da cidade. É então que “eles” aparecem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eles” estiveram muito tempo escondidos na sombra até descobrirem aquela cidadezinha, aquela perfeita cidadezinha onde podem aproveitar 30 dias de trevas, sem correrem o risco de se queimarem por causa do sol. Ansiosos por um banquete sanguinário, os vampiros atacam os habitantes de Barrow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de sobreviventes liderados pelo xerife procuram um esconderijo seguro, na esperança de que todos possam sobreviver até que o sol volte a nascer. É claro que isso não acontece e o grupo vai-se reduzindo pouco a pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam o que sabem sobre vampiros. Esqueçam as apenas duas marcas de dentadinhas num pescoço. Esqueçam a elegância de vampiros interpretados no cinema, como Gary Oldman em “Drácula de Bram Stoker”. Esqueçam os vampiros belos e quase bonzinhos como Brad Pitt em “Entrevista com o Vampiro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os monstros deste filme não são comuns vampiros de velhas histórias que perduram no tempo. E têm até o seu próprio dialecto. Não mordem as pessoas com dois dentinhos afiadinhos apenas, o número de dentes caninos que têm para as “mordidelazinhas” dão para deixar as vítimas em mau estado. Neste filme a praga a exterminar não são os vampiros, são os humanos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“30 Dias de Escuridão” tem algumas cenas que sobressaltam, o problema é que são só mesmo algumas. O filme é mais interessante do que outros que por aí são, ou já foram, exibidos e que têm jorros de sangue grátis incluídos a cada cinco minutos da película. É um grande favor que nos fizeram os responsáveis pela caracterização dos “seres malignos” deste filme, o facto de o aspecto dos vampiros não nos fazer rir à gargalhada, como em muitos filmes que já vimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falta no filme, então? Algo que nunca tenhamos visto anteriormente. A luta pela sobrevivência dos habitantes que restam na cidade de Barrow é afinal de contas um simples jogo das escondidas (ou esconde-esconde, como queiram). Os humanos escondem-se e os monstros procuram-nos, se os primeiros conseguem um bom esconderijo sobrevivem, caso contrário, mal ponham o pézinho de fora estão tramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois argumentistas adicionaram vários ingredientes no argumento cozinhado, mas não conseguiram um prato saboroso o suficiente para nos deixar 100% satisfeitos, faltava um ingrediente especial. Qual? Insisto mais uma vez: algo que nunca tivéssemos visto antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente este não será um filme de culto, mas pelo menos foi uma boa tentativa. Pensem que sairão da sala de cinema sem dizerem que o dinheiro que deram pelo bilhete foi em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1887157081374710752?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1887157081374710752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1887157081374710752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1887157081374710752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1887157081374710752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/30-dias-de-escurido.html' title='30 Dias de Escuridão'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8401214098599675377</id><published>2007-11-14T16:01:00.000Z</published><updated>2007-11-14T16:12:39.810Z</updated><title type='text'>De Tanto Bater o Meu Coração Parou</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://films.blog.lemonde.fr/files/de_arrete.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"De Battre Mon Coeur S`Est Arrêté" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jacques Audiard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jacques Audiard &amp; Tonino Benacquista &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Romain Duris - Thomas Seyr&lt;br /&gt;Niels Arestrup - Robert Seyr&lt;br /&gt;Jonathan Zaccaï - Fabrice&lt;br /&gt;Gilles Cohen - Sami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o seu filme anterior, “Nos Meus Lábios”, Jacques Audiard já tinha provado que era um cineasta a seguir com atenção, capaz de proporcionar uma narrativa envolvente recorrendo a actores e personagens tridimensionais e bem construídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De Tanto Bater o Meu Coração Parou” (De Battre Mon Coeur S`Est Arrété) vem confirmar essas qualidades, apresentando mais um interessante olhar sobre o quotidiano urbano que aqui é filmado de forma ainda mais tensa, áspera e agarrada aos actores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debruçando-se sobre o dia-a-dia de Tom, um jovem agente imobiliário que vive uma difícil rotina devido à conturbada relação com o pai e às atitudes algo dúbias que adopta na sua profissão, o filme apresenta um protagonista repleto de convulsões internas que se intensificam quando um dos seus sonhos, quase esquecidos, o encoraja a tentar dar um novo rumo à sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redescobrindo a sua paixão pelo piano, de resto um dos elementos que o interliga à sua falecida mãe, Tom começa a perseguir cada vez mais afincadamente o desejo de se tornar num pianista profissional, ambição que é recebida com desagrado ou mesmo desprezo por aqueles que o rodeiam. Tentando escapar a uma realidade dura, violenta e sem perspectivas, encontra assim um escape que lhe permite conseguir aproximar-se de uma vida mais auspiciosa e da sua realização pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realista, imprevisível e verosímil, “De Tanto Bater o Meu Coração Parou” é uma obra ousada e efervescente, muito por culpa do protagonista, ou melhor, do actor que o encarna, o excelente Romain Duris, que embora não seja propriamente um estreante – participou, por exemplo, no muito recomendável “A Residência Espanhola”, de Cédric Klapisch -, evidencia aqui, como nunca antes, as suas enormes potencialidades, estando à altura de uma personagem exigente e desafiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação de Duris é tão convincente – seguramente uma das melhores de 2005 - que sustenta o interesse pelo filme mesmo quando o argumento nem sempre entusiasma, uma vez que há algumas cenas demasiado longas e dispensáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, seria injusto considerar “De Tanto Bater o Meu Coração Parou” apenas mais um one-man show, pois Jacques Audiard expõe também os seus méritos enquanto realizador e é capaz de gerar uma atmosfera crua e claustrofóbica, muito adequada ao trepidante dia-a-dia de Tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ecléctica banda-sonora e o minucioso cuidado com o trabalho de fotografia e iluminação são outros trunfos do filme, mas infelizmente há aspectos que causam um certo desequilíbrio, como o subaproveitamento de algumas personagens secundárias ou a fragmentação narrativa, dado que apesar de vários momentos de considerável carga dramática há tantos outros desprovidos de vibração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo um filme irregular, “De Tanto Bater o Meu Coração Parou” consegue superar alguns dos seus entraves, tornando-se numa das boas surpresas do ano, com (pontuais) cenas de uma visceralidade emocional muito conseguida e próximas de domínios de Scorsese, Eastwood ou Iñarritu (essa semelhança com algum cinema americano derivará, pelo menos em parte, do facto do argumento ser baseado em “Fingers”, película de culto de 1978 realizada por James Toback e protagonizada por Harvey Keitel). Não é uma obra tão brilhante como poderia, mas é suficientemente sólida para se adicionar à lista de filmes a descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8401214098599675377?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8401214098599675377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8401214098599675377' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8401214098599675377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8401214098599675377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/de-tanto-bater-o-meu-corao-parou.html' title='De Tanto Bater o Meu Coração Parou'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3216109643577711060</id><published>2007-11-12T23:28:00.000Z</published><updated>2007-11-12T23:36:18.932Z</updated><title type='text'>Esquadrão de Província</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://adamanthenes.files.wordpress.com/2007/05/hot-fuzz-poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Hot Fuzz" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Edgar Wright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Edgar Wright &amp; Simon Pegg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Simon Pegg – Nicholas Angel&lt;br /&gt;Nick Frost – Danny Butterman&lt;br /&gt;Timothy Dalton – Simon Skinner&lt;br /&gt;Jim Broadbent – Frank Butterman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hot Fuzz foi uma aposta arriscada. Ainda que o novo filme da dupla Simon Pegg e Edgar Wright não fosse uma sequela de Shaun of the dead, as comparações entre as duas obras eram inevitáveis. Não é fácil suceder a um filme que foi descrito por muita gente como o melhor filme de zombies depois da trilogia de George Romero. Se Pegg e Wright quisessem reconquistar o seu público, não lhes bastaria ser muito bons, teriam de ser ainda melhores do que já tinham conseguido antes. Felizmente, Hot Fuzz não desiludiu os fãs, bem pelo contrário. O filme é excelente e chega mesmo a suplantar o seu predecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os filmes deixam o espectador perplexo. São duas obras que juntam géneros, formas e referências das proveniências mais estranhas: Shaun of the dead é descrito pelo próprio Edgar Wright como a primeira zom com rom ou comédia romântica de zombies, enquanto que Hot Fuzz hesita entre a acção, a comédia, o terror e a telenovela. Porém, o segundo filme é melhor, maior e mais ambicioso. Se o primeiro poderá ser uma mistura demasiado exótica e extravagante para o gosto de alguns, já Hot Fuzz é um filme superior pela musicalidade do seu conjunto, mais regrado e equilibrado. E essa sua superioridade começa na própria fonte: os filmes de acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes de acção ocupam um lugar único na história recente do cinema. Os géneros cinematográficos têm evoluído no sentido de uma especialização cada vez maior, mas o cinema de acção tem seguido o caminho inverso e atraído para o seu interior as formas mais diversas. É sobretudo a partir dos finais dos anos 80 que realizadores como James Cameron e John McTiernan dão início a este movimento expansionista: Aliens é protagonizado por uma mulher comum; em Predator, o inimigo já não é um governo estrangeiro mas uma criatura de outro planeta; e em Die Hard, a psicologia das personagens é mais importante que o espectáculo pirotécnico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etapa mais recente deste fulgurante processo evolutivo é Hot Fuzz, que leva ainda mais longe a versatilidade natural do cinema de acção. O filme aposta em inúmeras frentes e ganha em todas. Os espectadores mais atentos tirarão grande prazer na descoberta das inúmeras citações, evocações e paródias. Mas ainda que a riqueza de referências impeça uma categorização fácil, Hot Fuzz não deixa de ser, assumidamente e sem complexos, um verdadeiro filme de acção. O núcleo duro do género está lá, cuidadosamente preservado: as sequências de acção espectaculares, emocionantes e admiravelmente coreografadas. A sua violência estilizada pouco ou nada fica a dever, em engenho e divertimento, às maiores produções americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Flávio Sousa &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3216109643577711060?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3216109643577711060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3216109643577711060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3216109643577711060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3216109643577711060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/esquadro-de-provncia.html' title='Esquadrão de Província'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5732509051357235926</id><published>2007-11-10T20:50:00.000Z</published><updated>2007-11-10T14:10:15.743Z</updated><title type='text'>Domino</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://the-gadgeteer.com/assets/ecoist1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Domino" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tony Scott&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Richard Kelly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Keira Knightley – Domino Harvey&lt;br /&gt;Mickey Rourke – Ed Moesby&lt;br /&gt;Edgar Ramirez – Choco&lt;br /&gt;Delroy Lindo – Claremont Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois da estreia nos E.U.A., “Domino” chega às salas de cinema portuguesas. Alguém me explique o porquê da demora… Tony Scott resolveu fazer o filme inspirado pela atribulada vida de Domino Harvey, ex-modelo e caçadora de prémios, que colaborou de perto no projecto do filme, embora manifestasse o seu desacordo com alguns aspectos do filme, por exemplo: o facto da personagem nela inspirada ser heterossexual, quando na verdade a própria Domino não escondia o seu lesbianismo. Infelizmente ela não terá visto o resultado final do filme antes de ser encontrada morta, aparentemente de overdose, na banheira de um quarto de hotel em Los Angeles a 27 de Junho de 2005. Tinha 35 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é-nos narrado pela personagem Domino, uma Keira Knightley com mudança radical de “look”. Filha do actor Laurence Harvey (“O Enviado da Manchúria”) e de uma mulher da “high society”, a infância de Domino foi marcada pela morte do pai. A mãe colocou-a num colégio interno. Depois de sair foi modelo, mas o seu carácter agressivo apressou o seu abandono do mundo da moda. Jovem e revoltada, mudou-se com a mãe para Beverly Hills. Domino odiava tudo e todos, especialmente a chamada geração “Beverly Hills – 90210”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidida a mudar o estilo de vida que levava, onde nunca encontrou o seu lugar, Domino assistiu a uma espécie de curso para caçadores de prémios. Lá conheceu Ed Moesby e Choco, junto dos quais viria a tornar-se numa caçadora profissional de prémios ou recompensas com hábil “manejo” de armas. Ainda que os membros do trio implacável tivessem cada um a sua extravagância de carácter, para Domino formavam uma família: Ed era um mestre, um pai; Choco um grande amigo pelo qual sentia uma grande atracção que tentava conter, pois prometera a si mesma nunca deixar ninguém se aproximar do seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003 Domino recebe um prémio de melhor caçadora. Atraente e enigmática, despertou a atenção de um produtor (Christopher Walken), que juntamente com a sua secretária (Mena Suvari) passou a segui-la e a filmar o que acontecia para um reality show. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto Domino e os companheiros fazem um serviço (que se revelará arriscado) para Claremont Williams, sem imaginarem que para além da caravana do canal de televisão, o FBI e a própria máfia lhes seguiam os passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto negativo que encontramos neste filme é uma imagem muito escura, fruto de um pobre trabalho de direcção de fotografia. O segundo ponto negativo é a história atabalhoada, um tanto confusa pelos avanços e recuos da narrativa. O terceiro ponto negativo diz respeito a duas personagens: uma despropositada e outra ridícula. Alf, o motorista da caravana de Domino nasceu e foi criado no Paquistão, aprendendo a fazer bombas enquanto crescia. A dada altura do filme aparece uma figura ridícula que ajuda Domino e companhia num acidente, a referida figura pode ser definida como uma espécie de profeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando a imagem de menina boa, Keira Knightley não se safa muito mal, faz um papel diferente dos que nos tem habituado, mas ainda tem muito que aprender, por exemplo: nunca mais se meter num filme enfadonho como este.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5732509051357235926?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5732509051357235926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5732509051357235926' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5732509051357235926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5732509051357235926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/domino.html' title='Domino'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5059933126456405063</id><published>2007-11-09T17:22:00.000Z</published><updated>2007-11-09T10:57:49.021Z</updated><title type='text'>Invisível</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.iwatchstuff.com/2006/08/31/invisible-one-sheet.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Invisible" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;David S. Goyer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mick Davis &amp; Christine Roum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Justin Chatwin - Nick Powell&lt;br /&gt;Margarita Levieva - Annie Newton&lt;br /&gt;Marcia Gay Harden - Diane Powell&lt;br /&gt;Chris Marquette - Pete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num objecto híbrido e de equilíbrio difícil, que começa como um pequeno &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; estudantil e se estende por campos de culpa &amp;amp; castigo que transcendem a imediatismo do género de consumo rápido, David S. Goyer consegue o impensável: demonstra que até um mau realizador merece uma oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que Goyer não tem aqui a originalidade de criar e estender a massa com que vai fazer a piza, mas pelo menos cuida dos ingredientes e do tempero com dedicação e cuidado, não se descuidando sequer na temperatura e tempo de forno. A massa, essa, provém de um filme sueco de 2002, &lt;em&gt;Den Osynlige&lt;/em&gt;, e do livro que lhe deu origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David S. Goyer é um estranho caso de muito trabalho e pouco mérito. Já escreveu argumentos para filmes de artes marciais e de terror, é apreciado como revisor de guiões alheios ou criação de primeiros esboços para outros argumentistas, foi produtor executivo tanto de cinema como de televisão, e elaborou inúmeros argumentos para cinema sobre personagens da Marvel, apenas alguns dos quais tendo sido produzidos até à data (Nick Fury, a trilogia Blade e &lt;em&gt;Ghost Rider&lt;/em&gt;, fez polimento ao script de &lt;em&gt;Batman Begins&lt;/em&gt; e é responsável pelo esboço de &lt;em&gt;Batman The Dark Knight&lt;/em&gt;, que será trabalhado pelos manos Nolan e estreará em 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como realizador, Goyer soma três fracassos de bilheteira. &lt;em&gt;Zig Zag&lt;/em&gt; (2002), &lt;em&gt;Blade III&lt;/em&gt; (2004) não cobriu os custos (a série televisiva sobre o mesmo personagem (2006) foi igualmente um fracasso e descontinuada ao fim da primeira temporada e Threshold (2005), outra série produzida por si, nem isso) e &lt;em&gt;Invisível&lt;/em&gt; (2007) teve uma fraca recepção nas bilheteiras, que disputou com &lt;em&gt;Paranóia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Invisível&lt;/em&gt; é uma história de fantasmas. Devido a um mal entendido, um jovem é morto de pancada e reaparece como espírito, mas ninguém o consegue ver ou ouvir. A sua intenção inicial é que os culpados sejam condenados, mas uma súbita descoberta torna ainda mais importante que o seu corpo seja encontrado... antes que morra de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio deste clima de mistério e &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt;, há ainda tempo para desenvolver os personagens e dar-lhes algum calor. Apesar de ser um &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; e fortemente baseado no original, David S. Goyer trouxe uma estranha empatia no meio da frieza das cores e dos cenários carregados de frio e chuva. O final foi bastante retocado, amenizado e americanizado para o público a que se dirige (alguns discursos são demasiado lamechas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcia Gay Harden é o único nome conceituado da produção (Oscar de Actriz Secundária em &lt;em&gt;Pollock&lt;/em&gt;, 2001) e não é desta que Justin Chatwin (&lt;em&gt;Os Amigos de Dean&lt;/em&gt;) consegue evidenciar-se. Mas fica a perceber-se claramente porque foi escolhido para filho de Tom Cruise em &lt;em&gt;A Guerra dos Mundos&lt;/em&gt;: tem a mesma estrutura óssea de Cruise, é baixo, tem uma cabeça grande, ombros estreitos e membros curtos. Por outro lado, o rosto de Margarita Levieva é um facho de luz neste filme soturno e triste, sobre pessoas desiludidas e revoltadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5059933126456405063?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5059933126456405063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5059933126456405063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5059933126456405063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5059933126456405063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/invisvel.html' title='Invisível'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-8311658518316568338</id><published>2007-11-08T12:12:00.000Z</published><updated>2007-11-08T12:22:16.626Z</updated><title type='text'>O Professor</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.gorila.sk/i/imgs_orig/411/8411.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Mr. Holland's Opus" (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Stephen Herek&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Patrick Sheane Duncan &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Richard Dreyfuss - Glenn Holland&lt;br /&gt;Glenne Headly - Iris Holland&lt;br /&gt;Jay Thomas - Bill Meister&lt;br /&gt;Olympia Dukakis - Directora Helen Jacobs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mais fácil de argumentar a respeito deste película ignorada é que está dirigida à semelhança de muitos telefilmes. Sem brilhantismos cinematográficos nem ousadias técnicas. Mas eu prefiro salientá-la como uma obra de notável conteúdo humano. Um filme assente no desempenho sólido e quase inabalável dos actores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que o argumento pode ceder a certos sentimentalismos que visam a comoção fácil das audiências. De modo comum, para obter sucesso, um filme precisa de sensibilizar o coração do espectador. E nem sempre os cineastas buscam a forma mais requintada de provocar emoções. No entanto, este filme é um bem construído hino ao valor da Amizade e ao poder da Música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem professor Mr Holland vive das aulas de Música enquanto, no escasso tempo livre de que dispõe, se dedica à criação da sua sinfonia. Ele entrega literalmente a sua vida à família e à carreira escolar. E aparentemente nada mais lhe é deixado. Consome uma vida inteira a socorrer os alunos nas suas inquietações. A transmitir-lhes ânimo, coragem e autoconfiança. A alertá-los para as virtudes e riquezas da existência humana. No entanto, tem dificuldade em entender e ajudar o seu próprio filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele homem vive da Música e para a Música. Mas tem um filho surdo. Esse pormenor estabelece uma rígida barreira entre um e outro. A vida de Mr. Holland funciona inteiramente na esfera da Música; e o seu filho (tal como Beethoven, cuja música ele escuta e mostra aos alunos) vive sem contacto com o mundo dos sons. Essa percepção da vida é de algum modo estranha ou alienígena para Holland. Ele não sabe como lidar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr. Holland consagrou a vida ao ensino da Música mas, a poucos anos da reforma, as suas aulas são consideradas dispensáveis. Numa sociedade onde o orçamento financeiro não permite liquidar todas as dívidas, suprime-se o que é dispensável. Aquele homem questiona-se então: é a Música dispensável? Foi todo o trabalho da sua vida uma tarefa dispensável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr. Holland só queria ser compositor. Tinha talento e teria tido sucesso se tivesse investido nos seus interesses, naquilo que lhe poderia oferecer mais prestígio. Por isso, é irónico que ele acabe sem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador Stephen Herek que habitualmente parece limitar-se a cumprir as tarefas que lhe são confiadas, sem brilhantismos nem marcas pessoais, consegue aqui um belo trabalho. Um filme que se eleva acima da mediania. O mérito vai em enorme medida para esse grande actor que é Richard Dreyfuss. Mas o argumento é sólido e inspirado. Foi certamente escrito por alguém que ama a Música e compreende o poder que ela tem. E a própria banda sonora do veterano Michael Kamen é eficaz e tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quê opinar que o filme cai em sentimentalismos baratos se há aqui uma encenação artística pontualmente vibrante e explosiva? Como cantava John Lennon, numa música adaptada para este filme, «Life is what happens to you, while you are busy making other plans» – Ou como eu costumo traduzir, a Vida é aquilo que nos acontece enquanto planeamos o que verdadeiramente é importante. Às vezes, os nossos valores não são expressos senão em projectos e em quimeras. Fazemos o que a Vida nos impõe obrigatoriamente. Se tivermos a sorte de sentir que tocámos o espírito dos outros e que alguém beneficiou com a nossa existência, já teremos conquistado uma riqueza assinalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como acontece com Mr. Holland. A sua aluna diz-lhe perante uma audiência de amigos quase todos seus pupilos: “Nós somos a sua sinfonia. Cada um de nós é uma das notas que compõem a sua sinfonia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos em “Mr. Holland’s Opus” um bom argumento, competentes representações, boa música e uma realização segura. Este foi um filme que me marcou na época da sua estreia e que me parece demasiado ignorado e subvalorizado. Richard Dreyfuss obteve uma nomeação para o Óscar pela sua interpretação do Mr. Holland.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que todos nós, amantes da Música e leais aos valores da Amizade e do Amor, temos um pouco do Mr. Holland. E sintamos isso através da representação vibrante e emotiva de Dreyfuss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que Stephen Herek me fosse oferecer mais filmes como este. E julguei que iria ouvir falar muito da jovem actriz Jean Louisa Kelly – que vemos aqui num belo e apelativo papel. Mas enganei-me. Às vezes, os artistas com mais potencialidades perdem as oportunidades certas para atingirem o sucesso pleno. Como Mr. Holland. Esse pobre professor. Mas que afinal, caramba, era mesmo rico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® José Varregoso &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-8311658518316568338?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/8311658518316568338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=8311658518316568338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8311658518316568338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/8311658518316568338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/o-professor.html' title='O Professor'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4341307687703440754</id><published>2007-11-07T22:36:00.000Z</published><updated>2007-11-07T22:47:53.981Z</updated><title type='text'>Wolf Creek</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://images.killermovies.com/w/wolfcreek/gallery/poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Wolf Creek" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Greg Mclean&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Greg Mclean&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Jarratt - Mick Taylor&lt;br /&gt;Cassandra Magrath - Liz Hunter&lt;br /&gt;Kestie Morassi - Kristy Earl&lt;br /&gt;Nathan Phillips - Ben Mitchell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos filmes mais elogiados do Festival de Sundance de 2005, “Wolf Creek”, a estreia na realização do australiano Greg McLean, é uma interessante proposta que consegue injectar alguma energia ao ultimamente pouco profícuo cinema de terror, não tanto através de novas fórmulas mas reutilizando com eficácia modelos que já se revelaram eficazes noutras obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida é algo indistinto, pois o filme segue a viagem de três jovens amigos – um australiano e duas inglesas – que visitam um mítico Parque Nacional na Austrália, Wolf Creek, local onde se situa uma gigantesca cratera gerada pela queda de um meteoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela que seria aparentemente uma pacata jornada adquire, aos poucos, outros contornos, à medida que os problemas do trio se intensificam. Uma avaria no automóvel ao anoitecer inquieta o grupo, mas quando um excêntrico habitante da zona, Mick, se dispõe a ajudar, essa questão parece estar quase resolvida. Contudo, é a partir desse momento que os três jovens experienciam uma noite aterradora que os marcará inexoravelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorrendo a poucos meios, “Wolf Creek” possui, felizmente, imaginação suficiente para compensar as limitações do seu low-budget, distanciando-se de muitos dos subprodutos que apresentam experiências do terror protagonizadas por adolescentes. Ao contrário da maioria destes, a película de McClean contém personagens verosímeis e palpáveis, que aparentam ser pessoas reais e não estereótipos e cujas relações entre si não se alicerçam em piadas estupidificantes nem numa sobrecarga de libido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espontaneidade e convicção dos três jovens actores – Ben Mitchell, Liz Hunter e Kristie Earl -, praticamente desconhecidos, é determinante, embora a estranha presença de John Jarratt na pele do macabro e sinistro vilão seja o desempenho mais memorável, compondo uma figura assustadora e imprevisível, com um sentido de humor cruel e sanguinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de “Wolf Creek” demorar algum tempo a entrar em domínios de gore e terror, desde cedo vai construindo uma intrigante atmosfera onde o perigo se vai insinuando, escondendo-se entre cenários com tanto de inóspito como de impressionante, que a câmara (digital e ao ombro) de McLean regista e modela de forma bastante segura, recorrendo a uma fotografia seca e repleta de contastes cromáticos e a uma montagem capaz de reflectir o medo e a sensação de isolamento sofridos pelos três amigos na sua descida aos infernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom contemplativo de cerca da primeira metade do filme dá lugar a ambientes caracterizados por um desespero visceral, onde o espectador se arrisca a perder o fôlego, à semelhança dos protagonistas, dada a crueza de algumas sequências, que McLean filma de forma dura e despojada, com uma vertente escorreita que se coaduna com o seu espírito de série-B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sufocante e aterrador, “Wolf Creek” é uma muito estimável experiência cinematográfica que, mesmo não explorando novos territórios – “O Projecto Blair Witch” ou “Massacre do Texas”, por exemplo, já fizeram isto antes -, é uma sólida mistura de road e slasher movie e uma proposta apropriada para quem gostar de ter suores frios e sentir os nervos à flor da pele numa sala de cinema. Bela primeira-obra, e um filme de culto instantâneo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4341307687703440754?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4341307687703440754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4341307687703440754' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4341307687703440754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4341307687703440754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/wolf-creek.html' title='Wolf Creek'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-7210950221722535887</id><published>2007-11-04T18:40:00.000Z</published><updated>2007-11-04T19:05:45.210Z</updated><title type='text'>Elizabeth: A Idade de Ouro</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/e/images/elizabeth-the-golden-age-poster-0.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Elizabeth: The Golden Age" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Shekhar Kapur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;William Nicholson &amp; Michael Hirst&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cate Blanchett - Elizabeth I&lt;br /&gt;Geoffrey Rush - Sir Francis Walsingham&lt;br /&gt;Clive Owen - Sir Walter Raleigh&lt;br /&gt;Samantha Morton - Mary Stuart&lt;br /&gt;Abbie Cornish - Elizabeth "Bess" Throckmorton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quase uma década após “Elizabeth” (1998) Shekhar Kapur dá continuidade à história de Isabel I de Inglaterra (1533-1603), conhecida como a Rainha Virgem, pois nunca se casou. No novo filme o realizador traz de novo a magnífica Cate Blanchett como rainha e Geoffrey Rush como o seu fiel conselheiro. A história de “Elizabeth: A Idade de Ouro” situa-se 15 anos após dos acontecimentos do primeiro filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inglaterra, século XVI. Época de fanatismo religioso. Enquanto o império britânico carece de mais riqueza, o Filipe II de Espanha (Jordi Mollà), que tem o mais rico império do mundo, quer fazer uma espécie de guerra santa para espalhar o catolicismo em toda a Europa. No entanto, Elizabeth faz-lhe frente, pois quer que a religião do seu reino seja o protestantismo, embora boa parte dos súbditos queiram permanecer fiéis ao catolicismo. Isto faz com que a rainha seja amada por uns e odiada por outros que secretamente elaboram planos para a assassinar. Até a sua prima Maria Stuart, que se auto-proclama a verdadeira rainha de Inglaterra, entra nessa conspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na corte a dama de companhia favorita de Elizabeth é Bess. É através desta que a rainha consegue chamar à sua presença Sir Walter Raleigh, um aventureiro homem do mar que relata à rainha as maravilhas do “Novo Mundo” (América). A rainha apaixona-se por ele e quer cada vez mais estar perto dele, por isso manda Bess chamá-lo. É como se através da sua aia, Elizabeth pudesse tocar e dançar com Raleigh. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor proibido enfraquece a rainha numa altura em que a guerra com Espanha faz com que o seu inimigo Filipe II reúna uma poderosa armada que está cada vez mais perto do solo inglês. Tendo consciência disso, Elizabeth faz uso da sua grande capacidade política e estratégica e prepara-se para o que vier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra-nos a inquietude afectiva do interior de uma das mais destacadas rainhas inglesas, retratando-a como uma mulher sensível e frágil, prisioneira num mundo de aparências que a faz agir com firmeza, sem poder fraquejar, conferindo-lhe uma imagem quase implacável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Elizabeth” foi um dos primeiros filmes que assisti no cinema e fiquei surpreendida com a realização desta sequela que tem muito a ganhar com a interpretação de Cate Blanchett, com a ajuda de uma boa equipa de caracterização (maquilhagem), de guarda-roupa, de design dos cenários do palácio destacando sempre a cor dourada. O argumento torna as quase duas horas de duração mais fáceis de aguentar, e capazes de entreter pois o filme não é um retrato histórico minucioso. Fica a pergunta no ar: teremos futuramente um filme para fechar uma possível trilogia de “Elizabeth”?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-7210950221722535887?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/7210950221722535887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=7210950221722535887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7210950221722535887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/7210950221722535887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/11/elizabeth-idade-de-ouro.html' title='Elizabeth: A Idade de Ouro'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5417665735487719116</id><published>2007-11-02T17:44:00.000Z</published><updated>2007-11-04T18:40:02.040Z</updated><title type='text'>Hostel 2</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://img530.imageshack.us/img530/7769/44555391ay6.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Hostel: Part II" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eli Roth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eli Roth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lauren German - Beth&lt;br /&gt;Roger Bart - Stuart&lt;br /&gt;Heather Matarazzo - Lorna&lt;br /&gt;Bijou Phillips - Whitney&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas02.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eli Roth caiu nas boas graças dos estúdios Lionsgate, já que o seu primeiro filme (&lt;em&gt;Cabin Fever&lt;/em&gt;) lhes permitiu arrecadarem o suficiente para comprarem a Artisan Entertainment e subirem exponencialmente o seu valor de mercado, após terem adquirido o filme no Festival de Cinema de Toronto 2002 em leilão, contra outras oito distribuidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hostel&lt;/em&gt; foi o filme seguinte de Roth, sendo financeiramente bem sucedido em celulóide e DVD. Apanhando o público e a crítica desprevenidos, aproveitou-se do mesmo efeito que&lt;em&gt; Saw&lt;/em&gt; e foi celebrado por não se estar à espera dele. Estava criado o género porno torture. O facto de Roth realizar e escrever a sequela transmitia a ideia de que pretendia continuar a dominar o produto e que não era sua intenção franchisá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hostel&lt;/em&gt; tinha uma história simples. Três turistas de mochila às costas vão para a Eslováquia à procura das mais belas mulheres do mundo, que estariam empilhadas num pequeno hostel, prontas a usar, mas afinal tinham sido atraídos a um clube secreto onde quem paga, tortura (e não lhes cabia a eles torturar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão narcisista como o seu padrinho Quentin Tarantino, produtor executivo de ambos Hostels (e que lhe deu um papel em &lt;em&gt;À Prova de Morte&lt;/em&gt;) Eli Roth tem, infelizmente, mais garganta do que ideias. Haverá alguma reviravolta que justifique a sequela? Os três turistas masculinos são substituídos por turistas femininas, da mesma idade deles; em vez de duas manequins que os atraem ao matadouro (é o mesmo sítio) há apenas uma; a gang do jardim-escola ainda por lá anda a roubar; e conhecemos dois aspirantes a assassinos (ambos saídos da série &lt;em&gt;Donas de Casa Desesperadas&lt;/em&gt;) e o método de licitação online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento dado às personagens é infeliz. As três protagonistas não criam qualquer empatia com o público (são cabras ou semi-cabras), pelo que o seu destino nos é indiferente; se forem mortas, paciência, se se safarem, bocejo. Se estão à espera que alguma se dispa, lamento desiludi-los... apenas a mais feia de todas o faz. A relação e o volte-face dos dois torturadores é curiosa, mas não mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o clube tem tentáculos mafiosos espalhados pelo mundo, mas permanecem um mistério. Mais importante do que isso, infelizmente as formas de tortura não são esteticamente interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bilheteiras de &lt;em&gt;Hostel 2&lt;/em&gt; secaram rapidamente. O filme&lt;em&gt; Captivity&lt;/em&gt; foi um fiasco. Anuncia-se o fim, ou pelo menos a estagnação, do &lt;em&gt;torture&lt;/em&gt; &lt;em&gt;porn.&lt;/em&gt; Esperemos que seja tempo de reflexão para Eli Roth, que ainda não fez nada para merecer o estatuto que se auto-atribui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5417665735487719116?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5417665735487719116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5417665735487719116' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5417665735487719116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5417665735487719116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/hostel-2.html' title='Hostel 2'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3882258466402021282</id><published>2007-10-31T12:45:00.000Z</published><updated>2007-11-01T12:53:52.560Z</updated><title type='text'>A Criança</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/b/b3/L'Enfant_film.jpg/200px-L'Enfant_film.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"L'Enfant" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jean-Pierre Dardenne &amp; Luc Dardenne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jean-Pierre Dardenne &amp; Luc Dardenne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jérémie Renier - Bruno&lt;br /&gt;Déborah François - Sonia&lt;br /&gt;Jérémie Segárd - Steve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de "A Promessa", "Rosetta" e "O Filho", Luc e Jean-Pierre Dardenne regressam com "A Criança" (L'Enfant), mais um drama urbano de recorte realista sobre personagens marginais à deriva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, os irmãos belgas centram-se no quotidiano de um jovem casal, particularmente no de Bruno, um pequeno delinquente que sobrevive à custa de roubos e engodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o dia-a-dia do casal seja problemático, atravessado por dificuldades financeiras e falta de objectivos, a afinidade que o une parece ser suficiente para superar essas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a relação é colocada em causa quando Bruno vende o seu filho, um recém-nascido, facto que deixa a sua companheira em estado de choque e o obriga a tentar reparar a situação.&lt;br /&gt;Seco e duro, como já é habitual na obra dos Dardenne, "A Criança" propõe um olhar sobre o crescimento, a imaturidade e a paternidade, através de uma personagem para quem a moral está, pelo menos no início do filme, longe de ser uma preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que os realizadores são exímios na criação de uma atmosfera crua e verosímil, com a câmara colada aos actores e brilhantes interpretações por parte da dupla protagonista, falham ao apostar num argumento demasiado frio e de escassas surpresas, que vai deixando o espectador distante e indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas boas cenas, como aquelas em que o casal brinca de forma inocente, no início, ou as das peripécias de Bruno e do seu pequeno colega na moto já na recta final, porém durante grande parte da sua duração "A Criança" não oferece mais do que sequências competentes mas de reduzido impacto emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desempenhos espontâneos e expressivos de Jérémie Renier e Déborah François mereciam uma narrativa menos insípida e monótona, mas pelo menos fazem com que o projecto, embora não aproveite as possibilidades das temáticas que foca, ainda seja um filme que se segue com algum interesse.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3882258466402021282?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3882258466402021282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3882258466402021282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3882258466402021282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3882258466402021282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/criana.html' title='A Criança'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-9144773262459792996</id><published>2007-10-28T16:18:00.000Z</published><updated>2008-01-27T23:25:02.564Z</updated><title type='text'>Resident Evil 3 - Extinção</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.adorocinema.com/filmes/resident-evil-3/resident-evil-3-poster03.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Resident Evil: Extinction" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Russell Mulcahy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul W.S. Anderson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Milla Jovovich – Alice&lt;br /&gt;Oded Fehr – Carlos Olivera&lt;br /&gt;Ali Larter – Claire Redfield&lt;br /&gt;Ian Glen – Dr. Isaacs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chegou às salas de cinema o filme de encerra a trilogia, baseada num dos mais conhecidos videojogos: “Resident Evil”, cujo primeiro filme tem o mesmo nome do jogo. O terceiro filme retoma o seguimento da história do segundo: “Resident Evil: Apocalypse”. Alguns anos após Racoon City ter sido dizimada pelo vírus T, Alice (Milla Jovovich) regressa disposta a destruir a Umbrella Corporation e o sinistro Dr. Isaacs (Ian Glen).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geneticamente manipulada, Alice é dotada de poderes sobre-humanos que lhe dão sentidos super apurados e uma agilidade fora do comum. É com as suas capacidades que ela tem de contar para enfrentar os milhões de humanos transformados em zombies sedentos de carne humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que a Umbrella Corporation previa, o vírus T não só acabou com Racoon City, como com toda a região, país e o mundo. O solo dos continentes é infértil, a água escasseia e a raça humana está em vias de extinção. A terra vista do espaço deixou definitivamente de ser o planeta azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que ciente de que as pessoas que se aproximam dela correm risco de vida, devido à perseguição cerrada do Dr. Isaac, Alice junta-se a um grupo de sobreviventes liderado por Claire Redfield (Ali Larter) no deserto de Nevada, e acaba por reencontrar o amigo Carlos Olivera (Oded Fehr). Alice ajuda a proteger os sobreviventes dos zombies, mas descobre um inimigo muito mais forte que será difícil de destruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme em si é realmente só para quem gosta mesmo de filmes de acção e conheça a história de Alice. A primeira parte do filme parece algo dormente, só na segunda parte é que leva uma boa injecção de várias sequências de acção. Ao ver o filme parece que estamos a jogar o videojogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milla Jovovich continua igual a si mesma, sem contar com a sua interpretação de Joana D’Arc no ambicioso filme de Luc Besson que não satisfez muito, não consegue entrar num filme coerente que lhe dê mais algum prestígio. Falta de talento interpretativo ou falta de sorte? Valem-lhe os anúncios de produtos cosméticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, este "Resident Evil" é um pouco superior em termos de interesse comparando o segundo filme, mas quanto ao primeiro, não sei. O facto é que representa a enorme influência que os filmes de cinema têm ido buscar aos videojogos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-9144773262459792996?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/9144773262459792996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=9144773262459792996' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/9144773262459792996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/9144773262459792996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/resident-evil-3-extino.html' title='Resident Evil 3 - Extinção'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2648738774484326349</id><published>2007-10-26T12:52:00.000+01:00</published><updated>2007-10-26T13:02:47.413+01:00</updated><title type='text'>Um Coração Poderoso</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.screenhead.com/wp-content/uploads/2007/06/mighty-heart-poster.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"A Mighty Heart" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Michael Winterbottom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John Orloff, baseado no livro homónimo de Mariane Pearl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dan Futterman - Daniel Pearl&lt;br /&gt;Angelina Jolie - Mariane Pearl&lt;br /&gt;Archie Panjabi - Asra Q. Nomani&lt;br /&gt;Mohammed Afzal - Shabir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de Sarajevo e Guantánamo, Michael Winterbottom volta a tratar a questão do terrorismo, desta vez do outro lado da barricada. Baseado na história verídica de Marianne Pearl (publicada em romance pela própria), sobre o rapto do seu marido (o jornalista do Wall Street Journal Daniel Pearl) no Paquistão, no inverno de 2002, por seguidores de Khalid Sheikh Mohammed, que viriam a decapitá-lo em vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme cobre os dias de incerteza e esperança por que Marianne Pearl passou, grávida de vários meses, enquanto as investigações prosseguiam, a sua angústia e força de vontade até à notícia final, noticiada por todo o mundo. É fantástica a cena em que, em entrevista para a televisão, lhe perguntam se gostaria de deixar alguma mensagem para o seu marido ausente e ela olha directamente para a câmara e diz apenas “Amo-te”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Winterbottom tinha aqui uma missão semelhante à de Paul Greengrass em Voo 93, o de instilar interesse, emoção e suspense numa história cujo desfecho é do conhecimento público. Rigoroso na sua abordagem e em deixar a história respirar apenas quando lhe convinha, conseguiu bloquear o exterior e dar-nos o factor pessoal através dos olhos de Marianne/Angelina, conjugando factores políticos com investigação policial num ambiente inóspito de medo e do qual os ocidentais conhecem tão pouco. Por uma questão de segurança, todas as cenas em que Angelina Jolie entrou foram filmadas na Índia e não no Paquistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aposta de Winterbottom foi ganha. O drama humana foi exposto com sensibilidade e o resto é uma trama de alta tensão e nervosismo calculado. Mesmo sabendo que Daniel Pearl não vai ser encontrado com vida, esperamos ainda assim que o celulóide reveja esse mesmo lapso. o fanatismo racial e religioso é que sai a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2648738774484326349?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2648738774484326349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2648738774484326349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2648738774484326349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2648738774484326349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/um-corao-poderoso.html' title='Um Coração Poderoso'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6036328343673294180</id><published>2007-10-24T16:59:00.000+01:00</published><updated>2007-10-24T17:08:44.848+01:00</updated><title type='text'>Em Paris</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/i/images/inside-paris-dans-paris-poster-0.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Dans Paris" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Christophe Honoré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Christophe Honoré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Romain Duris - Paul&lt;br /&gt;Louis Garrel - Jonathan&lt;br /&gt;Joana Preiss - Anna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros momentos de “Em Paris” podem levar o espectador a pensar que o filme é mais um dos que peca por ser demasiado “espertalhão” e auto-consciente, tanto pela forma como uma das personagens fala directamente para a câmara, caracterizando-se simultaneamente como narrador, como pelo enfoque algo obsessivo, e que ameaça cair na redundância, sobre a relação conjugal de dois jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se tiver em conta que a realização está a cargo de Christophe Honoré, cuja película anterior, “Minha Mãe” se aproximava perigosamente da pretensão e do choque gratuito, então poderá temer-se que em “Em Paris” o cineasta tenha alargado o espaço para a auto-indulgência mascarada de transgressão e ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, após os minutos iniciais, o filme vai colocando de parte esta carga mais ostensiva para se dedicar, e ainda bem, ao que acaba por ter de melhor: um conjunto de personagens bem trabalhadas, unidas pelos laços familiares e entretanto afastadas por muitos outros factores que parecem agora irrisórios quando um dos elementos da família atravessa um momento crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em Paris” assenta na relação de dois irmãos, Guillaume, o mais velho, que regressa do interior de França a Paris após o fim de um relacionamento que o deixou à beira da depressão, e Jonathan, o mais novo, que aí vive com o pai e leva uma vida despreocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado desolado do primeiro leva a que o segundo, assim como os pais, tentem encontrar uma solução para o afastar do abismo, mas o melhor em que Jonathan consegue pensar é num desafio ao irmão, que o obrigará a ir ter consigo para passearem juntos pelo Bon Marché de Paris, à semelhança do que ocorria quando eram crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, e ao contrário do combinado, Jonathan acaba por demorar mais de uma manhã a chegar ao local marcado, e o filme segue os episódios decorridos ao longo desse dia que vão, aos poucos e de forma mais ou menos directa, mudando a atitude e a ligação dos dois protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inesperadamente afastado da aura fria e clínica de “Minha Mãe”, “Em Paris” partilha com este um olhar sobre as relações humanas, em especial as familiares, que desta vez é bem mais caloroso, a espaços mesmo percorrido por uma envolvente candura, ainda que não deixe de evidenciar as contrariedades das emoções ou as dificuldades de comunicação geradas entre os que estão unidos pelo sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrato resulta num filme genuíno e comovente, que não obstante pontuais cenas dispensáveis (fica por esclarecer a função do narrador) impõe-se como um drama adulto marcado por pontuais escapes cómicos, onde é claro o amor de Honoré pelas suas personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são, de resto, interpretadas por um elenco inatacável, sendo os protagonistas dois dos melhores jovens actores franceses, Romain Duris e Louis Garrel. Duris não destrona o seu magnífico desempenho em “ De Tanto Bater o Meu Coração Parou”, mas também não desilude na pele do angustiado Guillaume, e Garrel surpreende como Jonathan, uma personagem mais espirituosa do que as que o actor encarnou em títulos como “Os Sonhadores” ou “Os Amantes Regulares”  e que ameaçavam limitá-lo a composições mais soturnas. Guy Marchand é também brilhante no papel do pai, que encoraja Jonathan a ajudar o irmão e tenta tornar a sua família mais coesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peculiar é ainda a utilização da banda-sonora, cujo espectro vai dos Metric a Kim Wilde, incluindo a partitura instrumental de Alex Beaupain. Particularmente significativas são as cenas da conversa telefónica entre Guillaume e a sua ex-namorada, em que ambos cantam “Avan la Haine”, ou aquela, também protagonizada pela personagem de Duris, em que uma canção de Kim Wilde é ouvida no quarto e oferece um momento de arrepiante intimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimismo é, aliás, um elemento que Honoré parece ter interesse em desenvolver, e se “Minha Mãe” já sugeria que o realizador era capaz de originar abordagens estimulantes, “Em Paris”confirma-o, estando uns furos acima do seu antecessor. Motivo mais do que suficiente, portanto, para colocar o cineasta entre os novos nomes do cinema francês a seguir com atenção e esta numa obra a não perder entre as estreias da recta final de 2006. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6036328343673294180?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6036328343673294180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6036328343673294180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6036328343673294180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6036328343673294180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/em-paris.html' title='Em Paris'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3027303237492614375</id><published>2007-10-21T11:39:00.000+01:00</published><updated>2007-11-04T18:55:14.935Z</updated><title type='text'>A Estranha em Mim</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://media.movieweb.com/galleries/3999/posters/poster1_huge.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Brave One" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Neil Jordan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Roderick Taylor &amp; Bruce A. Taylor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jodie Foster - Erica Bain&lt;br /&gt;Terrence Howard - Detective Mercer&lt;br /&gt;Naveen Andrews - David Kirmani&lt;br /&gt;Mary Steenburgen - Carol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Erica Bain (Jodie Foster) percorre ruas sem fim para conseguir escutar os sons da cidade de Nova Iorque e transformá-los em palavras que exprimem sensações e sentimentos e sensações do dia-a-dia das pessoas. É esta sua capacidade inata de criar histórias através dos sons que faz do seu programa de rádio “Street Walk” um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestes a casar com David Kirmani (Naveen Andrews, conhecido pela série “Perdidos”), Erica atravessa a fase mais feliz da sua vida, sentindo-se realizada a nível pessoal e profissional. Só que um passeio nocturno destrói tudo isso. Sem motivo aparente, um grupo de criminosos espanca violentamente Erica e acaba por matar David. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma dolorosa recuperação, Erica descobre uma estranha em si. Teme andar nas ruas por onde sempre passava, sendo consumida pelo medo. E como o medo e o desejo de vingança são os piores aliados, Erica compra uma arma, supostamente para se sentir segura, mas a estranha em si acaba por tomar conta dela e dá-lhe a coragem de se livrar de quem a possa atacar e a frieza de disparar contra esse alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á noite Erica Bain transforma-se numa “vigilante” que faz justiça pelas suas próprias mãos, sem deixar pistas para a polícia. O detective Mercer (Terrence Howard), encarregado da investigação dos homicídios da “vigilante”, ironicamente acaba por tornar-se amigo da autora do seu programa de rádio preferido, sem suspeitar do que ela fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme encontramos uma Jodie Foster com o seu eterno rosto de menina marcado pela passagem do tempo, mas que a nível de interpretação tem sempre muito a dar, o que a faz ser uma das melhores actrizes americanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É graças a Jodie Foster que este filme de Neil Jordan ganha boa parte do seu interesse. A relação com o detective Mercer, personagem que podia ter sido mais explorada, é uma estranha amizade, deixando no ar a possibilidade de uma maior aproximação. A meio o filme perde um pouco de fôlego e desaba com um final disparatado. “A Estranha em Mim” podia ter ido mais longe, mas como não foi, ficamos com uma espécie de partitura inacabada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3027303237492614375?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3027303237492614375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3027303237492614375' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3027303237492614375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3027303237492614375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/estranha-em-mim.html' title='A Estranha em Mim'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3501798373849680943</id><published>2007-10-19T11:57:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T12:09:48.715+01:00</updated><title type='text'>A Juventude de Jane</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://img.stopklatka.pl/wydarzenia/35000/35500/35503-03.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Becoming Jane" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Julian Jarrold&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kevin Hood &amp; Sara Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Anne Hathaway - Jane Austen&lt;br /&gt;James McAvoy - Tom Lefroy&lt;br /&gt;Julie Walters - Sra. Austen&lt;br /&gt;James Cromwell - Reverendo Austen&lt;br /&gt;Maggie Smith - Lady Gresham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, então antes de ser uma escritora publicada, a própria Jane Austen viveu um drama amoroso em tudo semelhante à história do seu romance &lt;em&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/em&gt;, ao ponto de este livro parecer autobiográfico? Muito bem, ficámos a saber isso. Mais alguma coisa? Não, apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Juventude de Jane&lt;/em&gt; é um drama de época, versando sobre a chegada à idade adulta de Jane Austen, escritora celebrada e inúmeras vezes adaptada ao cinema e à televisão (o já referido &lt;em&gt;Orgulho e Preconceito, Senso e Sensibilidade, Mansfield Park e Emma&lt;/em&gt;), mas é também um guião muito ficcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao homem que funciona como epicentro da narrativa amorosa, Tom, Lefroy, existem apenas duas cartas à irmã que o mencionam, e o resto é liberdade artística, e aparentemente muito má, já que praticamente se limitaram a copiar &lt;em&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/em&gt; e substituir os nomes dos protagonistas. De resto, apenas ficamos a saber o básico, que era filha de um reverendo anglicano na miséria e que tinha um irmão e uma irmã (na realidade, teve cinco irmãos, mas talvez não houvesse dinheiro para mais actores), que a mãe sonhava em casá-la com um homem rico e que teve uma paixão intensa mas que terminou tristemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também este ano a BBC (que faz parte da co-produção de &lt;em&gt;A Juventude de Jane&lt;/em&gt;) decidiu fazer um telefilme, Miss Austen Regrets, apresentando uma Jane Austen nos seus últimos dias (faleceu aos 41 anos sem nunca ter casado), a recordar o seu passado, livros e amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a &lt;em&gt;A Juventude de Jane&lt;/em&gt;, não traz nada de novo. Desprovido de uma força narrativa relevante, discreto na cinematografia e um argumento que se limita a vampirizar o nome da autora e os seus trabalhos, é pouco envolvente e nem os seus actores arrancam o filme do marasmo. Anne Hathaway está igual a todos os seus papeis (o envelhecimento final através de maquilhagem é vergonhoso) e James McAvoy fez caretas quando deveria estar a sofrer e mais caretas quando deveria estar feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Cromwell, Julie Walters e Maggie Smith justificam o seu salário, mas com comedimento. Os únicos dramas de época que Julian Jarrold realizou foram para a televisão, e essa limitação nota-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3501798373849680943?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3501798373849680943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3501798373849680943' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3501798373849680943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3501798373849680943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/juventude-de-jane.html' title='A Juventude de Jane'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1543096012056980376</id><published>2007-10-17T16:06:00.000+01:00</published><updated>2007-10-17T15:43:07.165+01:00</updated><title type='text'>Analog Days</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://info.sapo.pt/gfx/424364.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Analog Days" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mike Ott&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mike Ott&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Chad Cunningham - Lloyd&lt;br /&gt;Granger Green - Molly&lt;br /&gt;Ryan Johnsen - Fenster&lt;br /&gt;Ivy Khan - Tammy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A proposta não parece, à partida, trazer nada de novo: relatar o quotidiano de um grupo de jovens dos subúrbios entre o fim da adolescência e o início da idade adulta, que enquanto se decidem quanto ao seu futuro vão aceitando empregos em restaurantes de comida rápida ou clubes de vídeo. Esta premissa tanto poderia ser a do livro "Geração X" de Douglas Coupland ou a do filme "Slacker" de Richard Linklater, entre outros exemplos, mas no caso trata-se da de "Analog Days", estreia na realização do norte-americano Mike Ott.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de contar com um ponto de partida especialmente inovador, o filme tem a pequena proeza de contar com uma frescura e genuinidade que nem sempre têm estado presentes em muito cinema indie dos últimos tempos, optando por uma abordagem singular, sensível e complexa de temas recorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Analog Days" foca pequenos episódios, decorridos ao longo de vários meses, das vidas de várias personagens de uma pequena cidade da Califórnia. Não encontrando respostas para as suas inquietações num sistema de ensino demasiado limitado e muito menos em jogos políticos manipuladores, os protagonistas encontram refúgios temporários na música, uns nos outros ou em empregos precários à espera de melhores dias, que de mês a mês parecem nunca chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ott tem a difícil habilidade de definir personagens em poucos minutos, e mesmo que algumas não saiam do estereótipo - o que é compreensível, dado o extenso elenco -, as mais determinantes são figuras tridimensionais com as quais é fácil sentir empatia, ou não fosem as suas dúvidas e problemas tão próximos das de tantos outros. Marcado por uma atmosfera melancólica, mas nunca depressiva ou niilista, "Analog Days" deixa na memória algumas cenas peculiares como uma reveladora conversa à volta da fogueira, provocações numa mesa de café ou uma mais decisiva, sendo repetida e usada como gancho narrativo, em que um amigo cumprimenta outro mas já não o reconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulcral para a acção, a óptima banda-sonora inclui canções de muitos nomes recomendáveis - Interpol, Elliot Smith, Joy Division ou Derek Fudesco dos Pretty Girls Make Graves -, mas é "So Here We Are", dos Bloc Party, a que mais brilha, sendo um elemento-chave para que a recta final do filme contenha um sentido de urgência tão belo e envolvente. "Analog Days" pode ter as suas fragilidades, de resto naturais numa primeira obra - o baixo orçamento é evidente num trabalho de realização por vezes amador -, mas sequências de antologia como esta, dominadas por uma fortíssima densidade emocional, permitem compensá-las largamente e tornar o filme numa estreia irresistível, cheia de alma e muito promissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1543096012056980376?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1543096012056980376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1543096012056980376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1543096012056980376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1543096012056980376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/analog-days.html' title='Analog Days'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1320852865110180075</id><published>2007-10-14T17:36:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T11:39:17.840+01:00</updated><title type='text'>O Reino</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/k/images/kingdom-poster-1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Kingdom" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Peter Berg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Matthew Michael Carnaham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jamie Foxx - Ronald Fleury&lt;br /&gt;Jennifer Garner - Janet Mayes&lt;br /&gt;Chris Cooper - Grant Sykes&lt;br /&gt;Jason Bateman - Adam Leavitt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A guerra do Iraque, a crítica à administração Bush, a luta contra o terrorismo são acontecimentos reais que inspiraram alguns realizadores de renome, de forma que em Hollywood esteja a ser preparada uma fornada de filmes sobre essas temáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Reino&lt;/em&gt; surge na sequência da relação muitas vezes tensa entre os E.U.A. e os seus aliados, neste caso a Arábia Saudita, território perigoso onde operam células de terroristas. Senão vejamos, a Arábia Saudita está em primeiro lugar na produção de petróleo a nível mundial, e os E.U.A. são o país que maior quantidade de petróleo consome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acontecimento que despoleta a acção do filme é um atentado bombista em Riade, Arábia Saudita, numa zona habitada por norte-americanos, que provoca um incidente internacional. Ciosos de apanhar o responsável por esse atentado, que entre outras pessoas, causou a morte a dois agentes do FBI, um grupo de quatro agentes federais elabora um plano e parte para a Arábia Saudita enquanto os seus superiores e o governo se enredam em questões políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apenas cinco dias para investigar no terreno, o grupo de agentes é recebido com pouca vontade pelos militares árabes e desde logo se percebe que não são bem-vindos. Verifica-se um choque cultural em vários aspectos inclusive na maneira como as autoridades locais lidam com ataques bombistas, dando ordens que dificultam a investigação dos agentes na zona da explosão em Riade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Reino&lt;/em&gt; é um filme com componentes políticos, económicos e geo-estratégicos que retrata o terrorismo como a ameaça real que é actualmente. O elenco foi uma boa escolha, os actores conseguem vestir bem os seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim o filme deixa-nos dúvidas inquietantes: O terrorismo é uma guerra sem fim à vista?, Como acabar com o terrorismo se este é uma herança maldita de pais para filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1320852865110180075?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1320852865110180075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1320852865110180075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1320852865110180075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1320852865110180075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/o-reino.html' title='O Reino'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-718514165571100106</id><published>2007-10-10T16:24:00.000+01:00</published><updated>2007-10-10T23:15:50.785+01:00</updated><title type='text'>Betty</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.geocities.com/aleong1631/nursebetty1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Nurse Betty" (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Neil LaBute&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;John C. Richards &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Morgan Freeman - Charlie&lt;br /&gt;Renée Zellweger - Betty Sizemore&lt;br /&gt;Chris Rock - Wesley&lt;br /&gt;Greg Kinnear - Dr. David Ravell/George McCord&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das comédias mais imprevisíveis e desregradas dos últimos anos, "Betty" (Nurse Betty) é a terceira experiência do norte-americano Neil LaBute na realização, depois de "In the Company of Men" e "Your Friends and Neighbours", cortantes retratos do quotidiano suburbano, e antes de "Possessão", mistura entre drama contemporâneo e romance histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme centra-se em Betty, uma empregada de café de uma pequena cidade americana que, devido a um abrupto incidente, vê diluídas as fronteiras entre o mundo real e ficcional, o que a leva a crer já ter tido um relacionamento com uma personagem de uma novela que segue com devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a protagonista deixa a sua terra-natal e parte em busca do seu (suposto) velho amor na tentativa de reatar a relação, mas pelo caminho irá encontrar uma série de figuras e peripécias que tornarão a sua jornada num misto de imprevisibilidade e esquizofrenia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amálgama de comédia romântica, filme indie suburbano e thriller esgrouviado, com direito a traços herdados de Quentin Tarantino e dos irmãos Coen, "Betty" é um filme atípico, entrelaçando humor negro e momentos de uma candura comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das múltiplas referências díspares, LaBute consegue fazer com que a película resulte, nunca deixando o espectador descoordenado com as reviravoltas do intrincado argumento, enveredando por uma realização competente e por uma narrativa que mantém um ritmo capaz de envolver e surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sátira ao mundo do showbiz (especialmente o televisivo) e ao culto das celebridades torna-se ainda mais fascinante tendo em conta que é protagonizada por um elenco coeso.&lt;br /&gt;Aaron Eckhart é estranhamente pitoresco, Greg Kinnear encarna eficazmente o galã oco e presunçoso, a dupla cómica Morgan Freeman/ Chris Rock é um achado e a protagonista Renée Zellweger emana uma cativante aura de inocência e ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irónica e offbeat, "Betty" é uma delirante experiência cinematográfica, um conto de fadas on acid que não merece ser confundido com mais uma rotineira comédia norte-americana, uma vez que desconstrói muitos dos clichés habituais nessas produções formatadas. Uma pequena pérola a não perder de vista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-718514165571100106?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/718514165571100106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=718514165571100106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/718514165571100106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/718514165571100106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/betty.html' title='Betty'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3842651814786640863</id><published>2007-10-06T11:51:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T12:06:24.568+01:00</updated><title type='text'>Planeta Terror</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.elseptimoarte.net/carteles/grindhouse-planet-terror.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Planet Terror" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Robert Rodriguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Robert Rodriguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rose McGowan – Cherry Darling&lt;br /&gt;Freddy Rodriguez – EL Wray&lt;br /&gt;Marley Shelton - Dra. Dakota Block&lt;br /&gt;Josh Brolin - Dr. William Block&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproximadamente dois meses após &lt;em&gt;Á Prova de Morte&lt;/em&gt; de Quentin Tarantino, Robert Rodriguez apresenta-nos &lt;em&gt;Planeta Terror&lt;/em&gt;, a sua visão dos filmes de série Z das salas de cinema grindhouse. A isso Rodriguez acrescentou uma clara homenagem aos filmes de zombies, com a destreza de não tornar o filme ridículo e risível por isso. Aqui os zombies têm uma origem explicada e brutal apetite por seres humanos bem fresquinhos. Acção, violência, sátira e uma pitadazinha de romance completam a receita do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Rodriguez inicia o filme com uma dança em que a sua mulher, Rose McGowan, esbanja sensualidade. Ela é Cherry, a protagonista, uma stripper que vive numa pequena localidade do Texas onde a propagação de uma substância química de uma base militar se alastra e provoca uma doença altamente contagiosa que transforma os habitantes em zombies sedentos de sangue e carne dos poucos que ainda não foram contagiados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É justamente por ser atacada por zombies que Cherry perde uma perna que Wray, o antigo namorado que é um justiceiro habilidoso com armas, substitui por uma poderosa metralhadora que se torna na forma mais eficaz de acabar com os pestilentos zombies.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Liderando um pequeno grupo que inclui uma médica com pavor do marido paranóico, duas gémeas, um dono de uma decadente churrasqueira e o seu irmão xerife, Cherry e Wray lutam para encontrar um lugar seguro para o que resta da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se em &lt;em&gt;Á Prova de Morte&lt;/em&gt; assistimos ao esbanjar da excentricidade de Tarantino, em &lt;em&gt;Planeta Terror&lt;/em&gt; Robriguez privilegia uma história mais consistente, que prende a nossa atenção, sem exagerar em relação à utilização da estética de imagem &lt;em&gt;grindhouse&lt;/em&gt;, que usa com menos frequência do que o amigo Tarantino. Em relação aos filmes que anteriormente fez, talvez seja neste que Rodriguez tenha tido um à vontade maior para dar largas à sua imaginação, ou não se tivesse ele encarregado da realização, fotografia, edição, música e argumento de &lt;em&gt;Planeta Terror&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3842651814786640863?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3842651814786640863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3842651814786640863' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3842651814786640863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3842651814786640863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/10/planeta-terror.html' title='Planeta Terror'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4499472171214406242</id><published>2007-10-03T16:34:00.000+01:00</published><updated>2007-10-03T17:42:33.364+01:00</updated><title type='text'>Close to Home</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.jamesbowman.net/images/publications/photos/1796/closetohome_posterbig.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Karov La Bayit" (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vardit Bilu &amp; Dalia Hager&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vardit Bilu &amp; Dalia Hager&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Neama Shendar - Mirit&lt;br /&gt;Smadar Sayar - Smadar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma obra de duas realizadoras israelitas, "Close To Home" (Karov la Bayit) não está, ao contrário de outros títulos provenientes das mesmas origens, particularmente interessado em analisar o conflito israelo-árabe, ainda que essa questão acabe por ter um inevitável impacto na narrativa. Em vez disso, Vidi Bilu e Dalia Hager preferem centrar-se na relação de duas jovens que cumprem o serviço militar em Jerusalém e nos problemas que surgem quando nem sempre seguem as medidas de uma disciplina rigorosa e exigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De temperamentos e vivências bastante distintos, Mirit e Smadar são encarregues de fazer a patrulha juntas e, embora o trabalho de equipa não comece de forma muito promissora, aos poucos vai conduzindo a que nasça uma forte, ainda que conturbada, ligação entre as duas. Mirit, retraída e cumpridora das normas, contrasta com a postura rebelde e algo austera de Smadar, mas à medida que se vão conhecendo as duas vão também sofrendo ténues mudanças de atitude e influenciando-se mutuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme de ambições modestas mas pontuado por uma inteligência e depuração consideráveis, "Close To Home" é um drama que foca um quotidiano dominado pela constante suspeição de perigo, uma vez que tem como palco o coração de Jerusalém. As vidas das protagonistas são, assim, caracterizadas por um desejo de fuga às obrigações impostas por um sistema em relação ao qual têm dúvidas, mas a que têm de aderir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conjugando intensidade dramática e uma saudável leveza - há diversos momentos de um humor contido e perspicaz - esta primeira obra revela uma dupla de realizadoras a ter em conta e um não menos meritório trabalho interpretativo das duas jovens protagonistas. Não sendo um filme excepcional, assinala uma estreia fresca e escorreita, o que já basta para que seja um dos que merecem ser aplaudidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4499472171214406242?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4499472171214406242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4499472171214406242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4499472171214406242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4499472171214406242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/close-to-home.html' title='Close to Home'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3117339467109368964</id><published>2007-10-01T16:51:00.000+01:00</published><updated>2007-10-01T11:33:42.761+01:00</updated><title type='text'>Bordertown - Cidade Sob Ameaça</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.kataweb.it/cinema/rendercmsfield.jsp?field_name=Image&amp;id=320577" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Bordertown" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gregory Nava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gregory Nava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jennifer Lopez – Lauren Adrian&lt;br /&gt;Antonio Banderas – Alfonso Diaz&lt;br /&gt;Kate del Castillo – Elena Diaz&lt;br /&gt;Sónia Braga – Teresa Casillas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas01.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guinchando como uma cana rachada na defesa dos desfavorecidos, Jennifer Lopez vai-se arrastando de cliché em cliché, tropeçando até num António Banderas de ar abatido, a acompanhar-lhe o passo a uma distância relaxada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme investe no choradinho pelo drama das trabalhadoras fabris mexicanas, que acusa de serem exploradas por corporações americanas e mexicanas e, para chegar a um público maior, embrulha-se num &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; com contornos reais, o da descoberta de pelo menos 4000 mulheres assassinadas no deserto mexicano, junto à fronteira do Texas. O problema é no mínimo chocante, mas a inépcia em conjugar intenções e resultado é tal que Costa-Gravas daria voltas na campa, se já tivesse falecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jennifer Lopez é uma repórter de sucesso americana, decidida a desmascarar a história dos desaparecimentos de mulheres na Cidade de Juarez, nem que para isso tenha de disfarçar-se de operária (e não é que logo na primeira noite em que o faz, apanha um dos criminosos?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modesto e caricato, &lt;em&gt;Bordertown&lt;/em&gt; é de uma penúria extrema. Mais do que activista, surge como oportunista, desbaratando o tema com o maniqueísmo típico de quem não quer aprofundar os temas que apresenta (um elevado número das mulheres assassinadas no México é vítima de violência doméstica, mas fica-se com a ideia de que é tudo obra de apenas dois molestadores) e simplifica o panfletarismo com um policial de pacote. A força policial mexicana é corrupta, desacreditando a situação, e os tentáculos dos industriais endinheirados esticam-se ao ponto de silenciarem um jornal de grande tiragem americano, tal é o poder da NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). Cabe à jornalista repor a ordem, sozinha contra os maus (se fosse homem, traria uma metralhadora a tiracolo e granadas em ambas as mãos, como é mulher vem apenas munida de discursos lacrimejantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jennifer Lopez é uma escolha sem a menor credibilidade. Habituada a comédias sentimentais sofríveis, resume-se a uma voz estridente com ar de possidónia – e o que dizer da distracção de ir loira (de cabeleireiro caro) para trabalhar disfarçada numa fábrica mexicana (onde pagam abaixo do ordenado mínimo), mas pintar o cabelo de escuro na casa de banho (com um colorante comprado no supermercado), para se ir encontrar com um milionário, toda arranjada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Braga é outra que parece mais preocupada com a dicção do espanhol que pronuncia de lábios semi-cerrados, do que em exteriorizar sentimento. António Banderas limita-se a passear pelo &lt;em&gt;set &lt;/em&gt;com ar de quem perdeu o urso de peluche favorito e não dá com ele. O cantor colombiano Juanes é promovido descaradamente através de cartazes espalhados por Juarez e de uma actuação ao vivo de &lt;em&gt;La Camisa Negra&lt;/em&gt;, mas não teria sido mais adequado promover um cantor mexicano (receio que, para os produtores do filme, cantar em espanhol fosse o único requisito)? Maya Zapata é a única actriz que se destaca, no papel de uma operária violada que busca justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência incontornável na arte de fazer mal, não pode excluir-se a menção ao facto de um personagem, estando sentado à secretária, no seu escritório do rés-do-chão, ser alvejado na barriga por um disparo desferido através da janela aberta de um automóvel que passava na rua – a bala entrou pela janela do escritório e, em vez de acertar no alvo à altura do ombro ou da cabeça, perdeu altitude e foi alojar-se-lhe na barriga, ali mesmo entre o encosto para o braço da cadeira e o tampo da mesa. Ah, e sabemos que deve ser quente em Juarez, porque o filtro amarelo é usado em todas as cenas de exteriores diurnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3117339467109368964?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3117339467109368964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3117339467109368964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3117339467109368964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3117339467109368964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/bordertown-cidade-sob-ameaa.html' title='Bordertown - Cidade Sob Ameaça'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-6764092506027469637</id><published>2007-09-29T16:52:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T17:08:21.502+01:00</updated><title type='text'>Filadélfia</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.howardshore.com/images/posters/philadelphia.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Philadelphia" (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jonathan Demme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ron Nyswaner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tom Hanks – Andrew Beckett&lt;br /&gt;Denzel Washington - Miller&lt;br /&gt;Antonio Banderas - Miguel&lt;br /&gt;Mary Steenburgen - Belinda Conine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas08.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após o sucesso do excelente “Silêncio dos Inocentes” (1991), Jonathan Demme realizou outro inesquecível filme: Filadélfia, o primeiro filme comercial de Hollywood que ousou focar temas tão polémicos para a sociedade em geral, partindo do exemplo da sociedade norte-americana, como a SIDA e a homossexualidade. Com a medida certa para não cair no melodrama, o filme flui gradualmente ora emocionando-nos, ora revoltando-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrew é um jovem e brilhante advogado, elogiado por todos, que trabalha para uma importante firma de advogados em Filadélfia. A vida corre-lhe bem até ao dia em que descobre que tem SIDA. Apesar de tentar esconder a doença, as feridas no seu rosto vão denunciando o seu estado e os sócios da firma despedem-no com o pretexto de que não possui competência para o lugar importante a que foi proposto. Sabendo que a sua doença foi o real motivo do seu despedimento, recorre a Miller, um conhecido advogado especializado em defender ofensas pessoais, com a intenção de processar os sócios da firma em tribunal. Inicialmente Miller rejeita o caso quando Andrew lhe diz que tem SIDA e é homossexual. No entanto a sua homofobia desaparece à medida que vai conhecendo o seu cliente e aprende a respeitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Hanks tem neste filme uma das melhores interpretações da sua carreira como actor. Consegue transparecer a incredulidade e a negação de quem tem conhecimento de que tem uma doença e começa por rejeitar esse facto. Com o tempo, Andrew acaba por aprender a viver com o seu problema e a lutar pelos seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda sonora do filme é boa. O tema “The Streets of Philadelphia” interpretado por Bruce Springsteen é tocante e fica no ouvido como o retrato perfeito de sentimentos, da alma do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-6764092506027469637?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/6764092506027469637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=6764092506027469637' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6764092506027469637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/6764092506027469637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/filadlfia.html' title='Filadélfia'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-4693713543352163958</id><published>2007-09-26T15:46:00.000+01:00</published><updated>2007-09-26T12:03:02.745+01:00</updated><title type='text'>A Estranha Vida de Igby</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/6/64/200px-IgbyGoesDown.png" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Igby Goes Down" (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Burr Steers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Burr Steers&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kieran Culkin - Jason 'Igby' Slocumb, Jr.&lt;br /&gt;Claire Danes - Sookie Sapperstein&lt;br /&gt;Jeff Goldblum - D.H. Banes&lt;br /&gt;Jared Harris - Russel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Introduzindo um realizador a ter em conta no cinema independente norte-americano recente, Burr Steers, "A Estranha Vida de Igby" (Igby Goes Down, 2002) é um interessante relato do crescimento e da solidão, ancorado nas experiências de um adolescente. Mais um retrato de famílias disfuncionais, que tanto tem inspirado inúmeras obras indie nos últimos anos, o filme narra o percurso atribulado de Igby, vincado pelos seus problemas escolares e de socialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steers terá certamente lido "Uma Agulha no Palheiro" (The Catcher in the Reye), o livro de J.D. Salinger que continua a marcar gerações pela combinação de humor negro e sensibilidade na abordagem da complexidade da adolescência. Essas características não só se verificam em "A Estranha Vida de Igby" como o protagonista do filme tem muitos traços em comum com Holden Caulfield, seja pela carga satírica dos seus comentários, pela postura distante e desconfiada ou pela fragilidade que esconde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso em muito contribui o desempenho de Kieran Culkin, que dá uma notável prova de talento na construção de uma personagem que, apesar da considerável arrogância, é capaz de gerar empatia. Todo o elenco é, de resto, muito convincente, o que nem surpreende já que contém nomes como Susan Sarandon (uma óptima mãe histriónica), Claire Danes (com o encanto habitual), Bill Pullman (memorável num pungente retrato da esquizofrenia) ou Ryan Phillippe (mais uma vez sóbrio e equilibrado). Alguns encarnam figuras que não vão muito além da caricatura, e embora merecessem mais o protagonista é alvo de um considerável desenvolvimento, o que acaba por assegurar a consistência do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Estranha Vida de Igby" não será uma obra especialmente original, pois para além dos paralelismos com o livro de Salinger não se distancia muito de outras dramedies indie, mas Steers supera essa condicionante com um argumento sólido, de onde se destacam alguns diálogos apropriadamente irónicos entre algumas cenas de uma estimável secura emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essas várias mudanças de tom, entre momentos cómicos e dramáticos, nem sempre são bem sucedidas, a realização é competente e a banda-sonora exibe bom-gosto, recorrendo a canções dos Dandy Warhols, Badly Drawn Boy, Beta Band ou Coldplay (muito apropriada, a utilização de "Don't Panic"). Uma promissora primeira-obra que passou algo despercebida mas justifica a (re)descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-4693713543352163958?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/4693713543352163958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=4693713543352163958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4693713543352163958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/4693713543352163958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/estranha-vida-de-igby.html' title='A Estranha Vida de Igby'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-5753641917077260653</id><published>2007-09-25T17:10:00.000+01:00</published><updated>2007-09-25T18:03:11.861+01:00</updated><title type='text'>Lady Chatterley</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.canaltcm.com/myfiles/ap/chatterley-poster-g.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Lady Chatterley" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pascale Ferran&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pascale Ferran &amp;amp; Roger Bohbot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Marina Hands - Lady Chatterley&lt;br /&gt;Jean-Louis Coullo'ch - Parkin&lt;br /&gt;Hippolyte Girardot - Clifford&lt;br /&gt;Hélène Alexandridis - Mrs. Bolton&lt;br /&gt;Hélène Fillières - Hilda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas05.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A jovem Lady Constance Chatterley perdeu-se de apetites pelo guarda-caça da sua propriedade, e rondou-o como um abutre indeciso até que o pobre homem, inicialmente um misantropo incorrigível, se decidisse a apalpá-la e, com a sua licença, ir mais além. Ela é casada, mas o seu marido está confinado a uma cadeira de rodas desde que regressou da Primeira Guerra Mundial. Ao contrário deste, o guarda-caça é encorpado e ainda mexe as três pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.H. (David Herbert) Lawrence publicou &lt;em&gt;O Amante de Lady Chatterley&lt;/em&gt; em 1928, e fê-lo em Itália para evitar a censura do seu próprio país. Considerado o livro mais eroticamente explícito à época, tinha também um cunho político implícito, ou não fosse o seu autor um liberal que promovia a emancipação feminina, e historicamente as mulheres em Inglaterra e EUA tinham acabado de adquirir o direito ao voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Just Jaekin (&lt;em&gt;Emmanuelle&lt;/em&gt;) e Ken Russell (&lt;em&gt;Whore&lt;/em&gt;), é a vez de Pascale Ferran realizar esta história de amor. Para preparar os actores para as cenas de sexo, agendou seis semanas de ensaios intensivos, mas o resultado desenxabido é mais uma amostra de como os franceses conseguem reduzir um filme sobre o desejo a um bocejo de tédio. Se entregassem esta missão às mãos sábias e experientes de um Tinto Brass...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa nota mais séria, todos sabemos o enfado com que os franceses filmam o sexo, pelo que a falta de faísca nas cenas ditas eróticas não causa admiração. Só que o filme gravita em redor do par, e a inconsistência do jogo sexual (volta, Adrian Lyne, estás perdoado) e a ausência de concupiscência assumida inquinam, em grande parte, o projecto. O espaço bucólico e pastoral das paisagens é simples, como se tivessem filmado no primeiro local onde calhou, sem preocupação estética pelas cores da folhagem ou beleza dos cenários de um verde desmaiado. A actriz Marina Hands é a vida do filme, e realmente nota-se-lhe um grande amor pela arte de representar (escusado seria mostrá-la a correr nua pelo bosque, com mais celulite no rabo do que árvores em redor), amor esse que é totalmente alheio a Jean-Louis Coullo’ch, que interpreta o guarda-caça com uma inépcia digna de um homicídio caridoso (em prol da Sétima Arte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, &lt;em&gt;Lady Chatterley&lt;/em&gt; é um filme simpático quando não se centra no caso amoroso central (onde é claramente incapaz), mas escusava de arrastar-se morosamente durante três horas. O facto de ter ganho cinco Césares não diz muito sobre este filme, mas sobre os outros filmes em competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-5753641917077260653?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/5753641917077260653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=5753641917077260653' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5753641917077260653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/5753641917077260653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/lady-chatterley.html' title='Lady Chatterley'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2007430039146540727</id><published>2007-09-23T16:47:00.000+01:00</published><updated>2007-09-23T16:58:20.609+01:00</updated><title type='text'>Epic Movie</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/CIN/epicmovie~Epic-Movie-Posters.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Epic Movie" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jason Friedberg &amp;amp; Aaron Seltzer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jason Friedberg &amp;amp; Aaron Seltzer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kal Penn - Edward&lt;br /&gt;Adam Campbell - Peter&lt;br /&gt;Jayma Mays - Lucy&lt;br /&gt;Faune A. Chambers - Susan&lt;br /&gt;Jennifer Coolidge - Bruxa Má&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas02.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é um disparate dizer que de alguns anos a este parte temos assistido a uma avalanche de filmes supostamente cómicos, mas que acabam por desiludir-nos com as piadas fáceis e até ideias repetidas como aquele hábito de fazer uma cena em que uma personagem masculina fica “de espada em riste” ou uma personagem feminina fica com os seios tipo balão quase a rebentar. Visto uma vez talvez seja risível, visto duas, três, quatro, cinco e aí por adiante é frustrante. Será obrigatório brincar sempre com o sexo? Ou melhor, será esse tratamento dado à sexualidade nos filmes uma garantia segura de que o público se vai rir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto &lt;em&gt;Epic Movie&lt;/em&gt; não é excepção à regra. Começando pelo título. Será realmente um filme? Os argumentistas e realizadores deste pretenso filme limitaram-se a fazer uma épica recolha de elementos cómicos de vários filmes populares e misturaram tudo. Assim até parece que fazer filmes de cinema é canja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto podemos ver &lt;em&gt;Epic Movie&lt;/em&gt; como uma receita que tem por base em massa bem estendida &lt;em&gt;Crónicas de Narnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa&lt;/em&gt;. As quatro personagens principais são quatro órfãos que tem aventuras e desventuras devido à terrível Feiticeira (Black Bitch é o original nome que lhe deram aqui): Edward, Peter, Lucy e Susan que vêm de filmes que servem de ingredientes. 100 gramas de &lt;em&gt;O Código da Vinci&lt;/em&gt;, 100 gramas de &lt;em&gt;X-Men – O Confronto Final&lt;/em&gt;, 100 gramas de &lt;em&gt;Serpentes a Bordo&lt;/em&gt; e 100 gramas de um filme qualquer tão ridicularizado que não o consegui identificar. Mistura-se tudo muito bem e acrescenta-se um pouco de leite caso esteja a ficar grosso. Para saber melhor juntam-se pitadas de &lt;em&gt;Super-Homem – O Regresso&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Harry Potter&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Borat&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Charlie e a Fábrica de Chocolate&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Piratas das Caraíbas&lt;/em&gt; e fica-se não com uma salada russa, mas com um bolo. Depois de envolver tudo com a massa-base das &lt;em&gt;Crónicas de Nárnia&lt;/em&gt;, vai ao forno não muito quente de 86 a 93 minutos, dependendo da versão que preferem: censurada ou não. Assim que estiver pronto é servir ao gosto do freguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando mais a sério, ver um filme com piadas fáceis é muito aborrecido, sobretudo se se pagou mais de cinco euros pelo bilhete do cinema, para os mais precavidos é melhor esperar pela edição em DVD e gastar menos graças àquelas novas máquinas dos clubes de vídeo. Esperam-se mais e melhores comédias e que haja inspiração e originalidade na mente de argumentista, realizadores ou produtores antes que o género comédia caia em desuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2007430039146540727?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2007430039146540727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2007430039146540727' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2007430039146540727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2007430039146540727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/epic-movie.html' title='Epic Movie'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1819830907273034620</id><published>2007-09-21T15:13:00.000+01:00</published><updated>2007-09-21T11:46:51.621+01:00</updated><title type='text'>O Motel</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.slashfilm.com/wp/wp-content/images/vacancypostermedium.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Vacancy" (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nimród Antal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mark L. Smith &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kate Beckinsale – Amy Fox&lt;br /&gt;Luke Wilson – David Fox&lt;br /&gt;Frank Whaley – Mason&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi com baixas espectativas que fui ao cinema, ver o filme &lt;em&gt;O Motel&lt;/em&gt; de Nimród Antal. Antes de entrar na sala de cinema a minha ideia é que este iria ser mais um filme com todos os clichés habituais dos filmes de terror tradicionais, onde existe sempre alguém que a meio da noite decide sair da autoestrada para ir por uma estrada no meio do nada, sendo obrigados a parar (devido a uma estranha avaria no carro) nos sitios mais esquisitos, onde estão sempre pessoas dispostas a fazerem-lhes as maiores atrocidades. Até aqui acertei... no entanto, mesmo neste ponto prematuro, o filme demonstra já algumas diferenças para com os mais comuns filmes do género... a forma como as cenas são filmadas aparentam algo de diferente, pois o modo como a câmara de Nimród se movimenta e capta as expressões dos actores, demonstra claramente a influência do já saudoso rei do suspense, o mestre Alfred Hitchcock. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais... a partir do momento que Amy e David Fox (Kate Beckinsale e Luke Wilson respectivamente) entram no Pinewood Motel, falam com o gerente (Frank Whaley), alojam-se naquele quarto nojento e vêm aquele vídeo snuff filmado no seu próprio quarto, todo o filme se parece transformar. De repente, o filme já não parece ser assim tão previsível, pois ao contrário do normal, os personagens (principalmente David Fox) revelam ter alguma inteligência nas suas acções, levando com isso a um maior envolvimento do espectador com a película e exponenciando considerávelmente o número de momentos de suspense/tensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, obviamente tudo se estraga, pois por entre alguns pouco esperados realísticos momentos de &lt;em&gt;frisson&lt;/em&gt;, algo de importante que deveria mesmo ter acontecido, em nome do maior realismo do filme, afinal não aconteceu, perdendo-se no meu entender uma boa oportunidade de mostrar que o cinema de terror ainda é capaz de surpreender pela positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, pelos bons momentos de suspense proporcionados, pelas boas prestações dos dois actores principais e pelos bons planos da câmara de Nimród Antal, a minha nota é de 7 valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Pedro Pereira &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1819830907273034620?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1819830907273034620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1819830907273034620' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1819830907273034620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1819830907273034620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/o-motel.html' title='O Motel'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-939328901287618407</id><published>2007-09-19T12:43:00.000+01:00</published><updated>2007-09-19T22:16:56.730+01:00</updated><title type='text'>Destricted</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://extracine.com/wp-content/uploads/2006/10/destricted.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Destricted" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Marina Abramovic, Matthew Barney, Marco Brambilla, Larry Clark, Gaspar Noé, Richard Prince &amp; Sam Taylor Wood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Matthew Barney ("Hoist"), Richard Prince ("House Call") &amp; Sam Taylor Wood ("Death Valley") &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;August&lt;br /&gt;Shirin Barthel&lt;br /&gt;Richard Blondel&lt;br /&gt;Jasmine Byrne (como eles próprios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas04.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A proposta é interessante: reunir sete realizadores e artistas plásticos para uma abordagem ao sexo e à pornografia desenvolvida num conjunto de curtas-metragens. O resultado deste "Destricted", no entanto, é pouco convincente, pois para além de desequilibrado nunca chega a ser desafiante e na maior parte dos casos denuncia apenas pretensão em demasia e/ou mera preguiça mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns trabalhos conseguem, mesmo assim, despertar alguma curiosidade ao irem além do óbvio É o caso de "Hoist", de Matthew Barney, a mais bizarra e desconcertante, uma autêntica fusão homem-máquina, que inquieta pela lubrificação simultânea do pénis do actor e da turbina de um tractor içado onde este se encontra. O ritmo pausado que Barney imprime ao filme, juntamente com os estranhos ruídos de fundo, tornam esta curta num objecto original que cumpre os pressupostos de "Destricted".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo relativamente convincente é o de Larry Clark, que em "Impaled" faz um incomum casting onde um grupo de rapazes concorre a fim de ter sexo com actrizes de filmes pornográficos. Convidando os intervenientes a falarem das suas experiências e do impacto da indústria porno no seu crescimento, o realizador de "Ken Park" ou "Bully - Estranhas Amizades" não evita a sua habitual tendência voyeur e deixa os concorrentes literalmente despidos de preconceitos em frente à câmara. O balanço gera um filme oportunista, mas também pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Balkan Erotic Epic", de Marina Abramovic, tem alguma relevância enquanto documento sobre o papel que o sexo assume nos mitos e superstições das culturas dos balcãs, embora se candidate mais a ser motivo de humor involuntário do que propriamente fonte de uma reflexão séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sync", de Marco Brambilla, aposta numa montagem de inúmeras cenas de sexo que se sucedem de segundo a segundo ao som de um solo de bateria, mas a sua escassa duração faz com que passe quase despercebida. O mesmo não pode dizer-se dos intermináveis quinze minutos de "We Fuck Alone", exercício esgotante onde Gaspar Noé foca, alternadamente, uma rapariga e um rapaz que se masturbam ao assistirem ao mesmo filme em espaços diferentes. A imagem sempre intermitente e a música sinistra, aliadas à redundância das cenas, tornam esta proposta numa das mais cansativas, ficando aquém do que o realizador demonstrou em "Irreversível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase tão entediantes são "Death Valley", de Sam Taylor-Wood, a mais desinspirada das curtas, que se limita a focar um rapaz a masturbar-se no vale que lhe dá título, e "House Call", de Richard Prince, que vale apenas para quem queira recordar sequências de filmes pornográficos &lt;em&gt;old-school&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aspirações de funcionar enquanto compilação arrojada, experimental e complexa, "Destricted" só a espaços cumpre esse programa, já que a maioria das suas curtas parece pressupor que ousadia e criatividade se resumem a um recurso ao sexo explícito. De entre as propostas que testam as fronteiras entre a pornografia e a arte, o também recente "Shortbus", de John Cameron Mitchell, insinua-se como um título bem mais consistente e prova que uma pode ser mais satisfatória do que sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-939328901287618407?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/939328901287618407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=939328901287618407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/939328901287618407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/939328901287618407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/destricted.html' title='Destricted'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-1493384004203472706</id><published>2007-09-17T17:15:00.000+01:00</published><updated>2007-09-17T12:42:38.436+01:00</updated><title type='text'>Os Abandonados</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://img337.imageshack.us/img337/5589/2002485301793609121rsjwlr6.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Abandoned" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nacho Cerdà&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nacho Cerdà &amp;amp; Richard Stanley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Anastasia Hille - Marie Jones&lt;br /&gt;Karel Roden - Nicolai&lt;br /&gt;Valentin Ganev - Andrei Misharin/Kolya Kaidavosky&lt;br /&gt;Carlos Reig-Plaza - Anatoliy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um agente funerário despe, viola e mutila o cadáver de uma vítima de acidente de viação e leva o coração desta para casa, para alimentar o cão. Assim foi a electrizante curta-metragem de estreia de Nacho Cerdà, em 1994 (&lt;em&gt;Aftermath&lt;/em&gt;), que fez correr o boato de tratar-se de um verdadeiro &lt;em&gt;snuff&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os Abandonados&lt;/em&gt; é a sua primeira longa-metragem. É uma história de fantasmas numa casa assombrada, algures num bosque situado nos confins da Rússia rural (ainda que filmado na Bulgária, nomeadamente na capital, Sofia). Escrita inicialmente por Karim Hussain (&lt;em&gt;Ascension&lt;/em&gt;) para um projecto que não arrancou, o argumento foi reescrito por Cerdà e Richard Stanley (&lt;em&gt;Hardware, Dust Devil&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de contornar alguns dos traços mais típicos do género, a história está longe de ser original. Afinal, quantas vezes vimos alguém fugir durante horas de um determinado sítio, apenas para regressar, sem saber como, ao ponto de partida? Mas, se Cerdà descurou o elemento narrativo, deu-lhe um cunho pessoal assente numa eficiente gestão do suspense, através de uma fotografia cuidada e com uma apetência fora do comum para jogar com sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquietante mesmo quando não acontece nada, &lt;em&gt;Os Abandonados&lt;/em&gt; é uma experiência sensorial intensa, com imagens de inegável beleza e alguns sustos inesperados. É pena apenas que as questões levantadas sejam muito mais interessantes do que as respostas banais que chegam no desfecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-1493384004203472706?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/1493384004203472706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=1493384004203472706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1493384004203472706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/1493384004203472706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/os-abandonados.html' title='Os Abandonados'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-2119935840223419222</id><published>2007-09-15T14:54:00.000+01:00</published><updated>2007-09-15T15:03:34.104+01:00</updated><title type='text'>O Contrato</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.moviegod.de/images/movies/00018/1788/1788_xxl.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Contract" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bruce Beresford&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Stephen Katz &amp;amp; John Darrouzet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Morgan Freeman – Frank Cardin&lt;br /&gt;John Cusack – Ray Keene&lt;br /&gt;Jamie Anderson – Chris Keene&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas03.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de se reaproximar do filho adolescente, que não se conforma pela morte da mãe devido a um cancro, Ray Keene resolve acampar numa floresta. Entretanto Frank Cardin, um criminoso procurado há muito procurado pela polícia junta-se com a sua equipa para planear um contrato que resultará na morte de alguém importante. Quando o plano passa a acção ocorre um incidente e Cardin vai para à mesma floresta onde Keene e o filho estão. Um agente moribundo confere a Keene a missão de escoltar ele próprio o prisioneiro e entregá-lo à justiça. Inicia-se uma jornada atribulada pela floresta quando os cúmplices de Cardin resolvem procurá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Contrato&lt;/em&gt; pode ser considerado um &lt;em&gt;thriller,&lt;/em&gt; mas não de suspense. Pouca coisa surpreende e muito se pode prever. Apesar de Keene ser um ex-polícia, quem no seu lugar aceitaria escoltar um criminoso – sabendo pelo próprio que os cúmplices estão no seu encalço – e arriscar não só a sua vida, como a do filho? Qual o criminoso, apesar de algemado, se intimidaria com o minúsculo revólver que lhe é apontado por Keene e se deixaria levar sem nunca tentar a fuga ou engendrar qualquer forma de se livrar dele? Afinal Cardin é um ex-militar muito bem treinado… O que se aproveita é a interpretação dos actores principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai ao cinema ver um filme por gostar do elenco, sem ter visto o &lt;em&gt;trailer &lt;/em&gt;e apenas com uma ideia muito resumida da história que parece satisfatória, nem sempre faz a escolha acertada. Há vezes em que nos questionamos: como é que fulano ou sicrano foram parar num filme sem graça? Alguns actores fazem filmes por amor à arte, outros pelo cachet, outros escolhem envolver-se em produções fracas apesar de já terem a experiência de ter participado em produções de qualidade. Esperemos então que nos próximos filmes em que respectivamente Freeman e Cusack tenham em agenda sejam escolhas melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Isabel Fernandes &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-2119935840223419222?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/2119935840223419222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=2119935840223419222' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2119935840223419222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/2119935840223419222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/o-contrato.html' title='O Contrato'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-3547405578764271750</id><published>2007-09-13T17:02:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T16:14:44.772+01:00</updated><title type='text'>Quadrophenia</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://www.modrevival.net/QuadropheniaSpecialEdition.JPG" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Quadrophenia" (1979)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Franc Roddam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dave Humphries &amp; Martin Stellman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Phil Daniels - James Michael 'Jimmy' Cooper&lt;br /&gt;Leslie Ash - Steph&lt;br /&gt;Philip Davis - Chalky&lt;br /&gt;Mark Wingett - Dave&lt;br /&gt;Sting - Ace Face&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas06.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estamos em Londres no ano de 1964, ano de mudança e convulsões a nível musical e a nível de grupos do qual fazem parte os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jim, um jovem como muitos outros, que vive numa Londres que sofre mudanças e alterações assim tenta fazer-se notar quer entre os amigos, pais, e os que o rodeiam. Ele e os seus amigos, vivem num ritmo de música, festas e alguns speeds à mistura. A música de Gene Vincent para Jim é uma velharia para o Kevin Herriot nem por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kevin é um &lt;em&gt;Rocker&lt;/em&gt;, veste de cabedal e anda de mota, Jim é um Mod veste casaco (manda fazer à medida) calças de ganga ou à boca de sino com Parka verde, anda de scooter.&lt;br /&gt;A scooter é algo muito importante e a sua aparência é alterada e novos adereços são colocados a gosto de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ken e Jim são amigos, mas com ideias e comportamentos diferentes. Rockers e Mods são rivais e deste modo alguns confrontos e atitudes mais agressivas vão se notar ao longo do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do mundo que vive basicamente ao fim da tarde até à noite – Mods – Jim trabalha numa empresa onde aí tenta entrar e viver no ritmo a que é obrigado e não aprecia lá muito, apenas apreciando o dinheiro que aufere quando a altura de receber chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steph é uma rapariga que trabalha num supermercado, e por quem Jim vai começar a sentir alguma atracção e de certo modo será a pessoa que irá ajudar a desencadear bons ou maus comportamentos e atitudes por parte de Jim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spider é um dia atacado por um grupo de &lt;em&gt;rockers&lt;/em&gt;, deste modo os Mods vão procurá-los para se vingarem, no seguimento disto quem encontram são dois rockers que nada tiveram a ver e irão ser culpabilizados de tudo, um dos rockers é Ken. No seguimento de mais uma noite cheia de “confusões” a chegada a casa é recebida com uma discussão com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o grande dia, a ida ao festival de Brighton, Mods e Rockers todos se encaminham para lá, um grande número de pessoas é esperado, por lá os últimos preparativos são feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a noite e com ela Ace, um Mod que se diferencia dos outros quer pelo modo de dançar, vestir e a própria &lt;em&gt;scooter&lt;/em&gt;, Jim para dar nas vistas um pequeno distúrbio irá provocar do qual resulta a sua expulsão, indo deambular pela praia. No final da noite um local para dormir procuram, depois de muito procurarem um sítio encontram, na manhã seguinte dão conta que dormiram no meio de um grupo de &lt;em&gt;Rockers&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciou-se o dia e inicia-se também uma manhã algo conturbada, Jim em conjunto com Setph começam a cantar “we are the Mods” e a encorajar outros Mods, daí resulta um grande confronto entre Rockers que culmina com a polícia. No final prisões, nódoas negras. A chegada a casa irá ser com uma discussão com a mãe, à noite será confrontado com o pai o qual o pôe fora de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa aqui o descambar de Jim, começam aqui as suas atitudes a tornarem-se mais agressivas e ofensivas, começa também algum desentendimento com os amigos, não só pelo seu comportamento mas também por causa Steph. Será aqui também que Jim começa a achar que a sua vida não segue em frente, bem pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será nesta altura que aquilo que para ele foi um modo de vida, Mods culminando com Brighton, para Steph e os outros amigos foi um gozo uma passagem, será também o confronto derradeiro com Steph.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a espiral de acontecimentos que vão levar Jim a continuar a não entender e perceber para onde deve ir. É no meio de toda esta confusão de pensamentos que vê a &lt;em&gt;scooter&lt;/em&gt; de Ace e Ace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rouba a &lt;em&gt;scooter &lt;/em&gt;levando-a por estradas de campos verdes até ao mar, aí acelera ao longo da costa e do princípio que termina na ondulação marítima e nas rochas, …. uma scooter destruída nas rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme que marca uma época, um modo de vivência, e modos de pensar; um filme também que nos mostra que a juventude foi, é e continua a ser rebelde e irreverente, durante todo este precurso somos acompanhados ao som dos The Who.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ângela Mateus &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-3547405578764271750?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/3547405578764271750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=3547405578764271750' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3547405578764271750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/3547405578764271750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/quadrophenia.html' title='Quadrophenia'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-116785023223337933</id><published>2007-09-11T18:49:00.000+01:00</published><updated>2007-09-12T15:08:59.191+01:00</updated><title type='text'>Voo 93</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://thecia.com.au/reviews/u/images/united-93-poster-1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"United 93" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Greengrass&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paul Greengrass&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;J.J. Johnson - Capitão Jason Dahl&lt;br /&gt;Gary Commock - First Officer LeRoy Homer&lt;br /&gt;Polly Adams - Deborah Welsh&lt;br /&gt;Opal Alladin - CeeCee Lyles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cinco anos após a tragédia do 11 de Setembro, começam a surgir os primeiros olhares cinematográficos centrados nas várias situações que decorreram nesse dia, tanto nas dos ataques às Torres Gémeas (em que se concentra “World Trade Center”, de Oliver Stone”) como na dos aviões que foram desviados pelos terroristas, foco principal de “Voo 93” (United 93), de Paul Greengrass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que ecos dos acontecimentos deste dia que parou o mundo já se manifestaram noutras obras, de forma mais ou menos explícita, desde “A Última Hora”, de Spike Lee, a “Homem-Aranha 2”, de Sam Raimi, mas só agora surgem os primeiros títulos em que os atentados terroristas e as reacções das vítimas são o cerne da acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Greengrass acompanha, em tempo real, as peripécias decorridas no voo 93 da United Airlines, um dos quatro aviões desviados e o único que não atingiu o destino programado pelos terroristas, despenhando-se na Pensilvânia antes de conseguir chegar a Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta que o voo não decorreu da forma que os terroristas esperavam devido às reacções a tripulação, a película oferecia material mais do que suficiente para se tornar numa mera desculpa para elogiar a determinação, coragem e união dos tripulantes, mas Greengrass, embora não ignore a atitude proactiva de muitos passageiros, também não transforma o filme num objecto patriótico e manipulador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorrendo a um estilo próximo dos docudramas de matriz britânica (que já havia explorado, mas com resultados pouco estimulanets, em “Domingo Sangrento", o realizador inglês é capaz de se distanciar o suficiente para que “Voo 93” impressione pelo respeito e equilíbrio com que aborda os acontecimentos em torno da conturbada viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao recusar heroísmos grandiloquentes e maniqueísmos fáceis, Greengrass tenta ser o mais factual possível, tendo contado com a colaboração de amigos e familiares dos passageiros (acedendo inclusivamente às conversas telefónicas efectuadas durante o voo) para a reconstituição dos acontecimentos decorridos antes e durante a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispensando nomes mediáticos entre o elenco e não chegando a construir personagens, reforçando assim o enfoque no acontecimento e não numa figura específica, o filme convence também pela apropriada realização nervosa que torna as cenas ainda mais plausíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma primeira hora concentrada quase sempre nos múltiplos centros de controlo dos voos - gerando meticulosamente uma tensão que se torna cada vez mais palpável - e um longo segmento final ambientado maioritariamente a bordo do avião - onde a perspectiva clínica presente até então dá origem a sequências mais perturbantes, uma vez que documentam a inquietação dos passageiros (e dos próprios terroristas) - “Voo 93” resulta numa projecto atípico, pois apesar do espectador já saber qual o desenlace (ou talvez por isso mesmo) não deixa de ser contaminado por um considerável sentimento de frustração e impotência face a situações que, embora retratadas num filme, ultrapassam o campo da ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquematismo da narrativa poderá encorajar críticas dos detractores do filme, mas é determinante para que “Voo 93” funcione enquanto uma eficaz e crua experiência cinematográfica, que felizmente se distancia de um oportunista objecto centrado num dia trágico e merece ser visto pelo documento sério e honesto que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Gonçalo Sá &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-116785023223337933?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/116785023223337933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=116785023223337933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/116785023223337933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/116785023223337933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/01/voo-93.html' title='Voo 93'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-347955231702573990</id><published>2007-09-09T15:18:00.000+01:00</published><updated>2007-09-09T15:36:36.728+01:00</updated><title type='text'>A Rapariga Morta</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://media.movieweb.com/galleries/4565/posters/poster1.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"The Dead Girl" (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Karen Moncrieff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Karen Moncrieff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Toni Collette - Arden&lt;br /&gt;Britanny Murphy - Krista&lt;br /&gt;Rose Byrne - Leah&lt;br /&gt;Marcia Gay Harden - Melora&lt;br /&gt;James Franco - Derek&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O aparecimento de um cadáver do sexo feminino, num terreno ermo, despoleta diversas histórias, em grande parte estanques entre si, episódios de emoção sempre contida, mas prestes a explodir, vivências individuais que são tocadas tangencialmente por esta morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último capítulo, como fica rapidamente claro, completa-se o círculo, sendo-nos fornecidos os eventos que conduziram à sua morte. O filme teria ficado a ganhar com a indecifração deste enigma, uma questão que colocamos de parte com o percurso entretanto seguido. A dúvida teria servido melhor propósito, mantendo a aparência de o cadáver não passar unicamente de um ponto de partida para outras narrativas. Mas enfim, há quem tenha de meter o rabo na boca da pescada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Rapariga Morta&lt;/em&gt; é um filme dramático, de sofrimento interior, mas salteado com uma coerente gestão do suspense, investindo devagar nas amarguras e revelações, nos elementos que compõem cada elemento do todo. Aposta nas personagens femininas e dá pano para mangas às suas actrizes para brilharem: Toni Collette, Brittany Murphy, Mary Beth Hurt, Rose Byrne, Mary Steenburgen, Marcia Gay Harden e Kerry Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realizadora Karen Moncrieff foi uma cara conhecida das soap operas dos anos 80 (&lt;em&gt;The Bold and the Beautiful, Santa Barbara, Days of Our Lives&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; Guiding Light&lt;/em&gt;), e estreou-se na realização e argumento em 2002, com o aclamado drama &lt;em&gt;Blue Car&lt;/em&gt;. Antes de &lt;em&gt;A Rapariga Morta&lt;/em&gt;, dirigiu diversos episódios da série &lt;em&gt;Sete Palmos de Terra&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;® Ricardo Lopes Moura &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11429013-347955231702573990?l=cine7.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cine7.blogspot.com/feeds/347955231702573990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11429013&amp;postID=347955231702573990' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/347955231702573990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11429013/posts/default/347955231702573990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cine7.blogspot.com/2007/09/rapariga-morta.html' title='A Rapariga Morta'/><author><name>Isabel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09792402670670869937</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-XESrHbiNdVY/Tk6i9o0YIcI/AAAAAAAAAbg/ydrdjPh7l8o/s220/DSC01499.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11429013.post-7419195907707091182</id><published>2007-09-07T21:17:00.000+01:00</published><updated>2007-09-07T21:31:29.892+01:00</updated><title type='text'>O Meu Tio</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="2" cellpadding="2" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="263" src="http://dvdtoile.com/FILMS/1/1276.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,Geneva,Swiss,SunSans-Regular;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;b&gt;Título Original:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Mon Oncle" (1958)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jacques Tati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Argumento:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jean L'Hôte &amp; Jacques Lagrange &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Actores:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jacques Tati - Monsieur Hulot&lt;br /&gt;Jean-Pierre Zola - Monsieur Arpel&lt;br /&gt;Adrienne Servantie - Madame Arpel&lt;br /&gt;Lucien Frégis - Monsieur Pichard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="20" src="http://outlier.home.sapo.pt/cine7_estrelas07.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cinema peculiar do cineasta francês Jacques Tati oferece insistentemente ao espectador uma perspectiva sorridente da Vida nos seus pequenos e rotineiros pormenores. É um cinema muito visual em que as imagens por si mesmas têm um papel preponderante. Mas o som dos filmes de Tati é depurado no sentido de ajudar a recriar de forma divertida os diferentes ambientes, conferindo-lhes uma dimensão irónica e pitoresca. É como se ao Cinema Mu
